Questões de Concurso Público Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO 2026 para Supervisor Pedagógico
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Texto 3
A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.
Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.
Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.
Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".
Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.
JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Texto 3
A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.
Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.
Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.
Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".
Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.
JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Texto 3
A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.
Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.
Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.
Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".
Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.
JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Considere as proposições lógicas p, q e r. A proposição composta ¬(p ∨ q) → r é logicamente equivalente a
Considere o seguinte raciocínio:
Se o sistema foi atualizado, então ocorrerá a reinicialização automática.
O sistema foi atualizado.
Logo,
Sejam os conjuntos A = {x ∈ ℤ ∣ −2 ≤ x ≤ 3} e B = {x ∈ ℤ ∣ x é par}. O conjunto A ∩ B é
Os valores correspondentes ao tempo, em horas, gasto por cinco servidores em determinada atividade foram:
4, 6, 6, 8, 10.
Nesse conjunto de dados,
Essa terra-território chamada Cerrado, que ocupa cerca de 23,3% do país, é um dos ecossistemas mais antigos e mais ricos em biodiversidade do planeta e desempenha papel estratégico na regulação hídrica nacional. Conhecido como o “Berço das Águas do Brasil”, abriga as nascentes dos rios São Francisco, Tocantins, Araguaia e Paraná, entre outros. Nas últimas décadas, após perder mais de 50% da vegetação nativa, esse ecossistema vital tem dado sinais alarmantes de desequilíbrio. Tornou-se cada vez mais vulnerável à ação humana e a fatores ambientais.
João Palhares e Valéria Pereira Santos. O Cerrado grita, o mundo precisa escutar, Mídia Ninja. 23 de dez. de 2025. Disponível em: https://midianinja.org/o-cerrado-grita-o-mundo-precisa-escutar/. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
A condição apresentada no texto intensifica qual efeito no Cerrado?
As vilazinhas sertanejas eram o retrato do abandono, da pouca ação do governo estadual, e sobreviviam em condições bastante precárias, sem os serviços de iluminação, de rede de água e esgoto, e também sem comunicação com os centros urbanos maiores, como Anápolis, Vila Boa, Goiânia, que ainda se formava, e a cidade mineira de Araguari, ponto final dos trilhos da via férrea. As poucas estradas de chão que cortavam o estado tornavam-se intransitáveis na época das chuvas, ou seja, de novembro a fevereiro de cada ano. Os riscos das viagens e as interrupções provocadas pelos atoleiros levavam ao desânimo os caixeiros viajantes, mascates e comerciantes. Os animais (mula, burro e cavalo) e o carro de boi eram os meios usuais de transporte, no sertão goiano.
Campos, Itaney. Avenida Araguaia, rio de memória. Arte da Cura: Goiânia, 2021, p. 136-137. [Adaptado].
O cenário descrito apresenta qual característica territorial do Estado de Goiás?
Somos o arquétipo do desejo da realização, a vida comunitária dos índios que os hippies tentaram um dia adotar, somos a secular batucada e ritos africanos, onde os Kalunga nos guardam desde tempos imemoriais. Somos a modinha lusitana nos saraus de Vila Boa, o traço europeu nas óperas dos barracões de Meya Ponte, hoje Pirenópolis, somos ainda a herança espanhola ou portuguesa das cavalhadas, a viga mestra do cristianismo na procissão do fogaréu na Cidade de Goiás e somos mais ainda nós, os goianos, os homens pardos de que nos falou Luiz Palacin, na catira, nas folias de reis e do divino ou na dança do congado de Catalão. Aprendemos a ser musicais, afromusicais, euromusicais, pardo musicais. Bandas como a Corporação 13 de Maio de Corumbá de Goiás ou a centenária Banda Phoenix de Pirenópolis reproduzem nossa melhor herança musical dos séculos XVIII e XIX. As mãos autodidatas de Veiga Valle teceram arte em santos barrocos de Meya Ponte a Vila Boa.
Chaul, N. F. A Identidade Cultural do Goiano. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v63n3/a16v63n3.pdf. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
O texto reforça qual aspecto da cultura goiana?
O fato de Valparaíso de Goiás, dentre os municípios do Entorno, ser o mais próximo de Brasília, distante aproximadamente 35 km do Plano Piloto, faz com que ele sirva de atrativo para a moradia do migrante que não consegue se estabelecer no Distrito Federal. Brasília é, portanto, ao mesmo tempo, o centro de atração de migrantes de outras regiões do país e convergência para a migração como também o centro de expulsão deles para os municípios de seu Entorno.
F. Chaveiro, E.; Elias R.S., G. Valparaíso de Goiás: a formação de um município de migrantes no contexto do distrito. Goiano Bulletin of Geography, Goiânia, v. 32, n. 2, 2012. Disponível em: https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/21086. Acesso em: 21 jan. 2026. [Adaptado].
As características descritas no texto fazem do município de Valparaíso um atrativo para

