Questões de Concurso Público Prefeitura de Ipuiúna - MG 2024 para Assistente Social

Foram encontradas 40 questões

Q4401570 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


Captura_de tela 2026-10-23 064017.png (295×213)


Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Qual dos conectivos a seguir preenche adequadamente a lacuna inserida no penúltimo parágrafo do texto?
Alternativas
Q4401571 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


Captura_de tela 2026-10-23 064017.png (295×213)


Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
A expressão “fracasso retumbante”, utilizada no segundo parágrafo do texto em relação à reunião da ONU no Azerbaijão, dá a entender que o fracasso foi
Alternativas
Q4401572 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
A articulista finaliza seu texto fazendo referência à tirinha do cartunista Quino apresentada abaixo. Observe-a.

Captura_de tela 2026-10-23 064344.png (283×166)

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/notici a/2020/09/7-tirinhas-de-mafalda-para-refletirsobre-os-tempos-atuais.html. Acesso em: 01 dez. 2024.

Qual é o nome dado a esse tipo de referência entre textos?
Alternativas
Q4401573 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Das quatro ocorrências da palavra QUE sinalizadas com números sobrescritos no texto, quantas são classificadas como conjunções integrantes, tendo em vista suas aplicações nas frases?
Alternativas
Q4401574 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Identifique a alternativa em cujo trecho a(s) vírgula(s) sinalizada(s) NÃO funciona(m) para isolar uma estrutura de aposto. 
Alternativas
Q4401575 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Qual é a classificação sintática da oração sublinhada no quinto parágrafo do texto? 
Alternativas
Q4401576 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Analise as ocorrências da vogal A sublinhadas nos dois primeiros parágrafos do texto. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta corretamente quantas são as ocorrências que necessitam do acento grave, considerando-se a regência verbo-nominal padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4401577 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


Captura_de tela 2026-10-23 064017.png (295×213)


Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Qual das alternativas abaixo apresenta a justificativa correta para a utilização das aspas duplas no quinto parágrafo do texto?
Alternativas
Q4401578 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Levando-se em consideração a argumentação sustentada pela articulista, é possível afirmar que, em relação às decisões sobre as questões climáticas, a autora se mostra
Alternativas
Q4401579 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mafalda vai à ONU

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo

Paloma Oliveto | 29/11/24


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Fico imaginando como Mafalda, que tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU - (crédito: ANDRES LARROVERE)

Mafalda fez 60 anos e, de presente, ganhou uma visita a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Na tirinha 491, a questionadora menininha (Mafalda sempre terá 6 anos), criada pelo argentino Quino, expressa o desejo de ser tradutora na ONU. Para comemorar seu aniversário, na quarta-feira passada, Guillermo Lavado, o sobrinho de Quino, foi com ela a Nova York, acompanhado do escultor Pablo Irrang, que deu vida a personagem. Mafalda ganhou crachá com foto, sentou-se no plenário e fez fotos na cabine de tradução.

Que bom seria se Mafalda pudesse, de fato, traduzir para os diplomatas e signatários das Nações Unidas as reais necessidades do mundo. No sábado passado, eles foram os protagonistas de (mais) um fracasso retumbante no Azerbaijão, depois de duas semanas discutindo o financiamento para adaptação as mudanças climáticas.

A ONU calculou que1, para os países conseguirem investir em energia limpa, seria necessário um fundo global de US$ 1 trilhão anual até 2030. A COP terminou com os ricos — que serão os doadores — prometendo "até" US$ 300 milhões. Embora representantes do Sul Global tenham chamado a quantia de piada, o presidente da conferência, o azeri Mukhtar Babayev, bateu o martelo por volta das 20h de Brasília (3h de domingo em Baku) para anunciar o acordo.

Defensora da democracia e da voz das mulheres, Mafalda deve ter ficado muito indignada com a atitude de Babayev, especialmente quando Chandni Raina, representante da Índia na sessão plenária final, abriu o microfone para denunciar que não havia concordado com a decisão — os textos da COP precisam ser aprovados por unanimidade — e que o presidente da conferência ignorou seu pedido para falar antes da martelada.

Mafalda também saiu irritadíssima, tenho certeza, com o fato de o documento final não mencionar a necessidade de eliminar o uso dos combustíveis fósseis. Está mais do que comprovado pela ciência que as emissões recorde de CO2, principal gás de efeito estufa, são causadas pela queima de petróleo, gás natural e carvão. O que mais esperar de uma conferência sobre mudanças climáticas sediada em um petroestado? Cujo presidente discursou, na abertura, que2 o "petróleo é presente de Deus e não deve ser recusado"?

Duas semanas antes da COP do clima, outra COP (sigla de Conferência das Partes) terminou vexatória. Terminou, aliás, sem acabar. A Conferência da Biodiversidade, realizada na Colômbia, não teve declaração. Foi simplesmente suspensa, ________, novamente, não houve acordo sobre financiamento (pelo menos, não se forjou uma "decisão unânime"). No domingo, serão encerradas, na Coreia do Sul, as negociações sobre o tratado internacional do plástico. Por enquanto, ninguém se entendeu. Já se pode antever o seu melancólico fim.

Fico imaginando como Mafalda, que3 tanto queria traduzir para o mundo questões como liberdade, democracia, igualdade de gênero e equidade social, reagiria às (in)decisões mais recentes dos países-membros da ONU. Consigo visualizá-la saindo da sede das Nações Unidas com o crachazinho na mão, depois de escrever, no muro, uma frase que4, tempos atrás, rabiscou sobre um globo terrestre: "Cuidado, irresponsáveis trabalhando!". 

Glossário:

- COP: A Conferência das Partes (COP) é uma reunião anual de signatários da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), com o objetivo de debater medidas para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, encontrar soluções para problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos. (Fonte: Agência Senado)

OLIVETO, Paloma. Mafalda vai à ONU. Correio Braziliense, 29 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao /2024/11/6999451-mafalda-vai-a-onu.html. Acesso em: 29 nov. 2024. Adaptado para esta avaliação. 
Qual das tirinhas da Mafalda a seguir mais se aproxima da temática tratada no artigo de opinião?

(Todos os textos foram extraídos de https://revistagalileu.globo.com/Cultura/notici a/2020/09/7-tirinhas-de-mafalda-para-refletirsobre-os-tempos-atuais.html. Acesso em 01 dez. 2024)
Alternativas
Q4401580 Atualidades
Em 2023, o Brasil sediou a Cúpula da Amazônia, com foco em temas ambientais. Marque a alternativa correta sobre as resoluções discutidas:
Alternativas
Q4401581 Redes de Computadores
A evolução do uso de redes 5G promete revolucionar a conectividade global. Sobre o impacto dessa tecnologia, analise as afirmativas:

I. A tecnologia 5G oferece maior velocidade de conexão e menor latência.
II. O 5G é restrito a aplicações industriais, sem utilidade prática para usuários comuns.
III. O uso do 5G em cidades inteligentes pode melhorar o gerenciamento urbano.
IV. O 5G substitui integralmente as redes 3G e 4G em todas as regiões onde é implementado.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q4401582 Geografia
Sobre os efeitos das mudanças climáticas no Brasil, analise as afirmativas:

I. O aumento da temperatura média global tem intensificado a frequência de eventos climáticos extremos no Brasil.
II. A região amazônica enfrenta maior risco de desertificação devido à perda contínua de cobertura vegetal.
III. O aquecimento global não afeta as zonas costeiras brasileiras devido à estabilidade das marés oceânicas.
IV. As mudanças climáticas podem impactar diretamente a produtividade agrícola em diferentes regiões do país.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q4401583 Geografia
O Brasil é um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. Sobre os desafios e oportunidades do setor agrícola, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q4401584 Conhecimentos Gerais
Leia as afirmativas sobre a economia digital e assinale a alternativa que contém a sequência correta:

( ) A economia digital refere-se à integração de tecnologias digitais em processos econômicos e produtivos.
( ) A adoção de moedas digitais é uma característica fundamental da economia digital.
( ) As plataformas de e-commerce fazem parte da economia digital, conectando consumidores e fornecedores.
( ) A economia digital não influencia no mercado de trabalho, pois não gera novas ocupações.

Assinale a sequência correta:
Alternativas
Q4401655 Serviço Social
O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) foi instituído como modelo de organização da assistência social no Brasil, tendo como fundamento a articulação entre serviços, benefícios e transferência de renda. A Norma Operacional Básica do SUAS (NOB/SUAS) detalha aspectos fundamentais para o funcionamento do sistema. Acerca das diretrizes de financiamento e execução do SUAS, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4401656 Serviço Social
A Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais é um documento essencial para padronizar e estruturar os serviços ofertados pelo SUAS. Leia as afirmativas sobre os serviços de média e alta complexidade:

I. Os serviços de média complexidade atendem situações que demandam acompanhamento especializado e individualizado.
II. O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) é classificado como de média complexidade.
III. Serviços de acolhimento institucional estão incluídos na alta complexidade.
IV. A alta complexidade abrange ações de enfrentamento a violações graves de direitos.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q4401657 Serviço Social
Sobre a Lei Federal nº 11.340/2006 – Lei Maria da Penha, analise as proposições abaixo:

( ) Instituiu os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
( ) Define violência contra a mulher como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão ou sofrimento físico, sexual ou psicológico.
( ) Autoriza medidas de proteção de urgência como o afastamento do agressor do lar.
( ) Reforça que a aplicação das sanções deve ocorrer exclusivamente pela esfera penal.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4401658 Serviço Social
A Política Nacional do Idoso (Lei nº 8.842/1994) estabelece diretrizes para a garantia de direitos das pessoas idosas. Entre os princípios da política, podemos destacar:
Alternativas
Q4401659 Serviço Social
Sobre o Código de Ética do Assistente Social, assinale a alternativa que apresenta uma diretriz fundamental desse documento:
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: B
4: C
5: B
6: A
7: B
8: A
9: D
10: A
11: A
12: B
13: C
14: B
15: A
16: B
17: B
18: C
19: B
20: B