A África era considerada um continente a-histórico por excelência. Hegel (1770-1831) definiria, explicitamente, essa posição
em sua “Filosofia da História”, onde afirmava que: “A África não
é parte da história do mundo. Não tem movimentos, progressos
a mostrar, movimentos históricos próprios dela. Isto quer dizer
que sua parte setentrional pertence ao mundo europeu ou
asiático. Aquilo que entendemos precisamente pela África é o
espírito a-histórico, o espírito não desenvolvido, ainda envolto
em condições naturais e que deve ser aqui apresentado apenas
como no limiar da história do mundo”.
(Apud FAGE, J.D., in.: KI- ZERBO. J. 1982, p. 480. Adaptado.)
A ausência de estudos sobre a África foi uma das grandes
lacunas no sistema educacional brasileiro por muito tempo. A
inclusão dessa história nos meios acadêmicos e escolares
representa: