Questões de Concurso Público Prefeitura de Miracema - RJ 2024 para Professor Ensino Fundamental 2º Segmento - História

Foram encontradas 7 questões

Q3421197 História
A chegada dos portugueses representou para os índios uma verdadeira catástrofe. Vindos de muito longe, com enormes embarcações, os portugueses e em especial os padres foram associados na imaginação dos tupis aos grandes xamãs, que andavam pela terra, de aldeia em aldeia, curando, profetizando e falando de uma terra de abundância. Os brancos eram ao mesmo tempo respeitados, temidos e odiados, como homens dotados de poderes especiais.
(FAUSTO, 2002, p. 16.)

A constatação de que o encontro das culturas ameríndia e lusitana trouxe em seu escopo tragédias infindáveis é bem antiga. E, apesar de ainda suscitar estudos e discussões, pode-se afirmar que: 
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Q3421198 História
Orientando toda a estratégia de desenvolvimento econômico de Juscelino havia um conjunto de “metas” gerais de produção, definidas formalmente em 1958. Não se tratava de um plano completo, mas de um conjunto de metas que determinados setores deveriam alcançar. O governo foi pragmático na execução de seu programa, ressaltando alguns setores, e decidindo na prática ignorar algumas áreas que tinham sido incluídas nominalmente no Plano de Metas.
(Skidmore, 2010, p. 205.)

Juscelino Kubitschek (JK) assumiu a Presidência da República em 1956, com a missão de implantar o programa de desenvolvimento que o Brasil ainda não havia vivido. Esse programa estava representado no Plano de Metas, que tinha, dentre suas diretrizes: 
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Q3421199 História
Por trás da barulheira e da agitação com as obras de reformulação da capital estava a rotina de um país que substituíra o açúcar pelo café na pauta de exportação, que deixara de ter escravos para ter ex-escravos, imigrantes e trabalhadores nacionais trabalhando no pesado e onde os barões do Império viraram ministros da República. Por trás do discurso do progresso estava a preocupação com a ordem, uma ordem que excluía a muitos da cidadania plena e que hierarquizava a sociedade como um todo. Nos sertões, outra forma de sonho de uma ordem diferente se esboçava: alguns, cansados da vida dura que levavam no campo, tentaram construir um mundo à parte, fora da ordem que os excluía, um espaço onde as normas e a disciplina fossem de outra natureza. Para construir essa outra sociedade, levavam o que possuíam: sua gente, sua religiosidade, certamente diversa da doutrina oficial da Igreja católica, e sua fé na promessa de que a terra – ao menos aquela terra em que pisavam – seria, enfim, uma terra deles.
(NEVES, 1991. p. 67, 79-80.)

O contexto descrito no texto anterior refere-se, especificamente, a:
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Q3421201 História

Observe a imagem: 



35.png (287×165)


(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-63491743.)



Com a certeza de que os mortos seriam insultados pelo luto ou pela tristeza, o “Dia dos Mortos” celebra as vidas dos falecidos com comida, bebida, festas e atividades que os mortos apreciavam em vida. O “Dia dos Mortos” reconhece a morte como uma parte natural da experiência humana, uma continuação do nascimento, da infância. No “Dia dos Mortos”, os mortos também são parte da comunidade, despertados de seu sono eterno para compartilhar celebrações com seus entes queridos. O símbolo mais comum do “Dia dos Mortos” são provavelmente as calacas e calaveras (esqueletos e crânios), que aparecem em todos os lugares durante a festividade: em doces cristalizados, como máscaras de desfile, como bonecas. Calacas e calaveras são quase sempre retratados desfrutando a vida, muitas vezes em roupas extravagantes e situações divertidas. Dia dos Mortos.


(Disponível em: https://www.nationalgeographic.org/media/dia-de-los-muertos/.)



As diferentes sociedades e culturas do mundo têm distintas maneiras específicas de lidar com a morte. No México: 

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Q3421204 História
Seria conforto para os senhores de engenho e para os portugueses esgotados de dívidas conceder-lhes a Companhia alguma folga de tempo para refazerem o patrimônio arruinado pelas guerras e outras calamidades imprevistas. Se isto não for possível, aconselharia eu cobrarem-se as dívidas com maior brandura, mediante a venda dos açúcares, joias e outros bens móveis, mas não dos escravos e dos utensílios necessários ao fabrico do açúcar, nem dos bois, sem os quais não podem trabalhar os engenhos.
(NASSAU, Maurício de. Apud BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1974. p. 337-338.)

O texto anteriormente citado faz parte de um relatório sobre o Brasil, no qual Maurício de Nassau aconselha seus sucessores sobre como administrar o Brasil holandês. Nesse contexto: 
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Q3421205 História
A Doutrina de Segurança Nacional foi usada como justificativa para as Forças Armadas conservarem o poder após o golpe de 1964. Formulada nos EUA durante a Guerra Fria – sobretudo no National War College –, a ideologia da segurança nacional partia do princípio de que o Ocidente capitalista vivia em guerra permanente contra o comunismo. A agressão poderia vir do exterior, ou seja, de países comunistas, ou do interior da própria sociedade dos países ocidentais. Neste caso, tratava-se do “inimigo interno” – cidadãos do próprio país que professavam a ideologia comunista. Segundo a ideologia de segurança nacional: 
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Q3421206 História
Conforme a ideologia de garantir a retomada do processo democrático e, ao mesmo tempo, de buscar a institucionalização do regime, uma particularidade dos governos militares brasileiros foi ancorar seus atos em leis, por mais discricionárias que fossem, que lhes davam uma aparência de legitimidade. Não foi diferente com a censura, que formalmente se fundava em leis. A principal delas e mais acionada foi uma norma que estava em vigor desde o período democrático, o Decreto nº 20.493 de 1946, que regulava a censura em questões de moralidade e bons costumes, e que só deixou de vigorar com a vigência da Constituição de 1988.
(REIMÃO, 2011.)

É possível notar essa preocupação do governo militar (1964-1985) em legalizar suas ações, respaldando-as através de atos institucionais, por exemplo. Dessa forma, podemos afirmar que:
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Respostas
1: A
2: C
3: A
4: D
5: D
6: B
7: C