Questões de Concurso Público Prefeitura de Espírito Santo do Dourado - MG 2023 para Assistente Social

Foram encontradas 40 questões

Q3669972 Português
TEXTO I

Xícara

    Parece que tudo quebrou: momentos, pessoas, alguns móveis, alguns sentimentos, abraços, amigos, tudo, ou quase tudo... todavia ela estava lá, uma porcelana que fazia parte de um jogo que ganhei no casamento, aniversário, dia das mães - sou mãe? - não importa, ou importa. Só sei que ela estava lá, a única sobrevivente, até o pires já se esvaíra. 


    Eu, nos meus oitenta, sessenta, vinte, seis. Qual idade certa? Era aquela em que às vezes eu acreditava ser. As rugas no rosto não eram rugas, eram traços que demonstravam os ponteiros do relógio que disparou sem pedir licença e levou consigo memórias de presente, passado e futuro. Futuro tem memórias? Já se misturavam memórias inventadas de verdadeiras memórias. Tudo numa mistura como numa batedeira de um bolo sem fermento, pois sem sentido, sem ordem cronológica. Claro! O relógio já não dizia a hora certa. 


    Contudo ela estava sempre ali. Minha xícara. Dela não me permitia esquecer. Trazia na fumaça que subia, durante o café, ou chá, retratos de fatos, feitos, assombros, escombros nesse vazio que se tornara meu sobrado da alma.


Meu nome? Para que lembrar? Eles me lembravam quando a mim vinham me oferecer aconchego, olhares externando exclamações, interrogações, reticências... pois o tempo era incerto, o destino era incerto, o enredo se desenrolava num tecer desordenado, sem nexo, sem conflito, sem clímax, sem foco narrativo.


    O que importava que ela estava lá. Aquela xícara, a minha xícara, exprimindo parte da sobrevivência de minhas memórias. Naquela casa, minha casa, agora, em alguns momentos, estranha, não reconhecia os móveis. Por isso insistia que precisava ir embora. Entretanto se ela estava lá é porque era a minha casa, ou levara a minha tão significativa xícara. Dela não me esquecia jamais. Não queria que ela quebrasse jamais, pois ao quebrar, quebraria minha história, minha pulsação, meu respirar... meu... de quem estou falando?... Quebrou... sem nenhum suspiro... só estilhaços dela no chão, de meus escombros da alma.


(Tulius Mendonça) 

A respeito do foco narrativo do texto:
Alternativas
Q3669973 Português
TEXTO I

Xícara

    Parece que tudo quebrou: momentos, pessoas, alguns móveis, alguns sentimentos, abraços, amigos, tudo, ou quase tudo... todavia ela estava lá, uma porcelana que fazia parte de um jogo que ganhei no casamento, aniversário, dia das mães - sou mãe? - não importa, ou importa. Só sei que ela estava lá, a única sobrevivente, até o pires já se esvaíra. 


    Eu, nos meus oitenta, sessenta, vinte, seis. Qual idade certa? Era aquela em que às vezes eu acreditava ser. As rugas no rosto não eram rugas, eram traços que demonstravam os ponteiros do relógio que disparou sem pedir licença e levou consigo memórias de presente, passado e futuro. Futuro tem memórias? Já se misturavam memórias inventadas de verdadeiras memórias. Tudo numa mistura como numa batedeira de um bolo sem fermento, pois sem sentido, sem ordem cronológica. Claro! O relógio já não dizia a hora certa. 


    Contudo ela estava sempre ali. Minha xícara. Dela não me permitia esquecer. Trazia na fumaça que subia, durante o café, ou chá, retratos de fatos, feitos, assombros, escombros nesse vazio que se tornara meu sobrado da alma.


Meu nome? Para que lembrar? Eles me lembravam quando a mim vinham me oferecer aconchego, olhares externando exclamações, interrogações, reticências... pois o tempo era incerto, o destino era incerto, o enredo se desenrolava num tecer desordenado, sem nexo, sem conflito, sem clímax, sem foco narrativo.


    O que importava que ela estava lá. Aquela xícara, a minha xícara, exprimindo parte da sobrevivência de minhas memórias. Naquela casa, minha casa, agora, em alguns momentos, estranha, não reconhecia os móveis. Por isso insistia que precisava ir embora. Entretanto se ela estava lá é porque era a minha casa, ou levara a minha tão significativa xícara. Dela não me esquecia jamais. Não queria que ela quebrasse jamais, pois ao quebrar, quebraria minha história, minha pulsação, meu respirar... meu... de quem estou falando?... Quebrou... sem nenhum suspiro... só estilhaços dela no chão, de meus escombros da alma.


(Tulius Mendonça) 

De acordo com o texto, fica subentendido:
Alternativas
Q3669974 Português
TEXTO I

Xícara

    Parece que tudo quebrou: momentos, pessoas, alguns móveis, alguns sentimentos, abraços, amigos, tudo, ou quase tudo... todavia ela estava lá, uma porcelana que fazia parte de um jogo que ganhei no casamento, aniversário, dia das mães - sou mãe? - não importa, ou importa. Só sei que ela estava lá, a única sobrevivente, até o pires já se esvaíra. 


    Eu, nos meus oitenta, sessenta, vinte, seis. Qual idade certa? Era aquela em que às vezes eu acreditava ser. As rugas no rosto não eram rugas, eram traços que demonstravam os ponteiros do relógio que disparou sem pedir licença e levou consigo memórias de presente, passado e futuro. Futuro tem memórias? Já se misturavam memórias inventadas de verdadeiras memórias. Tudo numa mistura como numa batedeira de um bolo sem fermento, pois sem sentido, sem ordem cronológica. Claro! O relógio já não dizia a hora certa. 


    Contudo ela estava sempre ali. Minha xícara. Dela não me permitia esquecer. Trazia na fumaça que subia, durante o café, ou chá, retratos de fatos, feitos, assombros, escombros nesse vazio que se tornara meu sobrado da alma.


Meu nome? Para que lembrar? Eles me lembravam quando a mim vinham me oferecer aconchego, olhares externando exclamações, interrogações, reticências... pois o tempo era incerto, o destino era incerto, o enredo se desenrolava num tecer desordenado, sem nexo, sem conflito, sem clímax, sem foco narrativo.


    O que importava que ela estava lá. Aquela xícara, a minha xícara, exprimindo parte da sobrevivência de minhas memórias. Naquela casa, minha casa, agora, em alguns momentos, estranha, não reconhecia os móveis. Por isso insistia que precisava ir embora. Entretanto se ela estava lá é porque era a minha casa, ou levara a minha tão significativa xícara. Dela não me esquecia jamais. Não queria que ela quebrasse jamais, pois ao quebrar, quebraria minha história, minha pulsação, meu respirar... meu... de quem estou falando?... Quebrou... sem nenhum suspiro... só estilhaços dela no chão, de meus escombros da alma.


(Tulius Mendonça) 

A não citação do nome da personagem se dá pelo fato:
Alternativas
Q3669975 Português
TEXTO I

Xícara

    Parece que tudo quebrou: momentos, pessoas, alguns móveis, alguns sentimentos, abraços, amigos, tudo, ou quase tudo... todavia ela estava lá, uma porcelana que fazia parte de um jogo que ganhei no casamento, aniversário, dia das mães - sou mãe? - não importa, ou importa. Só sei que ela estava lá, a única sobrevivente, até o pires já se esvaíra. 


    Eu, nos meus oitenta, sessenta, vinte, seis. Qual idade certa? Era aquela em que às vezes eu acreditava ser. As rugas no rosto não eram rugas, eram traços que demonstravam os ponteiros do relógio que disparou sem pedir licença e levou consigo memórias de presente, passado e futuro. Futuro tem memórias? Já se misturavam memórias inventadas de verdadeiras memórias. Tudo numa mistura como numa batedeira de um bolo sem fermento, pois sem sentido, sem ordem cronológica. Claro! O relógio já não dizia a hora certa. 


    Contudo ela estava sempre ali. Minha xícara. Dela não me permitia esquecer. Trazia na fumaça que subia, durante o café, ou chá, retratos de fatos, feitos, assombros, escombros nesse vazio que se tornara meu sobrado da alma.


Meu nome? Para que lembrar? Eles me lembravam quando a mim vinham me oferecer aconchego, olhares externando exclamações, interrogações, reticências... pois o tempo era incerto, o destino era incerto, o enredo se desenrolava num tecer desordenado, sem nexo, sem conflito, sem clímax, sem foco narrativo.


    O que importava que ela estava lá. Aquela xícara, a minha xícara, exprimindo parte da sobrevivência de minhas memórias. Naquela casa, minha casa, agora, em alguns momentos, estranha, não reconhecia os móveis. Por isso insistia que precisava ir embora. Entretanto se ela estava lá é porque era a minha casa, ou levara a minha tão significativa xícara. Dela não me esquecia jamais. Não queria que ela quebrasse jamais, pois ao quebrar, quebraria minha história, minha pulsação, meu respirar... meu... de quem estou falando?... Quebrou... sem nenhum suspiro... só estilhaços dela no chão, de meus escombros da alma.


(Tulius Mendonça) 

A xícara apresenta tanto um sentido denotativo quanto conotativo no texto, pois traz ao mesmo tempo um objeto de valor estimável como um propulsor de memórias de sua vida nos escombros de sua alma. No desfecho da narrativa, as palavras, as ações verbais e o objeto transmitem uma ambiguidade entre:
Alternativas
Q3669976 Português
TEXTO II

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.

(Augusto Branco)  
De acordo com o aforismo, pode-se inferir que: 
Alternativas
Q3669977 Português
TEXTO II

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.

(Augusto Branco)  
Analisando os verbos do aforismo, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3669978 Português
TEXTO II

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.

(Augusto Branco)  

" Por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável". 


O elemento coesivo destacado introduz uma oração exprimindo: 

Alternativas
Q3669979 Português
TEXTO II

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.

(Augusto Branco)  
Das palavras retiradas do texto, aquela em que o número de fonemas é menor que o número de letras é:
Alternativas
Q3669980 Português
TEXTO II

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.

(Augusto Branco)  
O emprego da crase em "à força" se dá pelo mesmo motivo em:
Alternativas
Q3669981 Português

Atente para o trecho a seguir, e assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas. 


"Você agiu (__) ao considerar seu amigo um (__) pintor, mesmo porque ele já pratica essa arte (__) mais de dez anos, e daqui (___) uma semana irá receber uma placa de reconhecimento, da Secretaria de Cultura.  

Alternativas
Q3669982 Português
TEXTO III 

Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. *Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.

(Augusto Cury)
Uma palavra que resume o sentido global do texto é: 
Alternativas
Q3669983 Português
TEXTO III 

Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. *Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.

(Augusto Cury)
Levando em consideração os verbos destacados, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3669984 Português
TEXTO III 

Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. *Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.

(Augusto Cury)
A palavra do texto que consiste numa contração de uma preposição com um artigo é:
Alternativas
Q3669985 Português
TEXTO III 

Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. *Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.

(Augusto Cury)
"Jamais desista das pessoas que ama." A palavra destacada é um pronome relativo que exerce função sintática de: 
Alternativas
Q3669986 Português
Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.  
(Augusto Cury) 
A palavra destacada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q3669987 Português
TEXTO IV 

Leia o trecho do conto A terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa. Neste trecho, o narrador descreve o momento em que o pai, de posse de sua canoa, se despede da família.

"(...) Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou:

Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: _“Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. 

   ROSA, Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 32  
O conto "A terceira Margem do Rio" é considerado um dos contos mais emblemáticos de Guimarães Rosa. Uma das características de sua prosa pode ser observada:
Alternativas
Q3669988 Português
TEXTO IV 

Leia o trecho do conto A terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa. Neste trecho, o narrador descreve o momento em que o pai, de posse de sua canoa, se despede da família.

"(...) Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou:

Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: _“Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. 

   ROSA, Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 32  
"Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida (...)" A palavra destacada : 
Alternativas
Q3669989 Português
TEXTO IV 

Leia o trecho do conto A terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa. Neste trecho, o narrador descreve o momento em que o pai, de posse de sua canoa, se despede da família.

"(...) Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou:

Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: _“Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. 

   ROSA, Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 32  

"Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, (...)"


A palavra destacada exprime uma:

Alternativas
Q3669990 Português
TEXTO IV 

Leia o trecho do conto A terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa. Neste trecho, o narrador descreve o momento em que o pai, de posse de sua canoa, se despede da família.

"(...) Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou:

Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: _“Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. 

   ROSA, Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 32  
 A palavra do texto que sofreu um processo de formação de parassíntese é: 
Alternativas
Q3669991 Português
TEXTO V

“Um único pensamento pode revolucionar sua vida”.

(Norman Vincent Peale)  
Analisando o sintagma nominal que indica o agente da ação verbal pode se afirmar que a palavra que consiste no núcleo do sintagma é: 
Alternativas
Respostas
21: A
22: B
23: D
24: B
25: B
26: A
27: C
28: A
29: D
30: C
31: D
32: A
33: C
34: B
35: A
36: D
37: A
38: C
39: B
40: C