Questões de Concurso Público Prefeitura de Lima Campos - MA 2025 para Professor de Português - Séries Finais
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Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Há, portanto, um processo anafórico mais amplo, que designaremos como anáfora encapsuladora, que é considerada como uma operação discursiva por meio da qual o falante se refere, por um sintagma nominal, a uma ação, processo ou estado que foi anteriormente expresso por pelo menos uma proposição inteira. É a propriedade resumidora de conteúdos que caracteriza um processo de encapsulamento. [...] A propriedade resumitiva, mais do que uma função, é a característica definidora dos encapsulamentos, incluindo os rótulos. Além desse traço fundador, as anáforas encapsuladoras, assim como qualquer processo referencial, cumprem uma função argumentativa importante.
CAVALCANTE, Mônica M. /BRITO, Mariza Angélica Paiva. Anáforas encapsuladoras – traços peculiares aos rótulos. Rev. de Letras – Nº. 32 - Vol. 1 - jan./jul. – 2013.
Acerca do processo de coesão textual, descrito acima, está correto classificar-se como uma anáfora encapsuladora com uma função argumentativa, o sintagma nominal que se destaca em
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 1 - Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua construção
Em setembro, celebramos o aniversário do patrono da Educação, o educador Paulo Freire. Revisitando sua obra e legado, Paulo Freire é sem dúvidas uma referência para o Brasil e para o mundo, quando pensamos no poder transformador da educação e em toda sua potencialidade.
Em tempos de tanto debate sobre a substituição dos professores em sala de aula, notamos o quanto a educação brasileira carece dessa persona que orienta, desenvolve estratégias e se preocupa com a aprendizagem de cada universo de significado e significante que está presente ali em sua turma. Cada estudante carrega consigo sua trajetória, e o maior sonho da pessoa educadora é poder contribuir de alguma maneira com esse caminhar.
Com as inovações tecnológicas, já existem escolas que afirmam substituir os professores por inteligências artificiais, e podem por sua vez, reforçar essa sensação de desespero entre os docentes. Passado o primeiro momento de medo e de choque, comuns na essência humana, notamos algumas possibilidades, que, a depender da leitura, já foram postuladas por Paulo Freire: os professores não devem transferir conhecimento e contribuir para uma educação bancária, em que só há o depósito de informações nos estudantes. A pessoa educadora tem a chance de ser uma mediadora, de apontar os caminhos do aprender.
Quando vislumbramos essa perspectiva, o que a gente nota é que a tecnologia está presente cada vez mais no nosso dia a dia, e que a escola, espaço propício para essa construção de possibilidades, deve acompanhar as transformações que ocorrem para além de seus muros.
Nesse caso, para além de fomentar essa ideia apocalíptica de substituição dos professores por máquinas, podemos promover o letramento digital desses profissionais da educação, com formação continuada, com experiências de aprendizagem significativas também aos educadores. Falamos tanto sobre acolhimento e cuidado com nossos estudantes (e devemos continuar falando), mas pouco se fala sobre uma escuta ativa e um acolhimento aos professores que estão em constante pressão, expostos à cobrança de nunca estarem preparados o suficiente para lidar com os desafios do futuro.
Enquanto tratarmos os professores com essa lógica punitivista, sem escutar suas dores, suas necessidades, aflições, e sobretudo, sem incentivar a busca por novas ferramentas, assim como nos esforçamos para despertar o interesse dos estudantes, essa equação não fecha, e teremos uma legião de profissionais sem se lembrar do real motivo pelo qual escolheram construir sua carreira na Educação.
Que neste mês de setembro, mês do nosso grande mestre Paulo Freire, possamos nos recordar que "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender".
Bianca Silva (17.nov.2025). (Adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/blogs/politicas-e-justica/2025/11/, acesso em 20 de novembro de 2025.
Texto 2 - Pode-se estar farto de respirar?
Num papo há pouco com Armando Pittigliani, diretor artístico da então poderosa gravadora Philips nos anos 1960, ele me contou que Nara Leão, concorrendo no Festival da Canção de 1966 com "A Banda", de Chico Buarque, achava que ia vencer. Até aí, tudo bem. Só não queria gravar a música de jeito nenhum —era chata, repetitiva. Mas, claro, venceu e teve de gravá-la. E o pior: "A Banda" estourou, e Nara teve de passar o resto do ano viajando pelo país e cantando-a três vezes por noite.
O poeta Raimundo Corrêa (1859-1911) não podia sair à rua sem ser abordado por populares que lhe declamavam seu soneto "As Pombas" — "Vai-se a primeira pomba despertada.../ Vai-se outra mais... mais outra... enfim, dezenas...". O mesmo já acontecera com Francisco Octaviano (1825-89), poeta bissexto, mas que, um dia, em 1872, escreveu "Ilusão da Vida" — "Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu...". Resultado: aonde quer que fosse, tinha de ouvir seu poema. Quase se arrependeu de tê-lo escrito.
Rubem Braga escreveu tantas crônicas sobre sabiás que o chamaram de "O sabiá da crônica". Era uma bela homenagem, mas se tornou um suplício para Rubem. Amigos começaram a presenteá-lo com sabiás, um atrás do outro, e sua cobertura na rua Barão da Torre, em Ipanema, famosa pelas plantas, frutas e verduras que ele cultivava, transbordou de gaiolas. Atraídos pelos colegas, os sabiás das vizinhanças começaram a aparecer sem aviso prévio e, de repente, o jardim de Rubem podia ser interditado pelo Ibama por excesso de sabiás.
Não sei o fim dessas histórias, mas não me espantaria se, a partir de certo ponto, o artista, refém do seu maior sucesso, comece a detestar aquilo que o fez famoso.
Ou não. Em 1990, perguntei a Tony Bennett quantas vezes já cantara "I Left My Heart in San Francisco". Ele disse: "Nunca fiz a conta. Mas ponha aí umas 30 vezes por semana desde 1962". Fiz gulp. Perguntei-lhe se já não estava farto da canção. E ele, rindo: "Posso estar farto de respirar?".
Texto de Ruy Castro (adaptado). Publicado em 22.nov.2025 às 8h00. Coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/11/pode-se-estar-farto-de-respirar.shtml acesso em 22 de novembro de 2025.
Texto 2 - Pode-se estar farto de respirar?
Num papo há pouco com Armando Pittigliani, diretor artístico da então poderosa gravadora Philips nos anos 1960, ele me contou que Nara Leão, concorrendo no Festival da Canção de 1966 com "A Banda", de Chico Buarque, achava que ia vencer. Até aí, tudo bem. Só não queria gravar a música de jeito nenhum —era chata, repetitiva. Mas, claro, venceu e teve de gravá-la. E o pior: "A Banda" estourou, e Nara teve de passar o resto do ano viajando pelo país e cantando-a três vezes por noite.
O poeta Raimundo Corrêa (1859-1911) não podia sair à rua sem ser abordado por populares que lhe declamavam seu soneto "As Pombas" — "Vai-se a primeira pomba despertada.../ Vai-se outra mais... mais outra... enfim, dezenas...". O mesmo já acontecera com Francisco Octaviano (1825-89), poeta bissexto, mas que, um dia, em 1872, escreveu "Ilusão da Vida" — "Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu...". Resultado: aonde quer que fosse, tinha de ouvir seu poema. Quase se arrependeu de tê-lo escrito.
Rubem Braga escreveu tantas crônicas sobre sabiás que o chamaram de "O sabiá da crônica". Era uma bela homenagem, mas se tornou um suplício para Rubem. Amigos começaram a presenteá-lo com sabiás, um atrás do outro, e sua cobertura na rua Barão da Torre, em Ipanema, famosa pelas plantas, frutas e verduras que ele cultivava, transbordou de gaiolas. Atraídos pelos colegas, os sabiás das vizinhanças começaram a aparecer sem aviso prévio e, de repente, o jardim de Rubem podia ser interditado pelo Ibama por excesso de sabiás.
Não sei o fim dessas histórias, mas não me espantaria se, a partir de certo ponto, o artista, refém do seu maior sucesso, comece a detestar aquilo que o fez famoso.
Ou não. Em 1990, perguntei a Tony Bennett quantas vezes já cantara "I Left My Heart in San Francisco". Ele disse: "Nunca fiz a conta. Mas ponha aí umas 30 vezes por semana desde 1962". Fiz gulp. Perguntei-lhe se já não estava farto da canção. E ele, rindo: "Posso estar farto de respirar?".
Texto de Ruy Castro (adaptado). Publicado em 22.nov.2025 às 8h00. Coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/11/pode-se-estar-farto-de-respirar.shtml acesso em 22 de novembro de 2025.
Texto 2 - Pode-se estar farto de respirar?
Num papo há pouco com Armando Pittigliani, diretor artístico da então poderosa gravadora Philips nos anos 1960, ele me contou que Nara Leão, concorrendo no Festival da Canção de 1966 com "A Banda", de Chico Buarque, achava que ia vencer. Até aí, tudo bem. Só não queria gravar a música de jeito nenhum —era chata, repetitiva. Mas, claro, venceu e teve de gravá-la. E o pior: "A Banda" estourou, e Nara teve de passar o resto do ano viajando pelo país e cantando-a três vezes por noite.
O poeta Raimundo Corrêa (1859-1911) não podia sair à rua sem ser abordado por populares que lhe declamavam seu soneto "As Pombas" — "Vai-se a primeira pomba despertada.../ Vai-se outra mais... mais outra... enfim, dezenas...". O mesmo já acontecera com Francisco Octaviano (1825-89), poeta bissexto, mas que, um dia, em 1872, escreveu "Ilusão da Vida" — "Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu...". Resultado: aonde quer que fosse, tinha de ouvir seu poema. Quase se arrependeu de tê-lo escrito.
Rubem Braga escreveu tantas crônicas sobre sabiás que o chamaram de "O sabiá da crônica". Era uma bela homenagem, mas se tornou um suplício para Rubem. Amigos começaram a presenteá-lo com sabiás, um atrás do outro, e sua cobertura na rua Barão da Torre, em Ipanema, famosa pelas plantas, frutas e verduras que ele cultivava, transbordou de gaiolas. Atraídos pelos colegas, os sabiás das vizinhanças começaram a aparecer sem aviso prévio e, de repente, o jardim de Rubem podia ser interditado pelo Ibama por excesso de sabiás.
Não sei o fim dessas histórias, mas não me espantaria se, a partir de certo ponto, o artista, refém do seu maior sucesso, comece a detestar aquilo que o fez famoso.
Ou não. Em 1990, perguntei a Tony Bennett quantas vezes já cantara "I Left My Heart in San Francisco". Ele disse: "Nunca fiz a conta. Mas ponha aí umas 30 vezes por semana desde 1962". Fiz gulp. Perguntei-lhe se já não estava farto da canção. E ele, rindo: "Posso estar farto de respirar?".
Texto de Ruy Castro (adaptado). Publicado em 22.nov.2025 às 8h00. Coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/11/pode-se-estar-farto-de-respirar.shtml acesso em 22 de novembro de 2025.
Texto

https://www.instagram.com/p/DJaEUTchTAw/prefeituradecacadores, acesso em 25 de novembro de 2025.
Na campanha em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no texto verbal da chamada, o sentido abrange esferas sociais distintas. O fenômeno semântico responsável pela compreensão ampla do sentido é
Texto 4

Tirinha de Bob e Thaves, disponível em https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos/ acesso em 25 de novembro de 2025.
O humor na tirinha resulta principalmente de qual relação entre os elementos apresentados?
Com base nos dados coletados ou sistematizados pelo IBGE, analise as afirmativas a seguir:
I. Entre os Censos Demográficos de 2010 e 2022, o município de Lima Campos apresentou redução em seu contingente populacional.
II. No Censo Demográfico de 2022 do IBGE, a população declarou-se predominantemente parda, seguida por pessoas que se autodeclararam pretas.
III. O PIB per capita do município apresentou crescimento expressivo entre 2020 e 2021, praticamente dobrando no período, ao passar de R$ 11.809,06 para R$ 22.990,34. Esse desempenho colocou o município entre os 25 maiores PIBs do Estado do Maranhão.
Está(ão) correta(s):