Questões de Concurso Público SES-GO 2019 para Residência Médica - Pré Requisito em Clínica Médica
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Um paciente com ICFEr crônica e FEVE = 35% vai ao ambulatório em consulta de rotina e NYHA III. Ao exame, observam-se ritmo de fibrilação atrial, FC = 88 BPM, PA = 95x65 mmHg e perfil quente e seco. Está em uso de bisoprolol 10 mg ao dia, sacubitril / valsartana 97/103 mg duas vezes ao dia, espironolactona 25 mg ao dia e Rivaroxabana 20 mg ao dia.
A conduta, nesse caso, seria:
Um paciente de 60 anos, em fase de recuperação de IAM, apresentou quadro súbito de dispneia. Ao exame, foram observadas congestão pulmonar e PA 80x50 mmHg. O eco revelou insuficiência mitral aguda por rotura de cordoalha. O paciente foi encaminhado para a UTI e chamada a equipe cirúrgica.
Para estabilização do paciente, foi implantado balão intraaórtico de contrapulsação e iniciada terapia medicamentosa constituída de:
Uma paciente de 62 anos, hipertensa e dislipidêmica, vai ao pronto-socorro referindo episódio de dor precordial em aperto de forte intensidade, uma hora atrás. A dor durou 20 minutos, foi desencadeada por um stress no trânsito e esteve associada a leve náusea. Mesmo estando sem queixas, no momento, a paciente quis ser avaliada por um médico. Ao exame apresentava ritmo regular, FC = 65 BPM, PA = 120x80 mmHg e sem nenhuma outra anormalidade. O ECG, o raio X de tórax e a dosagem de Troponina realizados no PS foram normais. A paciente recebeu alta e, seis horas depois, teve uma parada cardíaca súbita em casa.
Nessa situação clínica,
Um paciente de 80 anos dá entrada no pronto-socorro com forte dor no peito há 30 minutos, associada a sudorese. À admissão, observam-se um ritmo regular, FC = 80 BPM, PA 80x55 mmHg e Sat. O2 = 95%. O ECG mostrou supradesnivelamento do segmento ST de V1 a V4.
Nesse caso, a conduta imediata é:
Em um paciente de 19 anos, durante investigação de taquicardia associada a bócio difuso, são observadas as seguintes alterações laboratoriais: T4 livre: 2,53 ng/dL (VR:0,7-1,8), T3 total: 231 ng/dL (VR:72-214), TSH: 12,7 mUI/L (VR: 0,3-5,0), anticorpos antiperoxidase e antitireoglobulinas negativos. Ressonância magnética de sela túrcica normal.
Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Adolescente de 15 anos, do sexo masculino, com quadro súbito de cefaleia intensa associada a ptose palpebral e desvio da rima labial, ambos à esquerda. Ao exame, pressão arterial de 250x160 mmHg. A tomografia computadorizada de crânio mostra hemorragia intraparenquimatosa e periventricular à esquerda, sem efeito de massa nas estruturas adjacentes. Na história pregressa, o pai relata que, aos três anos de idade, a paciente apresentou ginecomastia, acompanhada de pubarca e axilarca precoces. Aos seis anos, acne exuberante em tronco, persistente até os dias atuais. Durante investigação para hipertensão secundária, apresentou os seguintes exames laboratoriais: ACTH 498 pg/ml (VR: < 60), cortisol 8 h: 3,5 (4,3 a 25 mg/dl), 17-oh-progesterona: 109 ng/dl (VR: 50 a 300), 11-deoxicortisol: 41 ng/ml (VR: 0 a 0,8 ng/ml), SDHEA: 421 mg/dl (VR: 4 a 68), androstenediona: 28 ng/ml (VR: 0,4 a 2), testosterona total: 789 ng/dl (VR: 241 a 827).
Nesse caso, qual é o diagnóstico?
Paciente com quadro de irregularidade menstrual (espaniomenorreia) procurou serviço de reprodução humana com queixa de infertilidade. Apresentava, como antecedente, refluxo gastroesofágico, já em acompanhamento com gastroenterologista há vários anos, em uso de pantoprazol 40 mg/dia e domperidona 30 mg/dia. Na investigação laboratorial, observado nível elevado de prolactina (92 ng/mL) e normal de TSH (2,7 mUI/L).
Qual é a conduta indicada, nesse caso?
Paciente de 23 anos, IMC: 27 k/m2, com aumento de pelos, principalmente em face e região mentoniana (escore de Ferriman e Gallwey de 11), associada a irregularidade menstrual (sete ciclos/ano). Ultrassonografia pélvica transvaginal normal. Avaliação laboratorial: glicemia de jejum: 103 mg/ dl (VR: 70 a 99), testosterona: 87 ng/dL (VR: 12 a 60), androstenediona: 5,1 ng/mL (VR: 0,3 a 3,7), 17-alfa hidroxiprogesterona: 70 ng/dL (VR: fase folicular: até 80, fase lútea: 60 a 230), cortisol livre na urina de 24 horas: 103 mcg/24h (VR: 9,5 a 136,2). TSH: 2,3 mUI/L (VR: 0,3-5,0) e prolactina: 17 ng/mL (VR: 2,8 a 29,2).
Qual é o diagnóstico mais provável para essa paciente?
Uma paciente de 43 anos, do sexo feminino, é admitida no pronto-socorro com quadro de taquiarritmia. Medicação em uso: enalapril-20mg/dia, fórmula manipulada para perda de peso. No exame físico, tireoide normopalpável. Eletrocardiograma: fibrilação atrial de alta resposta. Função tireoidiana: TSH: 0,01 mUI/L (VR: 0,3-5,0), T4 livre: 2,9 ng/dL (VR:0,7-1,8) e T3 total: 1,7ng/mL (VR: 0,6 a 1,71). Uma das hipóteses diagnósticas foi tireotoxicose factícia.
Qual exame definiria o diagnóstico?
Paciente procurou o dermatologista com queixa de queda de cabelo há seis meses. Já em uso de medicação à base de vitaminas e biotina, porém sem resposta. Negava outros sintomas e se apresentava ao exame clínico completamente normal, com FC: 68 BPM, PA: 110/70 mmHG. Tireoide: normopalpável, sem bócio. Temperatura e umidade da pele normais. Sem tremores de extremidades. Avaliação laboratorial: TSH de 0,2 mUI/L (VR: 0,3-5,0) e T4 livre:1,9 ng/dL (VR: 0,7- 1,8). Ultrassonografia cervical: tireoide homogênea, sem nódulos, com volume total de 12 cm³.
Nesse caso, qual é a conduta indicada?
Paciente do sexo feminino, de 44 anos, com nódulo tireoidiano palpável durante consulta de rotina com ginecologista. Solicitada ultrassonografia da região cervical, que evidenciou a presença de nódulo sólido, hipoecóico, bem circunscrito, com 2,3 cm.
O exame de cintilografia tireoidiana está indicado em qual situação?
Um homem de 72 anos com fibrilação atrial tem recebido dabigatrana 75 mg duas vezes ao dia, nos últimos seis meses. Ele não teve complicações trombóticas ou hemorrágicas desde o início do uso da medicação. Tem histórico de pólipos colônicos, e precisa ser submetido a uma colonoscopia com possível polipectomia. Além de pulsos irregulares, seus achados no exame físico são normais. O hemograma e os testes de função renal e hepática são normais. A depuração de creatinina é de 38 mL/min.
Quanto tempo antes da colonoscopia, o uso de dabigatrana deverá ser descontinuado?
Uma mulher de 50 anos vem à consulta com queixa de aumento de mama direita com presença de implantes mamários realizados há dez anos por preferência estética. Ela desenvolveu edema e dor na mama direita, cuja ressonância magnética revelou cápsula fibrosa com efusão ao redor do implante. A paciente foi vista posteriormente pelo cirurgião plástico e submetida à remoção e capsulectomia do implante. Não foram observadas massas na ressonância magnética ou no momento da cirurgia. A revisão patológica revelou um linfoma CD30 (+) confinado à cápsula.
Qual é o diagnóstico provável?
Uma mulher de 32 anos teve uma trombose venosa profunda (TVP) há três anos, após permanecer imobilizada por uma ruptura do tendão de Aquiles. Ela foi tratada com varfarina até seis semanas após a remoção do gesso da perna. Agora, está esperando seu primeiro filho, grávida na décima segunda semana. Ela levanta a questão sobre profilaxia de trombose e diz que um amigo médico recomendou heparina de baixo peso molecular.
Nesse caso, qual seria a conduta?