Questões de Concurso Público CISBAF - RJ 2025 para Técnico de Enfermagem

Foram encontradas 30 questões

Q3440358 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Sobre a relação do narrador com o vizinho, é possível inferir que: 
Alternativas
Q3440359 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Considerando suas características textuais e semânticas, sobre o texto de Marina Colasanti, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3440360 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Marina Colasanti converge no conto “Uma vida ao lado” ideias de diferentes categorias para formar o texto. Relativo a tais ideias, é possível inferir que o tema central do texto é: 
Alternativas
Q3440361 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Em Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos.” (4º§), a locução adverbial destacada denota: 
Alternativas
Q3440362 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Tendo em vista o emprego da expressão destacada, assinale a alternativa em que a sua substituição provoca alteração do sentido evidenciado originalmente no texto.
Alternativas
Q3440363 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Assinale, a seguir, a correlação estabelecida entre o título do texto de Marina Colasanti – “Uma vida ao lado” – com o conteúdo textual apresentado.
Alternativas
Q3440364 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Considerando o excerto “Perdia-o, porém, quando saía porta afora.” (5º§), assinale, a seguir, o valor semântico atribuído ao vocábulo em destaque, tendo em vista o contexto no qual está inserido. 
Alternativas
Q3440365 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
São considerados elementos de retomada textual, que contribuem para a coesão textual, os destacados a seguir, EXCETO: 
Alternativas
Q3440366 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Nos trechos a seguir, as formas verbais estão flexionadas no mesmo tempo, EXCETO: 
Alternativas
Q3440367 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
A intensificação trata-se do processo de reforçar ou aumentar a força ou grau de algo, seja uma ação, uma qualidade, uma emoção ou um conceito. Considerando que isso pode ser feito através de diversas estratégias linguísticas, assinale, a seguir, a transcrição textual que evidencia uma intensificação. 
Alternativas
Q3440368 Noções de Informática
Os funcionários do CISBAF utilizam a internet diariamente para envio de relatórios, acesso a sistemas e comunicação com outros setores. Sobre os conceitos básicos da internet, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3440369 Noções de Informática
Considere que determinado técnico do CISBAF está utilizando o Microsoft Excel 2019 (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil) para calcular a média de atendimentos diários por posto de saúde, organizando os dados em uma planilha. Nesse contexto, trata-se de uma fórmula válida do Excel: 
Alternativas
Q3440370 Arquitetura de Computadores
Os servidores administrativos do CISBAF utilizam microcomputadores para a inserção e o controle de dados dos atendimentos realizados. Para garantir o bom funcionamento dessas máquinas, é essencial conhecer os componentes de hardware e suas funções. Sobre os componentes de um microcomputador, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3440371 Sistemas Operacionais
No CISBAF os profissionais utilizam o Sistema Operacional Windows 11 para acessar prontuários eletrônicos, planilhas de controle e documentos administrativos. O sistema traz melhorias em sua interface gráfica e no Explorador de Arquivos (File Explorer), facilitando a navegação e a organização de dados essenciais para o bom funcionamento dos serviços de saúde. Com base nos recursos do Windows 11, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3440372 Banco de Dados
O setor administrativo do CISBAF utiliza um sistema que armazena dados de pacientes em uma base estruturada. Sobre noções básicas de banco de dados, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3440373 Noções de Informática
Na secretaria de determinada repartição da Administração Pública, diversos equipamentos são utilizados diariamente para executar as tarefas administrativas. Entre eles, alguns são responsáveis por enviar informações ao computador durante o uso dos sistemas internos. Qual dos dispositivos a seguir relacionados é considerado um periférico de entrada?
Alternativas
Q3440374 Noções de Informática
Durante a digitação de um documento no Microsoft Word 2019 (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil), Ana percebeu que algumas palavras ficaram sublinhadas com uma linha vermelha ondulada. O que essa marcação indica no Word
Alternativas
Q3440375 Noções de Informática
João está elaborando um orçamento na secretaria de determinada repartição da Administração Pública; utilizando, para isso, o Microsoft Excel 2019 (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil). Na planilha, ele inseriu a fórmula =A1*B1 na célula C1, com o objetivo de calcular o total com base nos valores das colunas A e B. Considerando o contexto, o que essa fórmula realiza no Excel
Alternativas
Q3440376 Banco de Dados
Em uma tabela de banco de dados com informações sobre cidadãos, sabe-se que cada linha representa uma pessoa diferente e cada coluna contém um dado específico como nome, CPF e endereço. Nesse contexto, o que cada linha da tabela representa? 
Alternativas
Q3440377 Noções de Informática
Juliana, servidora da Secretaria de Saúde da Administração Pública, precisou acessar o site da prefeitura para consultar o calendário de vacinação. Para isso, ela digitou o endereço eletrônico diretamente na barra do navegador de internet. Nesse contexto, como é chamado o endereço que é digitado no navegador para acessar um site
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: A
4: C
5: B
6: D
7: B
8: B
9: D
10: B
11: D
12: A
13: D
14: C
15: C
16: A
17: B
18: D
19: D
20: B