Questões de Concurso Público Itaipu Parquetec 2022 para Analista Jr - Conteudista

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Q4049202 Literatura
O que está por trás do ‘Baile de Favela’ apresentado por Rebeca Andrade na Olimpíada de Tóquio


Um dos principais ritmos da periferia paulistana, o funk de MC João veio acompanhado do clássico “Tocata e Fuga”, de Johann Sebastian Bach.

   Rebeca Andrade fez história nesta quinta-feira (29), ao levar “Baile de Favela” ao pódio da Olimpíada de Tóquio. A ginasta conquistou a medalha de prata na final individual geral da ginástica artística. Mas sua trajetória com o funk no solo começou em 2016, quando o coreógrafo da seleção brasileira Rhony Ferreira viu no ritmo uma oportunidade.    Um dos principais sons da periferia paulistana, o funk traz representatividade para alguns atletas como Rebeca. Mas ele não estava sozinho na composição para a apresentação da ginasta. A música de MC João veio acompanhada do clássico “Tocata e Fuga”, de Johann Sebastian Bach, um dos principais nomes na música erudita. A produção ficou a cargo do maestro Misa Jr.

(Disponível em: https://cultura.uol.com.br/olimpiadas/noticias/2021/07/29/631_oque-esta-por-tras-do-baile-de-favela-apresentado-por-rebeca-andradena-olimpiada-de-toquio.html.)


Imagem associada para resolução da questão



(Disponível em: https://dol.com.br/charge-do-dia/665189/baile-defavela-rebeca-andrade-e-prata?d=1.)



A arte, nas suas mais distintas manifestações, historicamente, foi um instrumento de resistência cultural. A ideia proposta de associar elementos populares com eruditos e estrangeiros já havia sido preconizada pelo Modernismo brasileiro, em 1922. No panorama efervescente da cultura brasileira, qual movimento melhor traduziu tal ideário?
Alternativas
Q4049665 Literatura
A linguagem poética presente no texto confere características específicas ao gênero a que pertence. 


Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade. Disponível em: http://www.citador. pt/poemas/ausencia-carlos-drummond-de-andrade.)

A partir do enunciado da questão e da leitura do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4049666 Literatura
A linguagem literária possui essencial protagonismo para que efeitos sugestivos sejam alcançados nos textos literários. Leia um trecho do poema de Cruz e Souza: 

Antífona
Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras...
Formas do amor, constelarmente puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas...
Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume... Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
(CRUZ E SOUSA, João da. Missal/Broquéis. Organização de Ivan Teixeira. São Paulo: Martins Fontes, 1993. Fragmento.)


A partir da leitura e considerando os recursos empregados para o estabelecimento da estética da linguagem, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4049668 Literatura
Leia, a seguir, o fragmento do texto “Bodas de sangue”, de Federico García Lorca.
NOIVO (entrando) — Mãe. MÃE — Que é? NOIVO — Já vou. MÃE — Aonde? NOIVO — Para a vinha. (Vai sair.) MÃE — Espere. NOIVO — Quer alguma coisa? MÃE — Filho, o almoço. NOIVO — Deixe. Vou comer uvas. Me dê a navalha. MÃE — Para quê? NOIVO (rindo) — Para cortá-las. MÃE (entre dentes e procurando-a) — A navalha, a navalha... Malditas sejam todas as navalhas, e o canalha que as inventou.    NOIVO — Vamos mudar de assunto.    MÃE — E as espingardas e as pistolas, e a menorzinha das facas, e até as enxadas e os ancinhos do roçado.    NOIVO — Bom.    MÃE — Tudo o que pode cortar o corpo de um homem. Um homem bonito, com sua flor na boca, que vai para as vinhas ou para os olivais que tem, porque são dele, herdados...      NOIVO (baixando a cabeça) — Chega, mãe.     MÃE — ... e esse homem não volta. Ou, se volta, é só para que a gente lhe ponha uma palma por cima, ou um prato de sal grosso, para não inchar. Não sei como você se atreve a levar uma navalha no corpo, nem sei como ainda deixo essa serpente dentro do baú.    NOIVO — Já não chega?    MÃE — Nem que eu vivesse cem anos, não falaria de outra coisa. Primeiro seu pai, que cheirava a cravo; e só o tive por três anos, tão curtos. Depois, seu irmão. E é justo? E é possível que uma coisa tão pequena como uma pistola ou uma navalha possa dar cabo de um homem, que é um touro? Não vou me calar nunca. Os meses passam e o desespero me perfura os olhos e pica até nas pontas do cabelo.     NOIVO (forte) — Vamos parar?     MÃE — Não. Não vamos parar. Alguém pode me trazer seu pai de volta? E seu irmão? E depois, o presídio. Mas o que é o presídio? Lá se come, lá se fuma, lá se toca música! Os meus mortos cobertos de grama, sem fala, viraram pó; dois homens que eram dois gerânios... Os assassinos, no presídio, folgados, olhando a paisagem...
(FEDERICO GARCÍA LORCA, Bodas de sangue. São Paulo: Abril Cultural, 1977. Fragmento.)

Considerando os recursos de representação do gênero apresentado, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4049671 Literatura
O trecho a seguir registra a cena inicial do conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis. Leia-o observando as características pertencentes a tal gênero literário.
    Deolindo Venta-Grande (era uma alcunha de bordo) saiu do arsenal de marinha e enfiou pela rua de Bragança. Batiam três horas da tarde. Era a fina flor dos marujos e, de mais, levava um grande ar de felicidade nos olhos. A corveta dele voltou de uma longa viagem de instrução, e Deolindo veio à terra tão depressa alcançou licença. Os companheiros disseram-lhe, rindo:      – Ah! Venta-Grande! Que noite de almirante vai você passar! ceia, viola e os braços de Genoveva. Colozinho de Genoveva...     Deolindo sorriu. Era assim mesmo, uma noite de almirante, como eles dizem, uma dessas grandes noites de almirante que o esperava em terra. Começara a paixão três meses antes de sair a corveta. Chamava-se Genoveva, caboclinha de vinte anos, esperta, olho negro e atrevido. Encontraram-se em casa de terceiro e ficaram morrendo um pelo outro, a tal ponto que estiveram prestes a dar uma cabeçada, ele deixaria o serviço e ela o acompanharia para a vila mais recôndita do interior.      A velha Inácia, que morava com ela, dissuadiu-os disso; Deolindo não teve remédio senão seguir em viagem de instrução. Eram oito ou dez meses de ausência.
(Histórias sem data. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento.)

Sobre o gênero literário a que pertence o fragmento apresentado, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Pertence ao grupo dos gêneros narrativos ficcionais. ( ) A sequência de fatos reflete uma relação de causa e efeito. ( ) A descrição é importante, assim como o emprego de adjetivos e pontuação na exploração do significado de cada expressão.


A sequência está correta em
Alternativas
Q4049673 Literatura
Considerando-se que, a partir da literatura, a linguagem pode produzir efeitos estéticos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A literatura, tipo de arte, utiliza o código verbal, seja ele falado ou escrito.

( ) Os textos literários têm como característica importante, que assim os define como tal, a apresentação de sequências temporais delimitadas.

( ) Os textos para teatro se destinam a ser representados e, por isso, não podem ser classificados como textos literários, mas pertencentes ao gênero dramático.



A sequência está correta em
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: D
4: C
5: D
6: A