Questões de Concurso Público Prefeitura de Goiânia - GO 2022 para Especialista em Saúde - Cirurgião Dentista - Bucomaxilo
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A interação entre os contraceptivos orais e os antimicrobianos ainda é motivo de muita discussão e controvérsia na literatura científica. Um marco importante se deu em 1988, quando o British Committe on Safety of Medicines relatou 63 casos de falhas de contracepção em mulheres que foram tratadas com antimicrobianos e tomavam contraceptivo oral, sendo que as penicilinas e tetraciclinas foram os antimicrobianos mais citados nesse relato. Isso alertou não somente os médicos, mas também os cirurgiões-dentistas, pois a prescrição de antimicrobianos, como complemento do tratamento de infecções bucais às mulheres que fazem uso de contraceptivo oral, é uma situação relativamente comum na prática odontológica.
Com relação à possibilidade de interação medicamentosa entre antibióticos prescritos pelo cirurgião-dentista e contraceptivos orais utilizados por mulheres em idade fértil, sabe-se que:
A maioria das infecções da região maxilofacial se resolve sem o uso de antibióticos, pois as defesas do hospedeiro são potentes na cabeça e no pescoço devido à abundante vascularização da região. Quando o organismo não pode combater totalmente uma infecção facial, a intervenção cirúrgica proporciona a necessidade de ajuda ou pela remoção do foco de infecção, ou facilitando a drenagem dos produtos acumulados da inflamação, ou ambas. Assim, os antibióticos cumprem uma função coadjuvante no tratamento da maioria das infecções. Entretanto, eles também ajudam a prevenir infecções depois que a contaminação ocorre ou ajudam a interromper o desenvolvimento da infecção se administrados precocemente. Os antibióticos não devem ser usados como substitutos do tratamento cirúrgico, suporte nutricional ou outros tratamentos básicos.
Nesse contexto, nos tratamentos de infecções odontogênicas,