Questões de Concurso Público Prefeitura de Demerval Lobão - PI 2025 para Psicólogo

Foram encontradas 30 questões

Q3644602 Português

Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível


    Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.

    A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados. 

    Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.

    Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.

    Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.

    Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza. 

    Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.

    No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa? 


Fonte: Banca elaboradora – 2025.

No trecho “...premia volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas”, qual é a crítica central dirigida a esse arranjo de produtividade? 
Alternativas
Q3644603 Português

Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível


    Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.

    A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados. 

    Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.

    Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.

    Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.

    Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza. 

    Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.

    No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa? 


Fonte: Banca elaboradora – 2025.

Ao mencionar práticas como “janelas sem notificações”, “recusa de mensagens fora do expediente” e “semana de silêncio”, o texto sugere que os efeitos mais consistentes decorrem principalmente de:
Alternativas
Q3644604 Português

Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível


    Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.

    A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados. 

    Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.

    Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.

    Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.

    Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza. 

    Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.

    No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa? 


Fonte: Banca elaboradora – 2025.

No quarto parágrafo, quando o autor pergunta “o que ficou melhor para o usuário?”, o alvo retórico é:
Alternativas
Q3644605 Português

Produtividade, atenção e o custo invisível do sempre disponível


    Vivemos um tempo em que a presença digital virou sinônimo de compromisso. Responder rápido é prova de profissionalismo; participar de múltiplas reuniões online, sinal de relevância. A cultura do “sempre disponível” combina aplicativos de mensagem, agendas compartilhadas e indicadores de desempenho que premiam volume: e-mails enviados, tickets fechados, horas logadas. O discurso é sedutor: mais conexão, menos fricção, equipes sincronizadas. Mas há um custo invisível nessa disponibilidade permanente: atenção fragmentada, fadiga decisional, trabalho que se estende pelas bordas do dia até se confundir com a vida.

    A psicologia da atenção ensina que alternar tarefas tem preço. Não é só o tempo de sair de um documento e entrar em outro; é a perda de profundidade, de memória de trabalho e de contexto. Uma mensagem urgente no meio de uma análise longa sobre política pública pode roubar minutos e também qualidade: decisões passam a ser tomadas com base em atalhos, não em argumentos. O corpo acompanha: sono picotado, respiração superficial, posturas tortas para caber em telas. Mesmo hábitos saudáveis, como caminhar, viram intervalos de escuta de áudios acumulados. 

    Nos últimos anos, popularizaram-se práticas de atenção plena, limites digitais e rotinas de foco. Nem todas são mercantilização de bem-estar; muitas nascem do chão de fábrica da vida real. Uma equipe que reserva duas janelas diárias sem notificações; um gestor que recusa mensagens fora do expediente e explica por quê; um projeto que estabelece “semana de silêncio” antes de entregas críticas. Curiosamente, são decisões organizacionais, não apenas individuais, que mostram melhor efeito. Quando a regra é clara e compartilhada, as pessoas podem cobrar e proteger umas às outras.

    Não se trata de demonizar a conectividade. O problema é transformar exceção em norma. Emergências existem; urgência permanente, não. Empresas que exibem dashboards de produtividade, mas não perguntam “o que ficou melhor para o usuário?” criam feudos de métrica. E governos que digitalizam serviços sem redesenhar processos amplificam filas virtuais. Um indicador simples e raro deveria ganhar mais espaço: tempo ininterrupto para pensar. Sem ele, inovação vira sinônimo de copiar tendências, e o trabalho intelectual, de responder mensagens.

    Há ganhos concretos quando se escolhe a cadência certa.

    Projetos com sprints curtos, reuniões realmente necessárias e documentos claros substituem o barulho por clareza. 

    Times que combinam repertório técnico com saberes do cotidiano conseguem distinguir o que é problema de processo e o que é ansiedade do prazo. E gestores que cuidam do tempo coletivo — cancelando encontros redundantes, protegendo janelas de foco, distribuindo decisões — tendem a colher não só mais entregas, mas entregas melhores.

    No limite, a pergunta é ética: que tipo de atenção queremos sustentar como sociedade? Uma atenção sempre ocupada, que confunde velocidade com qualidade, ou uma atenção que entende que pensar leva tempo e que a presença mais valiosa nem sempre é a mais ruidosa? 


Fonte: Banca elaboradora – 2025.

Assinale a alternativa que melhor traduz a tese final do texto sobre “atenção” na vida pública e no trabalho.
Alternativas
Q3644606 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas pela regra do hiato com i/u tônicos (i ou u tônicos, sozinhos na sílaba ou seguidos de s, precedidos de vogal).
Alternativas
Q3644607 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras constituem casos de derivação parassintética stricto sensu (isto é, a retirada de apenas um dos afixos impede a formação de palavra corrente no português atual).
Alternativas
Q3644608 Português

Classifique a estrutura do período:


Assim que anoiteceu, os trabalhadores encerraram o expediente e o gerente conferiu os relatórios.”

Alternativas
Q3644609 Português
A frase “A coordenação informou aos professores que seus prazos seriam prorrogados” é ambígua quanto ao referente de “seus”. Assinale a reescrita que elimina a ambiguidade e preserva a correção gramatical, sem recorrer à repetição do termo “professores”.
Alternativas
Q3644610 Português
Assinale a figura de linguagem presente em: “Li Machado de Assis ontem.” 
Alternativas
Q3644611 Português
No período “A empresa informou aos candidatos que as entrevistas ocorreriam amanhã.”, a relação sintática correta é:
Alternativas
Q3683995 Português
 Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas conforme o Acordo Ortográfico.
Alternativas
Q3683996 Psicologia
Marque a opção em que a frase está pontuada de forma a manter a ideia restritiva em “que foram revisados” e a isolar corretamente o trecho “se aprovados”.
Alternativas
Q3683997 Português
Marque a alternativa em que todas as concordâncias estão corretas, usando verbo de tempo decorrido distinto de “haver”, concordância com sujeito plural e flexão adequada de “proibido”.
Alternativas
Q3683998 Português
Assinale o período que apresenta regência nominal adequada. 
Alternativas
Q3683999 Português
No trecho “A proposta foi aprovada com ressalvas e seguirá, em última instância, para o conselho”, assinale a alternativa que preserva o sentido das expressões destacadas.
Alternativas
Q3684000 Psicologia

Leia a situação hipotética abaixo.



Um órgão público encurtará um inventário de estresse de 30 para 12 itens, preservando comparabilidade histórica. Há calibração prévia em TRI, Teoria de Resposta ao Item, e suspeita de funcionamento diferencial do item (DIF) por escolaridade. Considerando fundamentos da medida, o plano mais consistente com precisão, equidade e vínculo métrico é:

Alternativas
Q3684001 Psicologia

Leia a situação hipotética abaixo.


Uma secretaria estadual precisa escolher um teste de atenção sustentada para adolescentes em escolas públicas, visando identificar riscos acadêmicos e planejar intervenções. Os instrumentos disponíveis são:



Teste A: normas de 2005 em adultos, sem estudo local em adolescentes; validade preditiva moderada em amostras internacionais.


Teste B: normas regionais em adolescentes, consistência interna aceitável, manual completo, mas sem estudo de invariância entre gêneros.


Teste C: normas nacionais atualizadas, validade convergente robusta, dados de estrutura interna satisfatórios, mas indícios de viés de funcionamento diferencial (DIF) por nível socioeconômico.



Sabendo que a decisão envolve políticas públicas, exigência de justiça distributiva e comparabilidade entre subgrupos, a estratégia CORRETA é: 

Alternativas
Q3684002 Psicologia

Leia a situação hipotética abaixo.



Uma rede de atenção primária quer adotar um instrumento de triagem de ansiedade com decisão encaminhar/não encaminhar. Em estudo local, o ponto de corte 15 gerou sensibilidade 0,78 e especificidade 0,82; a prevalência estimada é 20%; o erro-padrão de medida (EPM) próximo ao corte é 2 pontos. A gestão considera o falso-negativo mais custoso que o falso-positivo. Nesse contexto, e considerando os fundamentos de medida e decisão, a estratégia mais adequada para iniciar o uso institucional, mantendo justiça e precisão é: 

Alternativas
Q3684003 Psicologia

Leia a situação hipotética abaixo.



Em um ambulatório oncológico, um paciente adulto de 42 anos recebeu diagnóstico de câncer de pulmão em estágio inicial. Na entrevista psicológica, demonstrou aparente tranquilidade, relatando adesão irrestrita às orientações médicas, mas descreveu insônia frequente, irritabilidade com familiares e evitação de conversas sobre a doença. Nesse contexto, e considerando a psicopatologia geral e o processo de enfrentamento do adoecimento, a intervenção adequada é: 

Alternativas
Q3684004 Psicologia
O gráfico abaixo mostra a evolução dos escores de ansiedade (escala padronizada de 0–30) em três grupos de pacientes em psicoterapia breve (10 sessões, foco em ansiedade laboral): Grupo A: queda rápida e estabilização; Grupo B: queda gradual contínua; Grupo C: melhora inicial seguida de piora.

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/137904/Q20.png
Considerando os fundamentos da psicoterapia breve e a literatura recente (Fiorini, 2020; Knijnik, 2021), a interpretação CORRETA desses resultados é:
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: D
4: A
5: B
6: A
7: C
8: B
9: B
10: C
11: B
12: B
13: C
14: A
15: A
16: C
17: B
18: D
19: A
20: C