Questões de Concurso Público UFS 2024 para Médico - Psiquiatria - Classe E

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Q3539246 Psiquiatria
Uma mulher branca, 76 anos, apresentava, há 3 meses, humor triste, redução do interesse em atividades prazerosas, preocupação excessiva com sua situação financeira, sentimentos de insegurança ao interagir com outras pessoas e dificuldades de concentração e de lembrar-se de palavras. Ela havia reduzido suas interações sociais, parado de frequentar o centro de terceira idade e desistiu de seu jogo de cartas semanal porque não conseguia se concentrar nem memorizar as cartas. Vinha percebendo esses esquecimentos há alguns meses. Havia perdido 3 quilos nos dois meses anteriores, e o sono era interrompido por períodos de insônia com ruminações angustiantes. No entanto, não aparentava prejuízo em sua independência nas atividades cotidianas (continuava pagando contas, cozinhando e mantendo autocuidados). A mulher tinha hipertensão, hiperlipidemia e história de oclusão coronária, para a qual recebera um stent. Durante o exame, ela parecia apática. Levou muito tempo para responder às perguntas; desenhou as horas de um relógio com espaçamento desigual, mas colocou os ponteiros de forma correta. Marcou 24 pontos no Miniexame de Estado Mental. Em um minuto, conseguiu pensar em 14 itens disponíveis em um supermercado, mas não conseguiu agrupar itens semelhantes. Um exame neurológico não acrescentou dados relevantes. Uma tomografia computadorizada (TC) da cabeça revelou hiperintensidades de substância branca periventricular e subcortical.

Além do transtorno depressivo, quanto ao quadro neurocognitivo apresentado pela paciente, qual alternativa apresenta a hipótese diagnóstica mais adequada, conforme o DSM-5-TR?
Alternativas
Q3539257 Psiquiatria
Maria é uma mulher de 35 anos que foi diagnosticada com depressão maior aos 20 anos. Ela relata ocorrência de episódios depressivos recorrentes desde a adolescência. O primeiro episódio depressivo de Maria ocorreu quando ela estava no ensino médio. Ela experimentou sintomas clássicos de depressão, como humor deprimido, anedonia, distúrbios do sono, perda de apetite e sentimentos de desesperança. Recebeu tratamento com psicoterapia e uma tentativa de antidepressivo tricíclico, que a ajudou a se recuperar após cerca de seis meses. Nos anos seguintes, Maria experimentou múltiplas recaídas de depressão, apesar de períodos intermitentes de estabilidade. Continuou a receber tratamento em forma de psicoterapia e, subsequentemente, com diferentes classes de antidepressivos, incluindo fluoxetina (até 60 mg/dia); escitalopram (até 20 mg/dia); desvenlafaxina (até 200 mg/dia), e associação desta com bupropiona 300 mg/dia (esquema que mantém até hoje), usados por, pelo menos, 6 semanas cada. Ela respondeu positivamente a alguns desses medicamentos em certos momentos, mas as melhorias foram frequentemente temporárias, e ela voltou a recair. Atualmente, Maria está enfrentando um episódio depressivo grave, que dura aproximadamente um ano. Ela expressa tristeza, sentimentos de desesperança e desamparo profundos, aumento de peso, sono fragmentado, isolamento, além dos sintomas prévios relatados. Refere ideação suicida, sem planejamento. Com o esquema medicamentoso atual (desvenlafaxina 200 mg/dia e bupropiona 600 mg/dia), notou melhora apenas em realizar tarefas simples do cotidiano e discreta melhora na volição. São estratégias válidas para a paciente apresentada, EXCETO
Alternativas
Respostas
1: E
2: D