Questões de Concurso Público CISBAF - RJ 2025 para Assistente Administrativo V

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Q3520377 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

Clarice Lispector, com sua escrita sensível, transforma a lenda “Como nasceram as estrelas” em uma história rica em imaginação e poesia. Finalizado o relato que permeia esse texto, a autora deixa claro que: 
Alternativas
Q3520378 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

A partir da estrutura textual e dos recursos de linguagem empregados, é correto afirmar que o principal objetivo do texto é:
Alternativas
Q3520379 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

O sinônimo da palavra destacada está corretamente indicado conforme o seu uso no texto em, EXCETO:
Alternativas
Q3520380 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

As lendas são parte do folclore e da cultura popular, e muitas vezes misturam fatos históricos com elementos sobrenaturais ou fantásticos. “Como nasceram as estrelas” é considerada uma lenda porque conta uma história fantasiosa. Sobre tal narrativa, é possível inferir que: 
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Q3520381 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

Segundo Cegalla, “uma oração subordinada adverbial final evidencia a finalidade ou objetivo de uma ação expressa na oração principal”. Nesse contexto, identifique, através dos conectores destacados, o que representa uma finalidade. 
Alternativas
Q3520382 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

Em relação à classificação verbal do termo destacado, assinale a alternativa INCORRETA
Alternativas
Q3520383 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

No excerto “Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores.” (4º§), o conectivo destacado determina com a ideia que o antecede uma relação de:
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Q3520384 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

– Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.” (5º§) O uso de parênteses no trecho anterior indica:
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Q3520385 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

O advérbio, palavra invariável que acompanha e modifica o sentido dos verbos, adjetivos ou outros advérbios, é definido segundo a circunstância que expõe. Exprime circunstância de tempo a seguinte transcrição textual:
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Q3520386 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

Assinale a alternativa que evidencia a classificação do “que” DIFERENTE dos demais.
Alternativas
Q3520387 Noções de Informática

Considere a seguinte planilha de controle de atendimentos:


Q11.png (327×153)


Foi aplicada a seguinte fórmula em D2 e copiou-se até D6:


=SE(B2>=C2;"META BATIDA";"META NÃO BATIDA") 


Além disso, foi inserida formatação condicional para destacar, de verde, as células de B2:B6 que sejam maiores ou iguais à meta (C2:C6). Por fim, filtrou-se para exibir apenas linhas com "META BATIDA" na coluna D. Com base na situação hipotética, analise as afirmativas a seguir.



I. As células de Fevereiro e Maio não estarão destacadas em verde.


II. A filtragem exibirá apenas os meses Janeiro, Março e Abril.


III. O mês de Março aparece mesmo sem ter atingido a meta.


IV. A fórmula em D3 retorna “META NÃO BATIDA”.



Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q3520388 Redes de Computadores

Maria é assistente administrativa no setor de atendimento de um órgão público e trabalha em dois ambientes: no escritório (usando um desktop) e em reuniões externas (usando um notebook). Ao retornar de uma reunião, ela percebeu que algumas mensagens importantes não estavam visíveis no notebook, mesmo já tendo lido e organizado tais mensagens no desktop. Para evitar esse tipo de problema no futuro, ela decide ajustar o aplicativo de e-mail para garantir que:



1. Todas as mensagens permaneçam no servidor, permitindo acesso completo e sincronizado a partir de qualquer dispositivo;


2. Ações como “marcar como lida”, “mover” ou “excluir mensagens” sejam automaticamente refletidas em todos os dispositivos conectados; e


3. As mensagens possam ser enviadas normalmente de qualquer um dos dispositivos, com garantia de entrega ao destinatário. 




Considerando os requisitos apresentados, qual alternativa apresenta os protocolos adequados de recebimento e envio de mensagens eletrônicas que devem ser configurados no aplicativo de e-mail?

Alternativas
Q3520389 Noções de Informática
Durante o atendimento a uma demanda administrativa, o assistente administrativo foi incumbido de verificar se o computador utilizado na recepção da unidade possui um endereço IP configurado corretamente para acesso à internet e ao sistema de protocolo da organização. Para isso, ele utilizou o ambiente de linha de comando do Windows. Com base nessa situação, qual comando deve ser digitado no prompt de comando (MS-DOS) para exibir as configurações atuais de rede, incluindo endereço IP, máscara de sub-rede e gateway padrão?
Alternativas
Q3520390 Noções de Informática
Em uma atividade de suporte à área de patrimônio, determinado assistente administrativo precisa documentar os computadores de sua unidade, registrando o nome do sistema operacional, a versão instalada e outras informações úteis para o inventário técnico. Ele decide fazer isso por meio de comandos no prompt de comando do Windows, acessando dados do próprio sistema. Considerando a situação hipotética, qual dos comandos a seguir relacionados é apropriado para exibir informações detalhadas do sistema operacional, como nome, versão e fabricante, diretamente no MS-DOS (CMD)?
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Q3520391 Redes de Computadores
Determinado assistente administrativo utiliza, diariamente, sistemas on-line para protocolar documentos, emitir relatórios e acessar portais institucionais. Em um dia de trabalho, ao tentar acessar o sistema de protocolo eletrônico da organização pelo navegador, a página não carregou corretamente, exibindo a mensagem: “Erro na conexão com o servidor”. Sabendo que esse sistema opera via internet, qual protocolo de rede, na camada de aplicação do TCP/IP, é o responsável pela transferência de páginas web entre seu navegador (cliente) e o servidor onde o sistema está hospedado? 
Alternativas
Q3520392 Noções de Informática

Considere que uma planilha registra os valores de despesas mensais e seus respectivos status de aprovação (APROVADO ou REJEITADO). Na célula C2 foi digitada a seguinte fórmula:


=SE(E(A2>1000;B2="APROVADO");"LIBERAR";"AGUARDAR")


Tendo em vista que a fórmula deve ser copiada até C12, em qual situação a célula mostrará “LIBERAR”?

Alternativas
Q3520393 Noções de Informática
Considere uma tabela com as seguintes colunas: “Nome”, “Dias em atraso” (numérico) e “Prioridade”. O gestor do setor responsável deseja destacar, em vermelho, todas as linhas cujo campo “Dias em atraso” seja maior que 5 e o valor na coluna “Prioridade” seja “Alta”. Além disso, ele precisa filtrar apenas esses itens. Nesse contexto, qual é a regra de formatação condicional correta e o procedimento mais adequado? 
Alternativas
Q3520394 Sistemas Operacionais
Texto para responder à questão.


O que é um Sistema Operacional?

Os sistemas operacionais estão presentes em quase todas as tecnologias modernas: de computadores pessoais e servidores a celulares, automóveis e eletrodomésticos. Mesmo que muitas vezes passem despercebidos, esses sistemas são fun- damentais para o funcionamento dos dispositivos digitais.

Um sistema operacional, ou simplesmente SO, é um conjunto de programas que atua como intermediário entre os usuários e o hardware do computador. Sua função principal é facilitar o uso dos recursos físicos da máquina — como processador, memória, dispositivos de entrada e saída — e oferecer uma plataforma para a execução de programas. Ao fazer isso, ele se comporta como uma camada de abstração: o usuário não precisa lidar diretamente com detalhes técnicos do funcionamento do computador, como códigos de máquina ou controle direto de dispositivos.

Dentre as funções mais importantes do SO, destacam-se o gerenciamento de processos (ou tarefas), que organiza a execução de múltiplos programas ao mesmo tempo; o gerenciamento da memória, que garante que cada aplicação utilize uma área segura e isolada; e a gerência de arquivos, que possibilita salvar, acessar e proteger informações armazenadas.

No sistema operacional Windows, todas essas funções estão presentes e organizadas de maneira visual para facilitar o acesso do usuário. O Windows, por exemplo, permite ao usuário alternar entre janelas de diferentes programas, acessar e controlar arquivos por meio do Explorador de Arquivos e usar a memória de forma controlada por trás das ações executadas. A lógica de funcionamento do Windows, portanto, é uma aplicação direta dos conceitos básicos de qualquer sistema operacional.

(MAZIERO, Carlos A. Sistemas operacionais: conceitos e mecanismos. Curitiba: UTFPR, 2020. Disponível em: https://wiki.inf.ufpr.br/maziero/livro.pdf. Acesso em: julho de 2025.)
Em relação ao papel dos sistemas operacionais e à forma como o Windows os implementa, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3520395 Sistemas Operacionais
Texto para responder à questão.


O que é um Sistema Operacional?

Os sistemas operacionais estão presentes em quase todas as tecnologias modernas: de computadores pessoais e servidores a celulares, automóveis e eletrodomésticos. Mesmo que muitas vezes passem despercebidos, esses sistemas são fun- damentais para o funcionamento dos dispositivos digitais.

Um sistema operacional, ou simplesmente SO, é um conjunto de programas que atua como intermediário entre os usuários e o hardware do computador. Sua função principal é facilitar o uso dos recursos físicos da máquina — como processador, memória, dispositivos de entrada e saída — e oferecer uma plataforma para a execução de programas. Ao fazer isso, ele se comporta como uma camada de abstração: o usuário não precisa lidar diretamente com detalhes técnicos do funcionamento do computador, como códigos de máquina ou controle direto de dispositivos.

Dentre as funções mais importantes do SO, destacam-se o gerenciamento de processos (ou tarefas), que organiza a execução de múltiplos programas ao mesmo tempo; o gerenciamento da memória, que garante que cada aplicação utilize uma área segura e isolada; e a gerência de arquivos, que possibilita salvar, acessar e proteger informações armazenadas.

No sistema operacional Windows, todas essas funções estão presentes e organizadas de maneira visual para facilitar o acesso do usuário. O Windows, por exemplo, permite ao usuário alternar entre janelas de diferentes programas, acessar e controlar arquivos por meio do Explorador de Arquivos e usar a memória de forma controlada por trás das ações executadas. A lógica de funcionamento do Windows, portanto, é uma aplicação direta dos conceitos básicos de qualquer sistema operacional.

(MAZIERO, Carlos A. Sistemas operacionais: conceitos e mecanismos. Curitiba: UTFPR, 2020. Disponível em: https://wiki.inf.ufpr.br/maziero/livro.pdf. Acesso em: julho de 2025.)

Complete as lacunas a seguir.




I. O sistema operacional age como um(a) ________ entre o hardware e o usuário.


II. Um(a) ________ é um programa em execução, que utiliza recursos do sistema.


III. O sistema Windows permite múltiplas janelas ativas, caracterizando a função de ________.


IV. Para acessar pastas e arquivos no Windows, utiliza-se o gerenciador de ________. 




Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores.

Alternativas
Q3520396 Sistemas Operacionais
Texto para responder à questão.


O que é um Sistema Operacional?

Os sistemas operacionais estão presentes em quase todas as tecnologias modernas: de computadores pessoais e servidores a celulares, automóveis e eletrodomésticos. Mesmo que muitas vezes passem despercebidos, esses sistemas são fun- damentais para o funcionamento dos dispositivos digitais.

Um sistema operacional, ou simplesmente SO, é um conjunto de programas que atua como intermediário entre os usuários e o hardware do computador. Sua função principal é facilitar o uso dos recursos físicos da máquina — como processador, memória, dispositivos de entrada e saída — e oferecer uma plataforma para a execução de programas. Ao fazer isso, ele se comporta como uma camada de abstração: o usuário não precisa lidar diretamente com detalhes técnicos do funcionamento do computador, como códigos de máquina ou controle direto de dispositivos.

Dentre as funções mais importantes do SO, destacam-se o gerenciamento de processos (ou tarefas), que organiza a execução de múltiplos programas ao mesmo tempo; o gerenciamento da memória, que garante que cada aplicação utilize uma área segura e isolada; e a gerência de arquivos, que possibilita salvar, acessar e proteger informações armazenadas.

No sistema operacional Windows, todas essas funções estão presentes e organizadas de maneira visual para facilitar o acesso do usuário. O Windows, por exemplo, permite ao usuário alternar entre janelas de diferentes programas, acessar e controlar arquivos por meio do Explorador de Arquivos e usar a memória de forma controlada por trás das ações executadas. A lógica de funcionamento do Windows, portanto, é uma aplicação direta dos conceitos básicos de qualquer sistema operacional.

(MAZIERO, Carlos A. Sistemas operacionais: conceitos e mecanismos. Curitiba: UTFPR, 2020. Disponível em: https://wiki.inf.ufpr.br/maziero/livro.pdf. Acesso em: julho de 2025.)
Sobre as funções desempenhadas pelo sistema operacional Windows, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: B
4: B
5: D
6: C
7: A
8: D
9: C
10: A
11: D
12: C
13: D
14: D
15: B
16: D
17: D
18: D
19: C
20: D