Questões de Concurso Público Prefeitura de Esmeraldas - MG 2024 para Professor da Educação Básica - Anos Finais do Ensino Fundamental- Licenciatura em História

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Q3353843 História
[...] A vinda da Corte, com a instalação do estado português no Centro-Sul, daria início à transformação da colônia em “metrópole interiorizada”. Como uma metrópole, a Corte do Rio dava continuidade a uma estrutura política e administrativa da colônia, uma vez que as províncias do Norte e Nordeste continuavam sendo controladas e exploradas pela “metrópole” do Centro- -Sul. Naquelas duas regiões, houve um aumento dos impostos sobre a exportação do açúcar, tabaco, algodão e couros, criando uma série de tributações que sobrecarregavam as províncias no Norte e Nordeste, a fim de custear as despesas da Corte com o funcionalismo, obras públicas e suas despesas com as guerras na Guiana e no Prata. Para essas províncias parecia a mesma coisa dirigirem-se para Lisboa ou para o Rio. (DIAS, 1982, p. 160-184.)
Segundo a vertente da ideia de “metrópole interiorizada”, a presença da Corte no Rio de Janeiro teria transferido de Lisboa para um ponto específico do país o papel de colonizar o resto do território. A partir dessa ideia, considera-se que: 
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Q3353844 História
Os movimentos republicanos na América do Sul foram marcados por grande instabilidade, com destaque para numerosos golpes de Estado que levaram os militares ao poder. Foi no início do século XX que as figuras do diplomata e do militar ganharam importância, a fim de consolidar o interior desses espaços estratégicos [...]. Trata-se de afirmar o papel do Estado nacional nas fronteiras sul-americanas, pouco ou nada ligado às capitais e centros econômicos. A Primeira Guerra Mundial também foi uma oportunidade para muitos países, como Brasil e Argentina, reacenderem tensões históricas. (WASSERMAN, C., 2010.)
Em relação a essas “tensões históricas que se reacenderam entre Brasil e Argentina”, podemos citar como exemplo:
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Q3353845 História
Para aqueles que analisaram a ocupação do território na perspectiva do isolamento dos primeiros núcleos coloniais, a fixação dos portugueses no litoral era uma condição de sobrevivência, pois: [...]. Fixar-se junto às águas do Atlântico, dessas mesmas águas que também banham as costas lusitanas, constituía, até certo ponto, um gesto de sobrevivência e manifestação de uma esperança; afastar-se desse litoral e embrenhar-se pelo sertão desconhecido, planalto a dentro, era sujeitar-se a perigos de toda a ordem e a contratempos inimagináveis [...]. Em última palavra, trata-se de escolher entre a Vida e a Morte. As necessidades materiais exigiam essa permanência na costa.
(AZEVEDO, 1994, pp. 30-1.)
É consenso entre alguns historiadores de diferentes correntes historiográficas que a configuração territorial do Brasil nos séculos XVI e XVII tenha sido marcada pela litoraneidade. Essa organização socioespacial do Brasil colonial, principalmente no período das capitanias hereditárias:
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Q3353846 História
É importante perceber como a apropriação e a troca entre culturas se desenvolvem, fazendo com que não seja possível, por vezes, afirmar um lugar social estático e permanente para o tratamento de certo grupo. As experiências culturais são necessariamente intercambiantes e fenômenos culturais desse tipo são comuns nos países americanos, podendo-se citar, por exemplo, as culturas nativas do México e as tradições religiosas dos povos andinos, que conjugam a sua raiz axiológica com a tradição cristã.
(In: Debatendo o conceito de diversidade cultural. Acesso em: julho de 2024.)
Para explicar as dinâmicas culturais contemporâneas na América Latina, Garcia Canclini (2000) propõe o termo “culturas híbridas”, entendidas como processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas distintas, que existiam separadamente, são combinadas para gerar novas estruturas, objetos e práticas. Dessa forma:
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Q3353849 História
Um viés de estudo histórico considera circulação de livros proibidos na monarquia portuguesa do século XVIII como o caminho da “influência ilustrada”. Desde que foi comprovado o acesso de muitos indivíduos no Brasil a livros de pensadores ilustrados e publicistas franceses, a partir do estudo da “biblioteca de inconfidentes”, levantou-se a hipótese de que uma leitura de Rousseau, de Montesquieu ou Voltaire teria estabelecido um campo conceitual comum para publicistas, oradores religiosos ou deputados (da Câmara ou da Assembleia Constituinte de 1823).
(NOVAIS, Fernando A. O Brasil nos quadros do Antigo Sistema colonial. In: MOTA, Carlos Guilherme. Brasil em perspectiva. 4.ed. São Paulo: Difel, 2003.)
Além das fontes libertárias advindas da literatura europeia “Proibida”, que chegava ao país, admite-se também que:
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Q3353851 História
A década de 1980 é famosa nos livros de história. Chamada de “década perdida”, esse período se tornou um grande marco também no Brasil, especialmente por ter sucedido o que ficou conhecido como “milagre econômico brasileiro”. Ao final dos anos 80, formara-se, no Brasil, uma forte convicção de que somente a autonomia decisória de um presidente legitimado pelo voto direto começaria a repor o país nos eixos.
(LAMOUNIER, Bolívar, 1991.)
A famosa “década perdida” teve, entre outras características, o fato de:
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Respostas
1: A
2: A
3: D
4: C
5: B
6: D