Questões de Concurso Público Prefeitura de Santa Helena de Goiás - GO 2023 para Guarda Civil Municipal

Foram encontradas 9 questões

Q4167631 Português
Texto 1

Voo do beija-flor


Elisa Cristal


Voo silencioso do mistério do amor
Fecho os olhos para ver aonde vou
Voar pelo infinito daquilo que eu sou
(Desvendar/mergulhar) o oceano interior


Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)
Me leva nas águas deste rio encantador
Vale dourado do meu lindo beija-flor
(...) 

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/elisa-cristal/voo-do-beijaflor/>. Acesso em: 21 mai. 2023

No verso “Fecho os olhos para ver aonde vou”, a palavra “aonde” foi usada em vez de “onde” porque
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Q4167632 Português
Texto 1

Voo do beija-flor


Elisa Cristal


Voo silencioso do mistério do amor
Fecho os olhos para ver aonde vou
Voar pelo infinito daquilo que eu sou
(Desvendar/mergulhar) o oceano interior


Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)
Me leva nas águas deste rio encantador
Vale dourado do meu lindo beija-flor
(...) 

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/elisa-cristal/voo-do-beijaflor/>. Acesso em: 21 mai. 2023

No verso “Me leva nas águas deste rio encantador”, no que diz respeito à colocação pronominal, a música usa a  
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Q4167633 Português
Texto 1

Voo do beija-flor


Elisa Cristal


Voo silencioso do mistério do amor
Fecho os olhos para ver aonde vou
Voar pelo infinito daquilo que eu sou
(Desvendar/mergulhar) o oceano interior


Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)
Me leva nas águas deste rio encantador
Vale dourado do meu lindo beija-flor
(...) 

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/elisa-cristal/voo-do-beijaflor/>. Acesso em: 21 mai. 2023

No poema, o “Beija-flor” é  
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Q4167634 Português
Texto 2


Lágrimas para irmãos siameses


      Eram duas vezes dois irmãos siameses, nascidos um com o braço no braço do outro fundido. Se pareciam como uma folha e a seguinte. De nomes como assim: Osório e Irrisório. Cresceram os dois, um em consequência do outro. Recíprocos, simultâneos e simétricos. Ainda menininhos, o doutor advisou a mãe:

      ― Podemos separá-los agora, este é o momento conveniente.

      Separá-los. Por quê? Se Deus os queria carne com osso? Se davam bem, amiguíssimos, vizinhos, repartindo o tudo e o nada. Os pais, remediados, compraram um único relógio que ambos partilhavam no comum antebraço. Ao apertar a corrente do relógio, a mãe sentenciou:

   ― Assim, o tempo nunca lhes vai dividir.

    O tempo, esse mesmo, foi descaiando espelhos e os siameses começaram a engrossar a vista em saia e peito. Osório, sobretudo, era mais espevitado. Irrisório era mais metido em si, olhos caseiros. Osório, às duas por muitas, se apaixonou por Marineusa. Se adonzelou com ela, esfregando-se nela até gastar o umbigo. Havia, óbvio, o problema do mano que estava ali, mesmo ao braço de semear. Osório lhe pedia que fechasse olho, tapasse ouvido, alheasse sentido. Irrisório tranquilizava:

     ― Sou homem correcto, descanse mano ó.

      Irrisório, por voz de promessa, sossegava o irmão. O pai, sabedor da vida, sugeriu um encontro familiar. E disse assim:

     ― Vão chegar mulheres e amores. Melhor é vocês separarem-se!

      Mas eles negaram. Eram fiéis, como a canção: juntos para sempre. O pai manteve o mandamento. Porém, foi enfraquecendo perante a insistência dos gêmeos:

      ― Mas, pai, nós, assim alicateados, saímos baratos a Deus: precisamos só de um anjo da guarda.

      E o outro ainda reforçava:

     ― Como podemos separar? Se cada um da gente só tem uma mão?   

    ― É. Só os dois é que somos um.

    Todos riram, arrumado o assunto. Antes de se retirar, o pai ainda sacudiu uma resignação:

   ― Vão ver, o amor junta, o amor separa. (...)


In: COUTO, Mia. Contos do nascer da terra. Lisboa: Ed. Caminho, 1997. 
Pela leitura do texto, nota-se que os irmãos  
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Q4167635 Português
Texto 2


Lágrimas para irmãos siameses


      Eram duas vezes dois irmãos siameses, nascidos um com o braço no braço do outro fundido. Se pareciam como uma folha e a seguinte. De nomes como assim: Osório e Irrisório. Cresceram os dois, um em consequência do outro. Recíprocos, simultâneos e simétricos. Ainda menininhos, o doutor advisou a mãe:

      ― Podemos separá-los agora, este é o momento conveniente.

      Separá-los. Por quê? Se Deus os queria carne com osso? Se davam bem, amiguíssimos, vizinhos, repartindo o tudo e o nada. Os pais, remediados, compraram um único relógio que ambos partilhavam no comum antebraço. Ao apertar a corrente do relógio, a mãe sentenciou:

   ― Assim, o tempo nunca lhes vai dividir.

    O tempo, esse mesmo, foi descaiando espelhos e os siameses começaram a engrossar a vista em saia e peito. Osório, sobretudo, era mais espevitado. Irrisório era mais metido em si, olhos caseiros. Osório, às duas por muitas, se apaixonou por Marineusa. Se adonzelou com ela, esfregando-se nela até gastar o umbigo. Havia, óbvio, o problema do mano que estava ali, mesmo ao braço de semear. Osório lhe pedia que fechasse olho, tapasse ouvido, alheasse sentido. Irrisório tranquilizava:

     ― Sou homem correcto, descanse mano ó.

      Irrisório, por voz de promessa, sossegava o irmão. O pai, sabedor da vida, sugeriu um encontro familiar. E disse assim:

     ― Vão chegar mulheres e amores. Melhor é vocês separarem-se!

      Mas eles negaram. Eram fiéis, como a canção: juntos para sempre. O pai manteve o mandamento. Porém, foi enfraquecendo perante a insistência dos gêmeos:

      ― Mas, pai, nós, assim alicateados, saímos baratos a Deus: precisamos só de um anjo da guarda.

      E o outro ainda reforçava:

     ― Como podemos separar? Se cada um da gente só tem uma mão?   

    ― É. Só os dois é que somos um.

    Todos riram, arrumado o assunto. Antes de se retirar, o pai ainda sacudiu uma resignação:

   ― Vão ver, o amor junta, o amor separa. (...)


In: COUTO, Mia. Contos do nascer da terra. Lisboa: Ed. Caminho, 1997. 
Qual expressão pode substituir as palavras sublinhadas sem perda de sentido no fragmento: “Separá-los. Por quê? Se Deus os queria carne com osso?”?  
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Q4167636 Português
Texto 2


Lágrimas para irmãos siameses


      Eram duas vezes dois irmãos siameses, nascidos um com o braço no braço do outro fundido. Se pareciam como uma folha e a seguinte. De nomes como assim: Osório e Irrisório. Cresceram os dois, um em consequência do outro. Recíprocos, simultâneos e simétricos. Ainda menininhos, o doutor advisou a mãe:

      ― Podemos separá-los agora, este é o momento conveniente.

      Separá-los. Por quê? Se Deus os queria carne com osso? Se davam bem, amiguíssimos, vizinhos, repartindo o tudo e o nada. Os pais, remediados, compraram um único relógio que ambos partilhavam no comum antebraço. Ao apertar a corrente do relógio, a mãe sentenciou:

   ― Assim, o tempo nunca lhes vai dividir.

    O tempo, esse mesmo, foi descaiando espelhos e os siameses começaram a engrossar a vista em saia e peito. Osório, sobretudo, era mais espevitado. Irrisório era mais metido em si, olhos caseiros. Osório, às duas por muitas, se apaixonou por Marineusa. Se adonzelou com ela, esfregando-se nela até gastar o umbigo. Havia, óbvio, o problema do mano que estava ali, mesmo ao braço de semear. Osório lhe pedia que fechasse olho, tapasse ouvido, alheasse sentido. Irrisório tranquilizava:

     ― Sou homem correcto, descanse mano ó.

      Irrisório, por voz de promessa, sossegava o irmão. O pai, sabedor da vida, sugeriu um encontro familiar. E disse assim:

     ― Vão chegar mulheres e amores. Melhor é vocês separarem-se!

      Mas eles negaram. Eram fiéis, como a canção: juntos para sempre. O pai manteve o mandamento. Porém, foi enfraquecendo perante a insistência dos gêmeos:

      ― Mas, pai, nós, assim alicateados, saímos baratos a Deus: precisamos só de um anjo da guarda.

      E o outro ainda reforçava:

     ― Como podemos separar? Se cada um da gente só tem uma mão?   

    ― É. Só os dois é que somos um.

    Todos riram, arrumado o assunto. Antes de se retirar, o pai ainda sacudiu uma resignação:

   ― Vão ver, o amor junta, o amor separa. (...)


In: COUTO, Mia. Contos do nascer da terra. Lisboa: Ed. Caminho, 1997. 
Em “Eram fiéis, como a canção: juntos para sempre” há uma  
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Q4167637 Português
Texto 2


Lágrimas para irmãos siameses


      Eram duas vezes dois irmãos siameses, nascidos um com o braço no braço do outro fundido. Se pareciam como uma folha e a seguinte. De nomes como assim: Osório e Irrisório. Cresceram os dois, um em consequência do outro. Recíprocos, simultâneos e simétricos. Ainda menininhos, o doutor advisou a mãe:

      ― Podemos separá-los agora, este é o momento conveniente.

      Separá-los. Por quê? Se Deus os queria carne com osso? Se davam bem, amiguíssimos, vizinhos, repartindo o tudo e o nada. Os pais, remediados, compraram um único relógio que ambos partilhavam no comum antebraço. Ao apertar a corrente do relógio, a mãe sentenciou:

   ― Assim, o tempo nunca lhes vai dividir.

    O tempo, esse mesmo, foi descaiando espelhos e os siameses começaram a engrossar a vista em saia e peito. Osório, sobretudo, era mais espevitado. Irrisório era mais metido em si, olhos caseiros. Osório, às duas por muitas, se apaixonou por Marineusa. Se adonzelou com ela, esfregando-se nela até gastar o umbigo. Havia, óbvio, o problema do mano que estava ali, mesmo ao braço de semear. Osório lhe pedia que fechasse olho, tapasse ouvido, alheasse sentido. Irrisório tranquilizava:

     ― Sou homem correcto, descanse mano ó.

      Irrisório, por voz de promessa, sossegava o irmão. O pai, sabedor da vida, sugeriu um encontro familiar. E disse assim:

     ― Vão chegar mulheres e amores. Melhor é vocês separarem-se!

      Mas eles negaram. Eram fiéis, como a canção: juntos para sempre. O pai manteve o mandamento. Porém, foi enfraquecendo perante a insistência dos gêmeos:

      ― Mas, pai, nós, assim alicateados, saímos baratos a Deus: precisamos só de um anjo da guarda.

      E o outro ainda reforçava:

     ― Como podemos separar? Se cada um da gente só tem uma mão?   

    ― É. Só os dois é que somos um.

    Todos riram, arrumado o assunto. Antes de se retirar, o pai ainda sacudiu uma resignação:

   ― Vão ver, o amor junta, o amor separa. (...)


In: COUTO, Mia. Contos do nascer da terra. Lisboa: Ed. Caminho, 1997. 
No trecho “O pai manteve o mandamento. Porém, foi enfraquecendo perante a insistência dos gêmeos”, a palavra sublinhada estabelece relação de
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Q4167639 Português

Leia a tirinha a seguir.  


Imagem associada para resolução da questão



Trata-se de uma crítica social  

Alternativas
Q4167640 Português

Leia o texto a seguir.  


Imagem associada para resolução da questão


O texto acima é uma postagem de matéria de revista no Instagram da “Revista Trip”  

Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: C
4: B
5: A
6: D
7: B
8: C
9: A