Questões de Concurso Público Prefeitura de Guaíra - PR 2022 para Fisioterapeuta
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I. Manter o equilíbrio, ou seja, manter o centro de massa junto à base de sustentação e compensar efetivamente quando o equilíbrio é perturbado é um desafio para a criança em desenvolvimento, enquanto experimenta e aprende novas habilidades motoras e, ao alcançar um marco referencial ou postura em particular, uma criança deve desenvolver a habilidade de manter seu equilíbrio nessa postura. As habilidades de equilíbrio desenvolvem os mecanismos de reflexos posturais normais e essas habilidades de equilíbrio são separadas em quatro subgrupos: reações de endireitamento, reações de inclinação, reações de equilíbrio e reações de proteção.
II. As reações de endireitamento são responsáveis por segurar a cabeça no espaço e devem se desenvolver em todos os planos, quando há alguma perturbação no centro de massa, em qualquer postura, as reações de endireitamento da cabeça, também denominadas reações de endireitamento labiríntico, são as primeiras a ocorrer.
III. Reação de inclinação é o termo correto para usar quando a superfície em que a criança está sentada, em pé ou em outra posição é movida, causando, assim, o deslocamento do centro de massa dessa criança. Quando isso acontece, o endireitamento da cabeça ocorre imediatamente, se o corpo da criança percebe que o endireitamento da cabeça em si é insuficiente, as reações de inclinação são deflagradas.
IV. A reação de equilíbrio é idêntica à reação de inclinação, porém o estímulo difere pelo fato de o indivíduo estar sobre uma superfície estacionária e não sobre uma superfície móvel e a força da perturbação ser direcionada para o corpo da criança e não para a superfície.
V. O tipo de resposta de equilíbrio final é a resposta de proteção, sendo que no desenvolvimento normal, a resposta de proteção é responsável pela recuperação do equilíbrio quando o centro de massa é deslocado para fora dos limites da base de sustentação. Quando isso acontece, as respostas de endireitamento da cabeça e de inclinação/equilíbrio são desencadeadas, porém são insuficientes para recobrar o controle, automaticamente, a criança se auto protege da queda inevitável levando a mão ou pé à superfície de apoio. Esse movimento por sua vez, desloca efetivamente as extremidades da base de sustentação para fora, ampliando-a, desse modo, a massa do corpo volta para junto da base de sustentação, não pelo corpo ter retornado para dentro da base de sustentação, como nas reações de inclinação/equilíbrio, e, sim, porque a base de sustentação foi ampliada para novamente capturar o centro de massa em seus limites.
( ) As doenças reumáticas degenerativas são caracterizadas pela inflamação do tecido conjuntivo, como a artrite reumatoide.
( ) As doenças reumáticas metabólicas afetam principalmente os ossos, como a gota e a osteoporose.
( ) As doenças reumáticas autoimunes são comuns nas articulações periféricas e na coluna vertebral, como a osteoartrite.
( ) As doenças reumáticas infecciosas, quando a transmissão depende de um agente etiológico específico, como a artrite bacteriana.
( ) A fibromialgia é a que atinge principalmente as articulações e os tendões.
( ) Volume residual (VR) é a quantidade de ar presente nos pulmões após uma inspiração máxima.
( ) Volume corrente (VC) é o volume inspirado ou expirado a cada ciclo respiratório.
( ) Capacidade vital (CV) é definida como o volume mínimo de ar inspirado a partir do ponto de expiração máxima.
( ) Volume de reserva inspiratória (VRI) é a quantidade máxima de ar inspirado além de uma inspiração normal, partindo do volume corrente.
( ) Capacidade residual funcional (CRF) é o volume de ar que permanece nos pulmões após a expiração normal, é resultado da soma de volume de reserva expiratória com o volume residual.
( ) Volume de reserva expiratória (VRE) é o volume máximo de ar que pode ser expirado, partindo da capacidade residual funcional e, é a medida que melhor representa volumetricamente o espaço morto.
“O paciente é posicionado em decúbito dorsal, o examinador fica em pé do lado do joelho lesionado do paciente, segura o calcanhar do paciente e flexiona o joelho até a amplitude máxima com uma das mãos, enquanto usa o polegar e o dedo indicador da outra mão para palpar a interlinha articular tibiofemoral medial e lateral. Para testar o menisco medial, o examinador gira a tíbia em rotação lateral e então estende lentamente o joelho, para testar o menisco lateral, o examinador flexiona novamente o joelho, mas agora roda medialmente a tíbia do paciente e estende lentamente o joelho. O teste positivo é tradicionalmente indicado por um “baque” ou “clique” audível ou palpável. ”
I. Para estabelecer os objetivos de tratamento do paciente, é importante realizar uma avaliação genérica, a habilidade de deambulação previamente à fratura e a presença de complicações, como instabilidade clínica ou alterações de cognição, infecção e lesões graves de partes moles, não desempenham um papel importante na recuperação da capacidade funcional após a fratura. Portanto, esses itens não devem ser questionados e averiguados durante a anamnese, bem como a data do trauma, a data da cirurgia e o tipo de cirurgia realizada.
II. Compreender as limitações funcionais do paciente ajudará a traçar os objetivos do tratamento, bem como estabelecer um possível prognóstico, a dor pode ser avaliada pela escala visual analógica (EVA), a amplitude de movimento (ADM) deve ser avaliada por goniômetro ou inclinômetro, e, quando o maior objetivo do tratamento é o ganho de ADM, a sua avaliação deve ser feita antes e após cada atendimento. A avaliação da força muscular também é importante e, se o paciente estiver liberado para descarga de peso sobre o membro operado, o teste de Trendelenburg deve ser aplicado naqueles com alteração do padrão de marcha, visto ser uma complicação comum após fraturas dos membros inferiores. Além disso, deve-se realizar a avaliação do comprimento do membro sem carga e com carga e examinar atividades funcionais também é de suma importância.
III. O tratamento fisioterapêutico dependerá de diferentes fatores, deve-se levar em consideração outras fraturas e traumas associados, o estado geral do paciente e a cirurgia realizada. O fisioterapeuta deve estar atento a lesões de partes moles e cirurgias, como enxerto de pele, retalhos miocutâneos e reparo de lesões tendíneas, nervosas e vasculares, para direcionar o tratamento.
IV. A evolução das técnicas e dos implantes cirúrgicos favorece o início precoce da reabilitação do paciente com fraturas nos membros inferiores, o treino de mudanças de decúbitos e a aquisição da posição sentada no leito e fora dele com o máximo de ajuda do fisioterapeuta devem ser estimulados, logo no primeiro dia de pós-operatório, mesmo que haja contraindicação. Além disso, não deve ser dada atenção aos sinais de hipotensão ortostática, pois muitas vezes os pacientes ficam por alguns dias somente na posição deitada, de modo que, quando assumem a posição vertical, podem apresentar o quadro de hipertensão, portanto, a evolução da posição deitada para a ortostática não deve ser gradual e em um ambiente seguro.
V. A prescrição de dispositivo auxiliar de marcha deve ocorrer no atendimento hospitalar, deve-se treinar o uso correto e verificar as dimensões adequadas do dispositivo, como altura da muleta ou do andador. Na detecção de diminuição do comprimento do membro fraturado, é importante a prescrição de palmilha ou salto compensatório e, no caso de lesão do nervo fibular, deve-se prescrever órtese para a correção do pé caído, além de medidas fisioterapêuticas para dor neuropática e alterações sensoriais, se presentes. Medidas que previnam LPP e TVP/TEP e minimizem o edema são comuns a todas as fraturas de membros inferiores, a elevação do membro fraturado, sempre que possível, a movimentação ativa ou passiva do tornozelo e a crioterapia são recomendadas.
( ) A pelve tem como principal função receber o peso corporal transmitido pela coluna vertebral e transferi-lo aos membros inferiores, e é por isso que ela é estruturada para ser forte e resistente. Suas articulações são as sacroilíacas, posteriormente, e a sínfise púbica, anteriormente.
( ) A sínfise púbica é a articulação situada anteriormente na pelve e é classificada como articulação cartilagínea do tipo sínfise, a qual apresenta um disco de fibrocartilagem entre as faces ósseas que se articulam, essa articulação apresenta dois ligamentos: ligamentos púbicos superior e inferior.
( ) Entre os movimentos pélvicos, dois são conhecidos como nutação e contranutação. Durante a nutação, ocorre a aproximação das asas dos ílios em direção ao plano mediano do corpo e um afastamento dos túberes isquiáticos, ao mesmo tempo, ocorre o direcionamento anterosuperior da base do sacro e um movimento posteroinferior do cóccix. Na contranutação as asas dos ílios se afastam da linha média do corpo, e os túberes isquiáticos se aproximam dela, a base do sacro se movimenta na direção posterossuperior, enquanto o cóccix se direciona anteroinferiormente, e durante o período expulsivo no parto vaginal, acontece esse movimento de contranutação da pelve.
( ) A cavidade abdominal é contínua com a cavidade pélvica no tronco, a linha terminal que forma o estreito superior da pelve é uma referência anatômica que subdivide a pelve em duas cavidades: uma superior, conhecida como pelve falsa ou pelve maior, e a inferior ao estreito, conhecida como pelve verdadeira ou pelve menor, esta por sua vez, aloja os órgãos pélvicos (reto, bexiga, útero, vagina, tubas uterinas e ovários) no corpo feminino. A cavidade pélvica verdadeira é delimitada inferiormente pelos músculos conhecidos como diafragma pélvico e abaixo do diafragma pélvico, a região é denominada períneo.
( ) A eficiência biomecânica da pelve depende da instabilidade da articulação sacroilíaca, capaz de resistir a deslocamentos que o peso do corpo tende a produzir, na postura ortostática, o peso do corpo tende a deslocar o sacro caudal posteriormente em relação aos ossos do quadril, o que é impedido pelo forte ligamento sacroilíaco interósseo, além disso, esse vetor de peso corporal tende a provocar a rotação do sacro, mas os ligamentos sacrotuberal e sacroespinal impedem esse deslocamento. Durante o período gestacional, seus ligamentos permanecem mais frouxos como consequência da ação de hormônios, o que possibilita menor amplitude de movimento da articulação.
I. Entre as alterações morfofisiológicas características do processo de envelhecimento, as musculares possuem relevância do ponto de vista funcional, pois o envelhecimento causa um quadro de perda de massa muscular importante, caracterizando uma condição denominada sarcopenia. Deste modo, o processo de envelhecimento cursa com déficits de massa muscular e essa redução, é decorrente de alterações na microarquitetura das fibras musculares, maior deposição de tecido adiposo e conjuntivo e progressiva redução dos neurônios motores, o que leva a um quadro de denervação das fibras musculares, além de redução na resposta aos fatores de crescimento endotelial vascular, que predispõem a isquemia e a perfusão inadequada das fibras musculares, afetando negativamente o metabolismo do sistema muscular.
II. Em relação aos efeitos sobre a funcionalidade do idoso, a sarcopenia pode resultar em menor qualidade da contração muscular, associada a menos força e coordenação dos movimentos, resultando em perda da mobilidade, e consequentemente, redução da independência na realização de atividades da vida diária (AVDs), impactando negativamente na qualidade de vida, além ainda, a maior lentidão nos movimentos eleva a probabilidade de acidentes, como quedas.
III. O tecido articular é o tecido menos prejudicado pelo processo de envelhecimento fisiológico, o que justifica a grande prevalência de doenças articulares em pacientes idosos, isso se deve ao fato de o tecido articular ser fisiologicamente, em condições normais, um tecido que apresenta baixo metabolismo e muita vascularização, o que o torna uma estrutura com capacidade de reparação limitada e quando se considera o processo de envelhecimento, esta capacidade de reparação se estreita ainda mais. As alterações fisiológicas que o envelhecimento promove sobre o tecido articular predispõem o idoso a disfunções de instabilidade nas articulações, uma vez que comprometem a dinâmica articular, influenciam negativamente na amplitude de movimento (ADM), ao mesmo tempo em que diminuem o contato das superfícies ósseas, comprometendo o funcionamento adequado desses tecidos, além disso, essas alterações morfológicas evidenciadas com o envelhecimento podem induzir a um afinamento da cartilagem, com presença de rachaduras e fendas na superfície articular, comprometendo ainda mais o funcionamento desse tecido.
IV. O processo de remodelamento ósseo acontece fisiologicamente e permite a integridade do tecido ósseo, na fase da vida adulta se adquire um certo desequilíbrio entre a produção e a reabsorção de tecido ósseo, determinando a densidade óssea máxima. Fisiologicamente, após essa fase, inicia-se um processo caracterizado por um equilíbrio no processo de modelagem e remodelagem óssea em consequência do envelhecimento, que pode acontecer por diminuição da atividade dos osteoclastos, por aumento das atividades dos osteoblastos ou, pela combinação de ambas as situações, essa condição resulta em perda gradual de massa óssea, caracterizada pelo aumento da densidade mineral óssea denominada osteopenia.
V. As alterações na composição corporal, associadas às alterações do sistema musculoesquelético, resultam em quadros de fraqueza muscular, fadiga, rigidez e dor articular, o que predispõe o idoso a quedas, limitações funcionais, imobilidade e fraturas, além disso, afetam a postura e a marcha dos idosos. Acerca da postura, observa-se uma redução da estatura, que costuma ser de aproximadamente 1 ou 2 cm por década, resultante da diminuição da altura dos discos intervertebrais e do achatamento das vértebras e, associadas à redução da estatura, as alterações de composição corporal e no sistema musculoesquelético causam, ainda, modificações posturais, criando uma postura típica de idosos, com anteriorização de cabeça, redução da lordose lombar, aumento da cifose torácica, aumento da retroversão pélvica e da angulação de joelhos.
“É definida como um estreitamento do canal espinal ou foraminal, as causas mais comuns desse estreitamento são alterações degenerativas, como osteoartrose facetária, hérnia discal extrusa e hipertrofia do ligamento flavum (ligamento amarelo). A apresentação clínica é caracterizada por dor ou desconforto durante a marcha, associada ou não à claudicação (claudicação neurogênica), ou períodos prolongados em ortostase. Os sintomas podem irradiar para uma ou ambas as pernas e são aliviados com repouso e/ou flexão lombar e, o diagnóstico é feito com base na combinação de achados clínicos e radiológicos.”
Assim, pode-se observar a origem ou a inserção desses grupos musculares nas diferentes regiões do cotovelo, exceto: