Questões de Concurso Público ISGH 2022 para CCC - Fisioterapeuta
Foram encontradas 30 questões
A imobilidade pode causar várias complicações que influenciam na recuperação de doentes críticos, incluindo atrofia e fraqueza muscular esquelética. Esse efeito pode ser amenizado com a realização de mobilização precoce. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Mobilização Precoce em Unidade de Terapia Intensiva (2019), são indicadores prognósticos corretos, EXCETO:
As taxas de Pneumonia Associadas à Ventilação Mecânica (PAVM) podem variar de acordo com a população de pacientes e os métodos diagnósticos disponíveis. Contudo, vários estudos demonstram que a incidência dessa infecção aumenta com a duração da VM e apontam taxas de ataque de, aproximadamente, 3% por dia durante os primeiros cinco dias de ventilação e depois 2% para cada dia subsequente. Entre as considerações a respeito do tema, incluindo as medidas de controle, considera-se medida específica recomendada para prevenção de pneumonia:
Apesar de toda perspectiva histórica permeada de incertezas sobre o efeito da posição prona em relação aos desfechos clínicos, em junho de 2013, foi publicado o estudo Proseva, no qual os pacientes com PaO2/FiO2 < 150 mmHg utilizando FiO2 > 0,6 foram alocados randomicamente em dois grupos. O grupo ventilação prona 28 dias após a randomização, apresentou redução significativa da mortalidade quando comparado ao grupo controle – posição supina. Sendo assim, com base neste estudo, e outros, a posição prona possui evidências sobre sua eficácia e, a melhora significativa das trocas gasosas é atribuída a:
“Após a retirada do paciente da VM, o uso do CPAP tem sido associado à reversão de atelectasias, à melhora dos volumes pulmonares e à oxigenação, além da prevenção de pneumonias e tratamento de insuficiência respiratória hipoxêmica moderada.” Considerando o uso da Ventilação Não Invasiva (VNI) no pós-operatório de cirurgia cardíaca, analise as afirmativas a seguir.
I. O uso da VNI tem se mostrado eficaz na estabilização e na melhora da função pulmonar e na redução das taxas de reintubação traqueal, nos incrementos na oxigenação e na relação V/Q.
II. Clinicamente, o sucesso no uso da VNI, na Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA), se traduz na melhora do desconforto respiratório e das trocas gasosas na primeira hora de instituição da terapia; caso contrário, se houver piora do quadro, a intubação orotraqueal deverá ser considerada.
III. Além do CPAP, outras modalidades ventilatórias como ventilação com binível pressórico, RPPI e PSV + PEEP têm boa aplicabilidade no pós-operatório de cirurgia cardíaca; entretanto, o consenso é que quando comparada ao binível, o CPAP demonstrou menor eficácia em reverter processos hipoxêmicos e melhorar a eficácia da tosse, facilitando a eliminação de secreções brônquicas.
IV. O desenvolvimento de insuficiência respiratória no período pós-operatório tem como principais causas processos pulmonares de colapso e infiltrativos, exceto em pacientes com disfunção miocárdica prévia.
Está correto o que se afirma apenas em
Pacientes com Doenças Neuromusculares (DNM) dificilmente apresentam parâmetros ventilatórios típicos para iniciar o desmame da Ventilação Mecânica (VM) e são incapazes de obter sucesso no Teste de Respiração Espontânea (TRE), sendo, consequentemente, submetidos à traqueostomia. Os pacientes neuromusculares normalmente acumulam secreção nas vias aéreas em virtude da ineficácia do mecanismo de tosse e da fraqueza dos músculos respiratórios –duas potenciais causas de falhas de desmame. Assinale, a seguir, o valor obtido pelo pico de fluxo expiratório que justifique a falha no desmame de um paciente com DNM:
A utilização da CIF no ambiente de UTI tem sido disseminada, mas, ainda, poucos estudos abordam sua aplicabilidade em ambiente hospitalar. Os pacientes internados em UTI apresentam diversas alterações estruturais e funcionais do corpo, as quais, apesar de diagnosticadas, não são avaliadas muitas vezes, com reprodutibilidade entre os profissionais de saúde. Considerando que utilizar a CIF na visão qualitativa, enquanto modelo conceitual e na perspectiva quantitativa quanto à utilização das categorias para classificação dos componentes de saúde, é imprescindível para delinear o cuidado com pacientes críticos diante da heterogeneidade de acometimentos encontrados, assinale a afirmativa INCORRETA.
O modo ventilatório conhecido como NAVA – Ventilação Assistida com Ajuste Neural, tem sido relacionado ao aumento da sincronia paciente-ventilador durante a aplicação de ventilação mecânica invasiva e não-invasiva; sendo assim, é correto afirmar que:
A fraqueza muscular periférica adquirida na UTI é uma complicação frequentemente observada na prática clínica e merece ser investigada. Sua prevalência varia de 25 a 100% dos doentes críticos e essa grande variação depende da população estudada e dos fatores de risco existentes. Em relação à fraqueza muscular periférica adquirida, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Após a alta da UTI, a fraqueza acomete cerca de 65% dos pacientes ventilados mecanicamente durante 4 a 7 dias, 60% dos pacientes com SDRA e 35 a 76% dos pacientes com quadro séptico, implicando no aumento de mortalidade.
( ) Duas doenças distintas têm sido apontadas como determinantes da fraqueza generalizada em pacientes críticos – a polineuropatia e a miopatia. Como existe uma complexa combinação destas, sugere-se como mais apropriado para se referir a tal condição fraqueza adquirida na UTI ou polineuropatia do doente crítico.
( ) Fatores causais para essa condição são conhecidos dos fisioterapeutas que atuam em UTI e vão desde os BNMs aos antibióticos.
( ) O trofismo muscular pode ser mensurado pelas escalas funcionais MRC ou, ainda, pela dinamometria de preensão manual ou isocinética.
A sequência está correta em
São considerados modos automáticos que facilitam o desmame da ventilação mecânica, EXCETO:
Após a fase aguda da Covid-19 e na presença de estabilidade cardiorrespiratória e metabólica (preferencialmente nas primeiras 72 horas da doença crítica), o fisioterapeuta deverá estabelecer o plano terapêutico para preservar o estado funcional e/ou iniciar o processo de reabilitação com foco em ganho, a depender do diagnóstico e do prognóstico fisioterapêutico existente. Para definir possíveis critérios para realizar a progressão do protocolo, bem como para contraindicar sua realização, um consenso de especialistas desenvolveu um guia prático para identificar tais critérios. Trata-se de alto risco de eventos adversos para os protocolos de exercícios fora do leito: