Questões de Concurso Público PM-PR 2023 para Cadete

Foram encontradas 90 questões

Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732671 Português
Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem disse que a gente não pode cair? Quem disse que a gente já não caiu? Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava os continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagarin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.

KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 57-58. 

Antropoceno: considerado uma nova época geológica em que, pela primeira vez na história do planeta, as mudanças ambientais são resultado da intervenção humana. 
Assinale a alternativa que retoma a tese central do texto. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732672 Português
Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem disse que a gente não pode cair? Quem disse que a gente já não caiu? Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava os continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagarin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.

KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 57-58. 

Antropoceno: considerado uma nova época geológica em que, pela primeira vez na história do planeta, as mudanças ambientais são resultado da intervenção humana. 
Considerando-se as reflexões que apresenta no texto, o posicionamento predominante de Ailton Krenak pode ser caracterizado como: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732673 Português
Leia o seguinte texto:

-Tem, mas acabou.
-A luz dormiu acesa.
-Você segue reto, toda vida.
-Eu fiquei preso, do lado de fora. -Daí eu peguei e falei.
-Vai ficar aí chorando as pitangas?
-Eu falo é nada.
-Tá ficando tarde, vou dar uma chegadinha.
-Eu tô com fome de comida.
-Escuta só pra você ver.
-Não conheço, mas sei quem é.
-Vou só esperar o sol esfriar.
-Essa rua vai para onde?
-Dura até acabar.
-Não vi nem o cheiro. 
Disponível em: https://www.tribunapr.com.br/blogs/triboladas/frases-que-so-o-brasileiro-entende-qual-delas-voce-mais-fala/2023

As frases acima “só podem ser entendidas por brasileiros” porque: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732674 Português
O texto a seguir é referência para a questão.


Os modelos de competição (que podemos entender como modelos de relações sociais) são classificados em: competição primária 1 sem regras, competição entre duas pessoas com regras, competição de muitas pessoas a um só nível, competição de dois níveis 2 do tipo oligárquico, e, competição de dois níveis do tipo crescentemente democrático. Com exceção do primeiro tipo, os modelos se 3 assemelham a jogos reais como xadrez, futebol, tênis ou tantos outros esportes. Representam a competição segundo regras, as 4 quais podem variar em sua escala de presença e importância. “Todos os modelos se baseiam em duas ou mais pessoas que medem 5 suas forças” (ELIAS, 2005, p. 80), ou seja, na distribuição potencial de poder ao longo de uma configuração qualquer. O equilíbrio 6 de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, 7 multipolares. Nesse caso, os modelos de jogos poderiam ajudar a “uma melhor compreensão do tal equilíbrio do poder, não como 8 uma ocorrência extraordinária, mas como uma ocorrência cotidiana” (ELIAS, 2005, p. 80). Elias entende que ninguém vem ao mundo 9 desprovido de poder, pois este é um elemento básico nas relações humanas. Ocorre que como por vezes o desequilíbrio de poder 10 é muito grande, algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises. 

STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado. 
Com base no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732675 Português
O texto a seguir é referência para a questão.


Os modelos de competição (que podemos entender como modelos de relações sociais) são classificados em: competição primária 1 sem regras, competição entre duas pessoas com regras, competição de muitas pessoas a um só nível, competição de dois níveis 2 do tipo oligárquico, e, competição de dois níveis do tipo crescentemente democrático. Com exceção do primeiro tipo, os modelos se 3 assemelham a jogos reais como xadrez, futebol, tênis ou tantos outros esportes. Representam a competição segundo regras, as 4 quais podem variar em sua escala de presença e importância. “Todos os modelos se baseiam em duas ou mais pessoas que medem 5 suas forças” (ELIAS, 2005, p. 80), ou seja, na distribuição potencial de poder ao longo de uma configuração qualquer. O equilíbrio 6 de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, 7 multipolares. Nesse caso, os modelos de jogos poderiam ajudar a “uma melhor compreensão do tal equilíbrio do poder, não como 8 uma ocorrência extraordinária, mas como uma ocorrência cotidiana” (ELIAS, 2005, p. 80). Elias entende que ninguém vem ao mundo 9 desprovido de poder, pois este é um elemento básico nas relações humanas. Ocorre que como por vezes o desequilíbrio de poder 10 é muito grande, algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises. 

STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado. 
Observe o seguinte excerto do texto:
O equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, multipolares.

Assinale alternativa em que o trecho destacado é parafraseado adequadamente. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732676 Português
O texto a seguir é referência para a questão.


Os modelos de competição (que podemos entender como modelos de relações sociais) são classificados em: competição primária 1 sem regras, competição entre duas pessoas com regras, competição de muitas pessoas a um só nível, competição de dois níveis 2 do tipo oligárquico, e, competição de dois níveis do tipo crescentemente democrático. Com exceção do primeiro tipo, os modelos se 3 assemelham a jogos reais como xadrez, futebol, tênis ou tantos outros esportes. Representam a competição segundo regras, as 4 quais podem variar em sua escala de presença e importância. “Todos os modelos se baseiam em duas ou mais pessoas que medem 5 suas forças” (ELIAS, 2005, p. 80), ou seja, na distribuição potencial de poder ao longo de uma configuração qualquer. O equilíbrio 6 de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, 7 multipolares. Nesse caso, os modelos de jogos poderiam ajudar a “uma melhor compreensão do tal equilíbrio do poder, não como 8 uma ocorrência extraordinária, mas como uma ocorrência cotidiana” (ELIAS, 2005, p. 80). Elias entende que ninguém vem ao mundo 9 desprovido de poder, pois este é um elemento básico nas relações humanas. Ocorre que como por vezes o desequilíbrio de poder 10 é muito grande, algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises. 

STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado. 
Com base no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732677 Literatura
Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, abre-se com falas dos personagens Johann e Bertran:

— Silêncio, moços! acabai com essas cantilenas horríveis! Não vedes que as mulheres dormem ébrias, macilentas como defuntos? Não sentis que o sono da embriaguez pesa negro naquelas pálpebras onde a beleza cinzelou os olhares da volúpia?
— Cala-te, Johann! Enquanto as mulheres dormem e Arnold-o-loiro cambaleia e adormece murmurando as canções de orgia de Tieck, que música mais bela que o alarido da saturnal? Quando as nuvens correm negras no céu, como um bando de corvos errantes, e a lua desmaia, como a luz de uma lâmpada sobre a alvura de uma beleza que dorme, que melhor noite que a passada ao reflexo das taças?
AZEVEDO, Álvares de. Noite na Taverna. Lisboa: Tipografia de J.H. Verde, 1878, p. 1.

Em relação às histórias envolvendo os três personagens mencionados na abertura de Noite na Taverna, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732678 Literatura
Leia o trecho a seguir, retirado de A Falência:

“E tudo nela repugnava a Ruth: a estupidez, a humildade, a cor, a forma, o cheiro; mas percebera que também ali havia uma alma e sofrimento, e então, com lágrimas nos olhos, perguntava a Deus, ao grande Pai misericordioso, por que a criara, a ela, tão branca e tão bonita, e fizera com o mesmo sopro aquela carne de trevas, aquele corpo feio da Sancha imunda? Que reparasse aquela injustiça e alegrasse em felicidade perfeita o coração da negra.”
ALMEIDA, Júlia Lopes de. A Falência. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2019. p. 200.

Com base na leitura integral do livro de Júlia Lopes de Almeida e do fragmento destacado acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732679 Português
Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, apresenta o relato de sua vida na favela, na forma de um diário. Considerando o trecho seguinte e a integridade do livro, assinale a alternativa correta.

3 de fevereiro (1959) Tenho de dizer que não escrevi nos dias que decorreram porque eu fiquei doente. Vou recapitular o que ocorreu comigo nestes dias (...) A Fernanda veio e perguntou-me se eu sei onde está o cigano. É a mesma coisa que ela perguntar-me onde é a casa do vento.
Disse que ele é muito bonito e que ela ia lá comprar pimenta só para vê-lo.
Durante os dias que eu estive doente o senhor Manoel não me deixou sem dinheiro.
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 159. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732680 Literatura
Leia a “Lira XIV”, da primeira parte de Liras de Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga.

Lira XIV
Minha bela Marília, tudo passa;
A sorte deste mundo é mal segura;
Se vem depois dos males a ventura,
Vem depois dos prazeres a desgraça,
Estão os mesmos Deuses
Sujeitos ao poder do ímpio Fado:
Apolo já fugiu do céu brilhante
Já foi Pastor de gado.

A devorante mão da negra Morte
Acaba de roubar o bem que temos
Até na triste campa não podemos
Zombar do braço da inconstante sorte;
Qual fica no Sepulcro,
Que seus avós ergueram, descansado;
Qual no campo, e lhe arranca os frios ossos
Ferro do torto arado.

Ah! enquanto os Destinos impiedosos
Não voltam contra nós a face irada,
Façamos, sim, façamos, doce amada,
Os nossos breves dias mais ditosos.
Um coração que, frouxo,
A grata posse de seu bem difere,
A si, Marília, a si próprio rouba,
E a si próprio fere.

Ornemos nossas testas com as flores
E façamos de feno um brando leito;
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
Gozemos do prazer de sãos Amores,
Sobre as nossas cabeças,
Sem que o possa deter, o tempo corre;
E para nós o tempo, que se passa,
Também, Marília, morre.

Com os anos, Marília, o gosto falta,
E se entorpece o corpo já cansado;
Triste, o velho cordeiro está deitado,
E o leve filho sempre alegre salta.
A mesma formosura
É dote que só goza a mocidade:
Rugam-se as faces, o cabelo alveja,
Mal chega a longa idade.

Que havemos d’esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias, que vêm tarde, já vêm frias;
E pode enfim mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
O estrago de roubar ao corpo as forças,
E ao semblante a graça.
GONZAGA, Tomás Antonio. Marília de Dirceu. Org.e edição de Melânia Silva de Aguiar. Rio de Janeiro: Garnier, 1992.

Considerando a lira, a integridade do livro e as características gerais do poeta, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732681 Literatura
A respeito de O livro das semelhanças, de Ana Martins Marques, considere as seguintes afirmativas:

1. A obra possui caráter explicitamente confessional, o que se materializa na forma dos poemas, que simulam registros de um diário pessoal.
2. O livro está dividido em quatro partes, “Livro”, “Cartografias”, “Visitas ao lugar-comum” e “O livro das semelhanças”, sendo a última a mais longa delas.
3.  A seção intitulada “Livro” possui um aspecto metaliterário, organizando-se conforme a estrutura de um livro de poemas.
4. Os poemas desta obra se caracterizam pelo emprego de métrica e de esquemas de rimas regulares.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732682 Português
Leia o seguinte trecho, do romance de Bernardo Carvalho:

Leusipo perguntou o que eu tinha ido fazer na aldeia. Preferi achar que o tom era amistoso e, no meu paternalismo ingênuo, comecei a lhe explicar o que era um romance. Ele não estava interessado. Queria saber o que eu tinha ido fazer na aldeia. Os velhos estavam preocupados, queriam saber por que eu vinha remexer no passado, e ele não gostava quando os velhos ficavam preocupados. Eu tentava convencê-lo de que não havia motivo para preocupação. Tudo o que eu queria saber já era conhecido. E ele me perguntava: “Então, por que você quer saber, se já sabe?”. Tentei lhe explicar que pretendia escrever um livro e mais uma vez o que era um romance, o que era um livro de ficção (e mostrava o que tinha nas mãos), que seria tudo historinha, sem nenhuma consequência na realidade. Ele seguia incrédulo. Fazia-se desentendido, mas na verdade só queria me intimidar. Eu estava entre irritado e amedrontado. Tinha vontade de mandar o índio à puta que o pariu, mas não podia me indispor com a aldeia. Se é que havia alguma coisa a descobrir (e Leusipo a me intimidar punha ainda mais lenha nessa minha fantasia), era preciso ser diplomático.
CARVALHO, Bernardo. Nove noites. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 85.

Com base no fragmento acima transcrito e na leitura integral de Nove noites, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732683 Sociologia
“Max Weber (1864-1920) endossa o ponto de vista segundo o qual as ciências sociais visam a compreensão de eventos culturais enquanto singularidades. O alvo é, portanto, captar a especificidade dos fenômenos estudados e seus significados. Mas sendo a realidade cultural infinita, uma investigação exaustiva, que considerasse todas as circunstâncias ou variáveis envolvidas num determinado acontecimento, torna-se uma pretensão inatingível. Por isso, o cientista social precisa isolar, da ‘imensidade absoluta, um fragmento ínfimo’ que considera relevante. [...] Pode-se dizer, então, que o particular ou o específico não é aquilo que vem dado pela experiência, nem muito menos o ponto de partida do conhecimento, mas o resultado de um esforço cognitivo que discrimina, organiza e, enfim, abstrai certos aspectos da realidade na tentativa de explicar as causas associadas à produção de determinados fenômenos”.
QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Marcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p. 100.

Considerando o trecho acima, assinale a alternativa que apresenta corretamente a definição de objetividade da pesquisa científica, segundo Weber. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732684 Sociologia
“Desenvolver uma reflexão sociológica sobre a participação de mulheres no desenvolvimento da Sociologia implica incluir, tanto as ideias daquelas que produziram em ambientes legitimados, quanto daquelas que atuaram nas margens e que, por circunstância de classe, raça ou nacionalidade foram relegadas ao esquecimento [...]. Ao frisarmos a importância de lermos e estudarmos suas obras, não o fazemos simplesmente com base no argumento de que é preciso incluir mulheres no cânone, mas pela constatação que por meio de suas obras podemos trazer para a órbita da Sociologia clássica uma série de temas e perspectivas que não estão contempladas atualmente: vida privada, cotidiano, intimidade, família, casamento, sexualidade e divisão sexual do trabalho são alguns dos temas mais evidentes nas suas obras”.
DAFLON, Veronica Toste; CAMPOS, Luna Ribeiro [org.]. Pioneiras da sociologia: mulheres intelectuais nos séculos XVIII e XIX. Niterói: EdUFF, 2022. p. 18-19.

Considerando a reflexão apresentada pelas autoras sobre mulheres sociólogas, é correto afirmar que:
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732685 Sociologia
“O racismo avoluma e desfigura o rosto da cultura que o pratica. A literatura, as artes plásticas, as canções para costureirinhas, os provérbios, os hábitos, os patterns, quer se proponham a fazer-lhe o processo ou banalizá-lo, restituem o racismo. O mesmo é dizer que um grupo social, um país, uma civilização, não podem ser racistas inconscientemente. [...] O racismo não é uma descoberta acidental. Não é um elemento oculto. Não se exigem esforços sobre-humanos para o pôr em evidência. O racismo entra pelos olhos adentro precisamente porque se insere num conjunto caracterizado: o da exploração desavergonhada de um grupo de homens sobre outro que chegou a um estágio de desenvolvimento técnico superior. É por isso que, na maioria das vezes, a opressão militar e econômica precede, possibilita e legitima o racismo”.
FANON, Frantz. Racismo e cultura. Brasil: Terra sem Amos, 2022. p. 18-19.

Considerando a descrição apresentada pelo autor sobre a relação entre cultura e racismo, é correto afirmar: 
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732686 Sociologia
“Nós surgimos, efetivamente, do cruzamento de uns poucos brancos com multidões de mulheres índias e negras. Essa situação não chega a configurar uma democracia racial, como quis Gilberto Freyre e muita gente mais, tamanha é a carga de opressão, preconceito e discriminação antinegro que ela encerra. Não o é também, obviamente, porque a própria expectativa de que o negro desapareça pela mestiçagem é um racismo. [...] O aspecto mais perverso do racismo assimilacionista é que ele dá de si uma imagem de maior sociabilidade, quando de fato, desarma o negro para lutar contra a pobreza que lhe é imposta, e dissimula as condições de terrível violência a que é submetido. [...] Tudo isso demonstra, claramente, que a democracia racial é possível, mas só é praticável conjuntamente com a democracia social. Ou bem há democracia para todos, ou não há democracia para ninguém”.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1995. p. 225-227.

No que concerne ao tema da democracia racial expressa no fragmento acima, é correto afirmar: 
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732687 Filosofia
“Na passagem do idealismo para o materialismo dialético, Ludwig Feuerbach (1804-1872), hegeliano de esquerda, foi uma figura-chave. Feuerbach sustentava que a alienação fundamental tem suas raízes no fenômeno religioso, que cinde a natureza humana, fazendo com que os homens se submetam a forças divinas, as quais, embora criadas por eles próprios, são percebidas como autônomas e superiores. O mundo religioso é concebido por Feuerbach como uma projeção fantástica da mente humana, por isso mesmo alienada. A supressão desse mundo, por meio da crítica religiosa, faria desaparecer a própria alienação, promovendo a liberdade de consciência. Embora inicialmente seduzidos pelas teses de Feuerbach, logo Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) rebateram-nas vigorosamente por considerarem tal crítica religiosa uma simples ‘luta contra frases’. É nesse ponto que a teoria marxista articula a dialética e o materialismo sob uma perspectiva histórica, negando, assim, tanto o idealismo hegeliano quanto o materialismo dos neo-hegelianos”.
QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Marcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p. 27-28.

Considerando o trecho acima sobre a relação de Karl Marx e Friedrich Engels com a obra de Ludwig Feuerbach, é correto afirmar: 
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732688 Filosofia
“O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada [...]. [...] Não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem”.
DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução: Bento Prado Jr. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 37.

Considerando a importância do método para a filosofia de Descartes, assinale a alternativa que contém um dos preceitos para bem direcionar-se o espírito e, assim, adquirir-se conhecimentos. 
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732689 Sociologia
No artigo Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era pós-socialista, Nancy Fraser trata do dilema entre duas demandas de justiça, típicas de nossa era: demandas por redistribuição e demandas por reconhecimento. De acordo com a autora, esse dilema reside no fato de que: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732690 História
No Tratado da Tolerância, Voltaire argumenta que a condenação de Jean Calas à morte, em 9 de março de 1762, foi um erro judiciário fomentado pela intolerância. Levando em consideração essa obra, assinale a alternativa que corresponde à posição de Voltaire diante desse acontecimento. 
Alternativas
Respostas
61: C
62: E
63: A
64: B
65: D
66: D
67: C
68: B
69: E
70: D
71: B
72: A
73: D
74: A
75: C
76: E
77: B
78: D
79: E
80: C