Questões de Concurso Público Prefeitura de Paranacity - PR 2022 para Fisioterapeuta
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( ) Dentre os mecanismos de lesão, há as lesões por aceleração-desaceleração, que são produzidas quando a cabeça bate em um objeto relativamente fixo, como o chão ou o para-brisas. Bebês são particularmente menos suscetíveis às lesões por aceleração-desaceleração, uma vez que possuem mais contenção da movimentação no pescoço. Dessa forma, a lesão por aceleração-desaceleração na infância pode resultar em maior deslocamento diferencial do crânio e dos conteúdos cranianos. A direção das lesões por aceleração podem ser translacionais (angulares) ou rotacionais (lineares), sendo que a maioria das LCT resulta de uma combinação de lesões translacionais e rotacionais.
( ) O dano cerebral primário por traumatismo é resultado direto das forças que atuam sobre a cabeça no momento do impacto inicial. Dois tipos de hemorragia intracraniana observadas com frequência após a LCT pediátrica são os hematomas extra e intradural. As hemorragias intracranianas podem não ser inicialmente evidentes ao exame clínico, pois a velocidade do acúmulo de sangue e a localização do hematoma estão relacionadas com a gravidade e com o resultado.
( ) O dano cerebral secundário por traumatismo evolui como resultado das alterações fisiopatológicas iniciadas pelo traumatismo primário. O edema cerebral é uma das causas mais frequentes de lesões secundárias, onde que o edema cerebral não checado, acompanhado de aumento da pressão intracraniana (PIC), pode acarretar múltiplos infartos cerebrais, herniação cerebral, necrose do troncoencefálico e coma irreversível.
( ) Prever a recuperação e o resultado em crianças com LCT é complicado, a velocidade da recuperação após a LCT muitas vezes parece ser rápida nos primeiros meses, todavia pode continuar assim no decorrer do primeiro ano subsequente ao acidente. Apesar da melhora funcional que ocorre com o passar do tempo, as crianças com LCT continuam exibindo alterações duradouras de equilíbrio, velocidade de marcha, comprimento do passo e cadência, em comparação com outras crianças sadias. Mesmo as crianças com LCT leve apresentam problemas de equilíbrio e, esse tipo de informação deve ser considerada quando é feita a previsão do retorno às atividades esportivas e físicas que exigem habilidades de equilíbrio refinadas.
( ) Quando uma criança com LCT é encaminhada para tratamento, não é necessário realizar um exame físico completo para garantir um tratamento de fisioterapia adequado. O exame deve conter informações sobre a história médica anterior, história e ambiente social, estado cognitivo/comportamental, estado sensório-motor básico e estado funcional. Além de que durante a realização do exame, não é preciso considerar o nível de tolerância e a extensão da concentração da criança, porque os déficits que afetam essas áreas podem limitar a habilidade do fisioterapeuta em concluir o exame em uma única sessão.
I. As entorses laterais de tornozelo fazem parte das três lesões musculoesqueléticas mais comuns, com maior recorrência em todo o membro inferior, sendo que diversos fatores intrínsecos e extrínsecos estão associados à ocorrência de entorse, como limitação da ADM de dorsiflexão, diminuição da propriocepção, deficiências posturais e de equilíbrios previamente à lesão, força muscular diminuída, coordenação, resistência cardiorrespiratória e diminuição do tempo de resposta dos músculos fibulares.
II. Na avaliação clínica do paciente com suspeita de entorse, deve ser realizada a coleta de dados da anamnese, com a identificação, inclusive, de fatores de risco, como o histórico de outras entorses, instabilidade, atividade específica ou esportiva durante ou após o momento da lesão, superfície em questão, calçados utilizados e uso de suportes rígidos ou elásticos. Não se faz necessária a observação da presença de equimose, hematoma, dor à palpação distal da fíbula, queixas funcionais, presença de edema local ou difuso e parestesia.
III. Na fase aguda, logo após a ocorrência da lesão de entorse, é de senso comum e de uso corriqueiro pelos clínicos a abordagem seguindo os princípios dos protocolos PRICE e RICE, que consistem em proteção, descanso, crioterapia, compressão e elevação. Durante ambas as fases (subaguda e crônica) após a entorse de tornozelo, o processo de fibroplasia aumenta a rigidez do tecido conectivo, limitando a ADM, a cronicidade dessa condição leva a um desalinhamento articular, com um deslizamento posterior do tálus diminuído, componente artrocinemático essencial para o funcionamento adequado da articulação do tornozelo limitando, assim, a ADM de dorsiflexão.
IV. O uso de técnicas de mobilização manual na reabilitação da entorse de tornozelo aguda não tem efeitos benéficos a curto prazo na melhora e na restauração da ADM de tornozelo na dorsiflexão, além de aumentar a intensidade da dor. A liberação miofascial, por sua vez, é uma técnica utilizada para o aumento da ADM de tornozelo, a qual otimiza o comprimento do tecido mole, aumentando a dor e piorando a função.
V. O tratamento terapêutico a ser direcionado às entorses de tornozelo consiste, principalmente, em exercícios neuromusculares e de equilíbrio, sendo que o treino proprioceptivo estimula os sinais aferentes e o feedback sensorial para os proprioceptores do tornozelo até o sistema nervoso central, aprimorando a função sensório-motora e a manutenção do senso de orientação durante as atividades.
“É um tipo de tendinopatia estenosante na qual há um encarceramento do tendão na sua passagem pelo túnel osteofibroso, com subsequente espessamento da bainha sinovial e formação de um nódulo. Ocorre principalmente na região da polia A1, e o tendão flexor superficial dos dedos (FSD) é geralmente o mais afetado, por se localizar diretamente abaixo dessa polia. Acomete, sobretudo, mulheres em idade adulta, e o polegar e o quarto dedos são os mais frequentemente envolvidos. Essa condição tem relação com a realização de sobrecarga sustentada ou repetitiva nos tendões, que ocorre por meio de atividades que exijam grande esforço com flexão de metacarpofalangeana (MCF) e forças aplicadas nas pontas dos dedos. O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, e os sintomas estão principalmente relacionados com a qualidade e a facilidade de movimentação do dedo, de início, há queixa de lentidão e dificuldade para realizar extensão, que pode progredir para queixas de travamento e contratura da articulação interfalangeana proximal (IFP).”
I. Define-se como o processo que culmina com a passagem da ventilação artificial para a ventilação espontânea nos pacientes que permaneceram em ventilação mecânica invasiva (VMI) por tempo superior a 48h, isso pode ocorrer por extubação ou, no caso de pacientes traqueostomizados, pela desconexão do ventilador mecânico. A partir da instituição da ventilação mecânica (VM), o paciente deve ser avaliado diariamente para que, assim que haja estabilidade clínica e autonomia para respirar sem via aérea artificial, ele seja desmamado do ventilador mecânico e, se houver falha do desmame, o processo precisa ser reiniciado.
II. Com base na duração do processo de desmame e na tolerância dos pacientes ao Teste de respiração espontânea (TRE), aqueles em processo de desmame ventilatório são categorizados em três grupos: desmame simples (pacientes que toleram o primeiro TRE e são extubados com sucesso), desmame difícil (pacientes que falham no primeiro TRE, mas que são desmamados com sucesso após no máximo três TRE ou no máximo 7 dias após a primeira tentativa) e desmame prolongado (pacientes que falham em três TRE ou que permanecem em ventilação mecânica (VM) por tempo superior a 7 dias após a primeira tentativa).
III. As principais causas de falha no desmame ligadas ao paciente são o envelhecimento, as doenças cardiopulmonares, a diminuição da função do diafragma, as comorbidades, a presença de delirium, depressão, ansiedade, infecção/estados inflamatórios persistentes e a desnutrição. A remoção da ventilação mecânica (VM) é determinada pela capacidade do sistema respiratório do paciente em vencer a carga imposta, isso significa que qualquer fator que cause redução dessa capacidade ou que aumente a carga imposta ao sistema respiratório pode se tornar uma barreira ao desmame e deve ser prontamente corrigido ou minimizado.
IV. A ventilação não invasiva (VNI) pode ser usada como técnica de desmame para reduzir o tempo de ventilação mecânica invasiva (VMI). A VNI também pode ser utilizada para tornar possível uma extubação mais precoce em pacientes selecionados, por exemplo, aqueles intubados durante uma exacerbação da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou com doenças neuromusculares, bem como em pacientes que concluem o Teste de Respiração Espontânea (TRE), mas apresentam risco de falha na extubação.
V. Pacientes que apresentam dificuldade em tolerar o Teste de Respiração Espontânea (TRE) consecutivos podem se beneficiar da redução gradual e progressiva da ventilação com pressão de suporte (PSV). Nesse modo de desmame, cada esforço expiratório do paciente é assistido por pressão expiratória preestabelecida no respirador. O esforço inspiratório do paciente, a pressão inspiratória do respirador e as características do sistema respiratório (complacência e resistência) não determinam o volume corrente e, consequentemente, o volume minuto.