Questões de Concurso Público Prefeitura de Caeté - MG 2022 para Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental

Foram encontradas 9 questões

Q4087249 Pedagogia
O compromisso dos professores e das instituições de educação infantil é observar e interagir com as crianças e seus modos de expressar e elaborar saberes. Com base nesse processo dinâmico de acolhimento dos saberes infantis, está a ação dos docentes em selecionar, organizar, refletir, mediar e avaliar o conjunto das práticas cotidianas que se realizam na escola, com a participação das crianças. A partir disso, o professor promove interações das crianças com conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, por meio do planejamento de possibilidades e oportunidades que se constituem a partir da observação, dos questionamentos e do diálogo constante com as crianças. Na docência da educação infantil, educar e cuidar:

I. São independentes, pois algumas crianças necessitam de mais atenção e cuidados do que as outras, sendo o cuidado concretizado nas situações cotidianas de interações, sono, alimentação e repouso.
II. São complementares e indissociáveis; constituem os pilares que sustentam as ações pedagógicas realizadas em creches e pré-escolas.
III. Partem da vinculação entre o saber e o saber fazer, uma vez que as necessidades apresentadas no contexto da educação infantil não permitem que uma dimensão anteceda a outra.
IV. Partem da alternância entre o saber e o saber fazer, sabendo- -se que as características das crianças da educação infantil demandam que a ação pedagógica de educar seja precedida necessariamente do cuidado.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4087250 Pedagogia
Baseada na experiência dos EUA, especialista considera
contraproducente a polêmica do MEC
sobre métodos de alfabetização

(Redação, 3 de abril de 2019.)

O debate sobre o melhor método para a alfabetização infantil retomou força no Brasil. As novas autoridades políticas e educacionais acreditam que letramento e construtivismo são teorias políticas e ideológicas, não educacionais. Por isso, defendem uma prática baseada no método fônico. O que pensa sobre a polêmica? Sei que esse é um tópico atual de preocupação no Brasil, mas deixe-me responder baseada no processo e na experiência nos Estados Unidos, que, evidentemente, conheço melhor. Por aqui, o conflito sobre métodos de alfabetização para ensinar a leitura é visto hoje, ao menos nos ambientes educacionais mais respeitados, como algo supervalorizado de forma contraproducente. É muito lamentável ver questões educacionais que precisam ser resolvidas com estudos, pesquisas e avaliações sérias e detalhadas de resultados associadas, direta ou indiretamente, a posições políticas. A fonética, ou método fônico, não é um método “de direita”, nem tampouco a atenção ao significado de textos e oportunidades para desenvolver habilidadeslinguísticas constitui uma abordagem “de esquerda”. O que as crianças precisam, a rigor, é de uma série de oportunidades para aprender a serem bons leitores, com compreensão efetiva dos textos. E o processo para a construção dessas oportunidades certamente inclui linguagem rica, envolvimento com o texto, acesso à instrução e prática com o princípio alfabético. Nenhum desses itens é mais ou importante que o outro. Quando a disputa se torna política, as pessoas se alinham de um lado, por paixão, e deixam de perceber e de apreciar o que há de valor científico ou metodológico na posição do outro. E aí a questão técnica e o reconhecimento das verdadeiras necessidades das crianças são abandonados ou ficam desequilibrados.

(Disponível em:https://revistaeducacao.com.br/2019/04/03/ mecalfabetizacao-2/. Acesso em: 26/07/2022.)

A polêmica parece estar sobretudo em dois pontos de divergência: a divergência sobre como orientar a aprendizagem de forma direta e explícita, no paradigma fonológico, ou de forma indireta, no paradigma construtivista. No paradigma construtivista, alfabetizar constitui-se de um conjunto de procedimentos, tais como:

I. A criação de condições para que a criança interaja intensamente com a escrita, com estímulo à descoberta da natureza da escrita, em uma perspectiva analítica e com contexto.
II. A proposta de situações-problema que levem a criança a experimentar a escrita, construindo hipóteses sobre sua natureza.
III. A proposição de abordagens sintéticas para que a criança compreenda o sistema de escrita dos elementos menos complexos aos mais complexos como, por exemplo, primeiro as vogais, depois as consoantes.
IV. O incentivo à reflexão diante de uma hipótese inadequada, indicando a necessidade de sua desconstrução ou reformulação, em uma perspectiva da alfabetização pela imagem.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4087251 Pedagogia
No contexto da educação infantil, o educador pode facilmente perceber que, desde bem pequenas, as crianças apresentam atitudes de interesse em descobrir o mundo que as cerca. A atitude curiosa, a busca de respostas que se manifestam nas perguntas frequentes e a inquietude característica da infância, provocando nos profissionais a disposição para estimular e orientar as experiências por elas vivenciadas. Pensar sobre isto implica reinventar cotidianamente o fazer pedagógico, para que neles se deem as interações do sujeito com o mundo físico e social, oportunizando-lhe construir, desconstruir e reconstruir os conhecimentos necessários à sua condição de cidadão. Assumindo essa perspectiva, o educador infantil precisa:
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Q4087252 Pedagogia
Entre os vários sistemas de escrita, o sistema alfabético se diferencia dos demais por sua relação com a cadeia sonora da fala, que ele representa. Assim, para aprender a ler e a escrever, é necessário que o aprendiz volte sua atenção para os sons da fala, e tome consciência das relações entre eles e sua representação gráfica, tanto no nível da palavra quanto no nível das relações fonema-grafema; por outro lado, para compreender e produzir textos, é necessário que a atenção se volte para o texto escrito, as peculiaridades estruturais e linguísticas que distinguem do texto oral. Para aprender a ler e a escrever, e para se tornar um leitor e um produtor de textos competente, o aprendiz precisa desenvolver a consciência metalinguística, que significa desenvolver a:
Alternativas
Q4087254 Pedagogia
O século XXI chegou e trouxe muitas novidades: mudanças tecnológicas; globalização em ritmo acelerado; transformações em valores; atitudes e comportamentos na sociedade e nas instituições; além de uma visão modificada da infância e das crianças. As pressões sobre as crianças começam cedo. A principal delas é a aquisição intelectual precoce, ou seja, precipitar a aquisição das habilidades acadêmicas, como a leitura e a escrita, juntamente com outros compromissos, não lhes restando tempo para serem crianças. A falta de tempo dos adultos em não permitir que elas se sujem ou sujem a casa, fazendo com que as brincadeiras, muitas vezes, fiquem restritas aos jogos eletrônicos e atividades em computador. Considerando o contexto com que a maioria das crianças chegam na educação infantil, entende-se a ludicidade na perspectiva de, EXCETO:
Alternativas
Q4087255 Pedagogia
A sexualidade apresenta-se também na escola de educação infantil como um grande desafio, sobretudo pela transformação que promove na prática educativa ao desvelar os ocultamentos e silenciamentos sobre a temática. Expressa por crenças, atitudes, valores, papéis e relacionamentos é produto de um trabalho permanente de ocultação, de dissimulação ou de mistificação na escola, um reflexo do que se produz da mesma forma na sociedade. Resgatando a etimologia de “infans” (do latim e com o significado que não fala), não é possível compreendermos a sexualidade infantil como aquela que não fala e sobre a qual não se pode falar. Nos Referenciais Curriculares para a Educação Infantil, orienta-se sobre a sexualidade que, EXCETO:
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Q4087256 Pedagogia
As atividades lúdicas são extremamente importantes no aprendizado das crianças, pois são atividades que reúnem, interessam e exigem concentração das crianças. A partir de jogos, brinquedos e brincadeiras, a criança consegue criar, imaginar, fazer de conta, experimentar, medir, enfim, aprender. Através de brinquedos, jogos e brincadeiras, a criança tem a oportunidade de se desenvolver, pois além de ter a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia estimuladas, ainda desenvolve a linguagem, a concentração e a atenção. O brincar contribui para que a criança se torne um adulto eficiente e equilibrado. Além disso, as crianças aprendem muito mais se o conteúdo for apresentado em forma de jogos ou brincadeiras. Sobre os jogos, as brincadeiras e os brinquedos, analise as afirmativas a seguir.

I. A principal característica do jogo é a presença de regras, o que implica na ausência da imaginação. Assim, podemos afirmar que o jogo como atividade pedagógica é uma atividade incompleta, apesar de que a aprendizagem da criança ganhe novas possibilidades por meio da vivência, da troca de conhecimentos com os colegas, do exercício da expressividade e de sua experiência corporal.
II. A brincadeira está associada à ação livre e espontânea da criança. Enquanto no jogo o primeiro elemento característico que aparece é a regra, na brincadeira é a imaginação. Também há regras na brincadeira, mas elas são mais flexíveis e mutáveis.
III. Enquanto os jogos já trazem consigo regras predeterminadas, que os participantes podem modificar ou não, as regras das brincadeiras não são preestabelecidas, pois são criadas assim que cada brincadeira se inicia.
IV. No brinquedo, a criança opera com significados desligados dos objetos e ações que estão habitualmente vinculados; entretanto, uma contradição muito interessante surge, uma vez que, no brinquedo, ela inclui também ações reais e objetos reais. As ações da criança serão guiadas mais por suas ideias do que pelo objeto em si. Dessa forma, podemos concluir que o brinquedo não reproduz apenas objetos, mas também realidades sociais.

Está correto o que se afirma em
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Q4087257 Pedagogia
Nunca se escreveu tanto, tão errado e se interpretou tão mal

(Otávio Pinheiro.)

    A pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional, conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, aponta que apenas 22% dos brasileiros que chegaram à universidade têm plena condição de compreender e se expressar. Na prática, esses jovens adultos estão no chamado nível proficiente, o mais avançado estágio de alfabetismo. São leitores capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Mais ainda, compreendem e elaboram textos de diferentes modalidades (email, descrição e argumentação) e estão aptos a opinar sobre um posicionamento ou estilo de autores e textos. Em contrapartida, a pesquisa de 2016 aponta que 4% dos universitários estão no grupo dos analfabetos funcionais.
    Os dados de leitura, escrita e interpretação no Brasil ajudam a entender algumas origens desse baixo índice de letramento como, por exemplo, os resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014, que mostra que 537 mil alunos zeraram a redação da prova [...] e em 2017, por sua vez, 309 mil zeraram a redação, e apenas 53 tiraram a nota máxima.

(Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2018/07/ nunca-se-escreveu-tanto-tao-errado-e-se-interpretou-tao-mal.shtml. Acesso em: 22/07/2022.)

Os problemas relacionados na reportagem têm como base questões bem complexas, sociais e econômicas, além das educacionais. Particularmente, temos que o professor deve ser alfabetizador no sentido estrito durante todo o processo de escolarização. O professor alfabetizador precisa, dentre outros fatores, ter um bom conhecimento do nosso sistema gráfico para poder melhor sistematizar o ensino, para entender as dificuldades ortográficas de seus alunos e para auxiliá-los a superá-las. A língua portuguesa tem uma representação gráfica alfabética com memória etimológica. Isto significa dizer que: 

I. As unidades gráficas – letras – representam basicamente unidades sonoras como as consoantes e as vogais, e não palavras ou sílabas.
II. A escrita alfabética tem, como princípio geral, a ideia de que cada unidade sonora será representada por uma determinada letra e de cada letra representará uma unidade sonora.
III. O princípio da memória etimológica toma como critério para fixar a forma gráfica de certas palavras não apenas as unidades sonoras que as compõem, mas também sua origem.
IV. Ao operar também com a memória etimológica, o sistema gráfico relativiza o princípio geral da escrita alfabética, a relação unidade sonora-letra não será 100% regular, introduzindo uma certa faixa de representações arbitrárias.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4087258 Pedagogia
Os sistemas de ensino que surgiram e continuam a surgir tomam como fundamentos concepções teóricas sobre a educação da infância criadas ao longo da história da educação infantil. São concepções desenvolvidas por teóricos em diferentes épocas e lugares que, em alguns casos, completam-se e, em outros, distanciam-se. Como docente, é necessário conhecer as linhas básicas destas concepções que permeiam a educação no seu estado atual, pois, somente assim, há condições de analisar e criticar de forma criativa sua função, já que fará tal reflexão não apenas a partir dos pressupostos institucionais, mas também sob a luz dos pressupostos filosóficos que as sustentam. Uma das concepções a que referimos foi fundamentada por Celestin Freinet, no mundo contemporâneo, cujas bibliografia e ideia estão contempladas na seguinte afirmativa:
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: B
4: B
5: C
6: A
7: D
8: A
9: D