Questões de Concurso Público Prefeitura de Cuparaque - MG 2025 para Professor I

Foram encontradas 10 questões

Q3691525 Português

LEIA o texto a seguir para responder a questão.


O bom e o mau


Carlos Heitor Cony
 

    Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos. 


    É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.


    Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate. 


    O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".


    Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau". 



    CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas

São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.

Para o autor Carlos Heitor Cony:
Alternativas
Q3691526 Português

LEIA o texto a seguir para responder a questão.


O bom e o mau


Carlos Heitor Cony
 

    Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos. 


    É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.


    Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate. 


    O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".


    Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau". 



    CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas

São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.

São benefícios satisfatórios do computador, segundo o cronista, EXCETO:
Alternativas
Q3691527 Português

LEIA o texto a seguir para responder a questão.


O bom e o mau


Carlos Heitor Cony
 

    Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos. 


    É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.


    Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate. 


    O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".


    Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau". 



    CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas

São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.

De acordo com a citação feita a respeito da obra Quincas Borba, o autor deixa subentendido: 
Alternativas
Q3691528 Português

LEIA o texto a seguir para responder a questão.


O bom e o mau


Carlos Heitor Cony
 

    Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos. 


    É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever.


    Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate. 


    O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".


    Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau". 



    CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas

São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31.

“Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".” 

Nesse trecho, o verbo destacado foi flexionado. Entretanto esse verbo, em certas construções, não permite flexão, devendo ser somente na 3ª pessoa do singular. Por isso é nomeado como verbo impessoal. Sendo assim, de acordo com essa informação, ASSINALE a alternativa em que o emprego desse verbo está em desacordo com a norma culta.  
Alternativas
Q3691529 Português

LEIA o texto a seguir.


__ Nem sempre o que pretendemos falar é o que realmente escrevemos.

__ Não entendi.

__ Então preste atenção nestas frases que escrevi:


I. Surgiu a primavera.


II. Surgiu à primavera.


__ Para mim não mudou nada; nem mesmo a estação.


                                                  (As palavras no contexto) 

Ao afirmar que a fala e a escrita apresentam formas diferentes de entendimento, o personagem cita duas frases com uma mínima mudança na grafia. Levando em consideração as duas propostas citadas pelo personagem, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3691530 Português
“Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar”. 

CORTELLA, Mario Sérgio 
A classe de palavras pertencentes a essas destacadas, de acordo com o contexto são, respectivamente: 
Alternativas
Q3691531 Português

“Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar”. 


CORTELLA, Mario Sérgio

As palavras destacadas, estão como, respectivamente: 
Alternativas
Q3691532 Português

LEIA o texto a seguir para responder a questão. 


    “Durante todo um pesado, sombrio e silencioso dia outonal, em que as nuvens pairavam opressivamente baixas no céu, eu estive passeando, sozinho, a cavalo, através de uma região do interior, singularmente tristonha, e afinal me encontrei, ao caírem as sombras da tarde, perto da melancólica Casa de Usher.


Não sei como foi, mas, ao primeiro olhar sobre o edifício, invadiu-me a alma um sentimento de angústia insuportável, digo insuportável, porque o sentimento não era aliviado por qualquer dessas semi-agradáveis, porque poéticas sensações com que a mente recebe comumente, até mesmo as mais cruéis imagens naturais de desolação e de terror. Contemplei o panorama em minha frente, a casa simples, os aspectos simples da paisagem da propriedade, as paredes glaciais, as janelas vazias, semelhando olhos, uns poucos canteiros de caniços e uns poucos troncos brancos de árvores mortas, que só posso comparar, com propriedade, a qualquer sensação terrena, lembrando os instantes após o sonho de ópio, para quem dele desperta, a amarga recaída na vida cotidiana, o terrível tombar do véu. Havia um enregelamento, uma tontura, uma enfermidade de coração, uma irreparável tristeza no pensamento, que nenhum incitamento da imaginação podia forçar a transformar-se em qualquer coisa de sublime”.  


(POE, Edgar Allan – A queda do solar de Usher) 

Analisando o emprego dos adjetivos no excerto, a caracterização do espaço contribuiu para o estado de espírito do narrador:
Alternativas
Q3691533 Português

LEIA o texto a seguir para responder a questão. 


    “Durante todo um pesado, sombrio e silencioso dia outonal, em que as nuvens pairavam opressivamente baixas no céu, eu estive passeando, sozinho, a cavalo, através de uma região do interior, singularmente tristonha, e afinal me encontrei, ao caírem as sombras da tarde, perto da melancólica Casa de Usher.


Não sei como foi, mas, ao primeiro olhar sobre o edifício, invadiu-me a alma um sentimento de angústia insuportável, digo insuportável, porque o sentimento não era aliviado por qualquer dessas semi-agradáveis, porque poéticas sensações com que a mente recebe comumente, até mesmo as mais cruéis imagens naturais de desolação e de terror. Contemplei o panorama em minha frente, a casa simples, os aspectos simples da paisagem da propriedade, as paredes glaciais, as janelas vazias, semelhando olhos, uns poucos canteiros de caniços e uns poucos troncos brancos de árvores mortas, que só posso comparar, com propriedade, a qualquer sensação terrena, lembrando os instantes após o sonho de ópio, para quem dele desperta, a amarga recaída na vida cotidiana, o terrível tombar do véu. Havia um enregelamento, uma tontura, uma enfermidade de coração, uma irreparável tristeza no pensamento, que nenhum incitamento da imaginação podia forçar a transformar-se em qualquer coisa de sublime”.  


(POE, Edgar Allan – A queda do solar de Usher) 

 A gradação presente no trecho “Durante todo um pesado, sombrio e silencioso dia outonal” revela: 
Alternativas
Q3691534 Português
“Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história – determino com falso livre arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S.M. (...)"  

(LISPECTOR, Clarice – A Hora da Estrela)
O elemento coesivo destacado INTRODUZ uma oração estabelecendo uma relação de: 
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: A
4: C
5: A
6: C
7: A
8: D
9: A
10: C