Questões de Concurso Público Prefeitura de Barcarena - PA 2026 para Professor - Língua Portuguesa
Foram encontradas 15 questões
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, analise a situação-problema abaixo:
Sobre a atuação da Fifa na designação dos países sede da Copa do Mundo, imaginemos que dois jornais de expressividade regional (doravante Jornal A e Jornal B) publiquem as seguintes manchetes:
Manchete 1 (Jornal A)
“A Fifa priorizou aspectos financeiros na definição dos EUA como uma das sedes da Copa do Mundo em 2026”
Manchete 2 (Jornal B)
“A fome financeira da Fifa determinou a escolha dos EUA como uma das sedes do mundial em 2026”
Para a questão, analise a charge abaixo:
TEXTO II

(Fonte: NINIU. [Não existe racismo. Tanto que você está empregado, né segurança?]. Instagram: @chargesdoniniu. [S. l.], 13 ago. 2023. Disponível em: <https://www.instagram.com/chargesdoniniu/ >. Acesso em: 10 jul. 2026.)
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para responder à questão, analise os textos I e II:
Texto I

Texto II
“No Brasil, a diversidade linguística é uma marca cultural profunda, resultado de séculos de interações entre povos nativos, colonizadores europeus e imigrantes de várias partes do mundo [...] variações dialetais refletem as influências históricas, geográficas e culturais de cada região, tornando o português brasileiro uma língua rica em diversidade. Ao analisar os principais dialetos regionais do Brasil, torna-se evidente como essas variações desempenham um papel fundamental na identidade cultural de diferentes regiões”.
(CASTILHO, Divina Eterna. Variação linguística no Brasil: uma análise sobre os dialetos regionais. Revista Ilustração, Cruz Alta, v. 5, n. 10, p. 71 86, 2024. Disponível em: https://journal.editorailustracao.com.br/index.php/ilustracao/article/view/406. Acesso em: 17, jul., 2026.)
Quais princípios sociolinguísticos possibilitam relacionar as ideias do texto II à situação comunicativa apresentada na charge (texto I)?
I. Variação linguística diamésica, variação diacrônica, comunidade de fala e bilinguismo;
II. Variação linguística diatópica, heterogeneidade linguística, adequação comunicativa e pertencimento cultural;
III. Prestígio linguístico, variação diafásica, diferenças entre variedade de prestígio e variedade popular;
IV. Mudança linguística, variação individual (idioleto) e alternância de código;
V. Estigma linguístico, variação linguística situacional e preconceito linguístico.
Selecione uma alternativa correta.
Para responder à questão, leia o texto III.
Texto III
Durante uma viagem pelo Distrito de Bragança, o professor Joaquim resolveu passar uns dias na Vila Baticuteua. Ao conversar com os moradores do local, notou que uma mesma palavra podia apresentar pronúncias diversas, como o vocá bulo tia, que alguns falavam “tchia” e outros pronunciavam com o som inicial mais próximo de “tia”.
O professor também observou que havia variações no uso do “s”. Alguns indivíduos mais jovens produziam o “s” chiado no final de palavras, como em meninos, com som de “mininush”, ou no meio de vocábulos, como mesmo, pronunci ado “meshmu”. Outros falantes falavam o “s” sem chiado, pronunciando “mininus” e “mesmu”.
O Professor Joaquim concluiu que aquele seria um bom lócus de pesquisa para seus estudos sobre variação linguís tica fonética, que desenvolve no Núcleo de Fonética e Fonologia da Universidade Regional do Norte. Compreendendo que essas realizações são sistemáticas e condicionadas, resolveu iniciar seus registros em nota de campo para a constituição da proposta de pesquisa.
(Texto fictício)
Para responder à questão, leia o texto III.
Texto III
Durante uma viagem pelo Distrito de Bragança, o professor Joaquim resolveu passar uns dias na Vila Baticuteua. Ao conversar com os moradores do local, notou que uma mesma palavra podia apresentar pronúncias diversas, como o vocá bulo tia, que alguns falavam “tchia” e outros pronunciavam com o som inicial mais próximo de “tia”.
O professor também observou que havia variações no uso do “s”. Alguns indivíduos mais jovens produziam o “s” chiado no final de palavras, como em meninos, com som de “mininush”, ou no meio de vocábulos, como mesmo, pronunci ado “meshmu”. Outros falantes falavam o “s” sem chiado, pronunciando “mininus” e “mesmu”.
O Professor Joaquim concluiu que aquele seria um bom lócus de pesquisa para seus estudos sobre variação linguís tica fonética, que desenvolve no Núcleo de Fonética e Fonologia da Universidade Regional do Norte. Compreendendo que essas realizações são sistemáticas e condicionadas, resolveu iniciar seus registros em nota de campo para a constituição da proposta de pesquisa.
(Texto fictício)
Para a questão, leia o texto a seguir:
Texto IV
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso
[...]
(Adaptado de: CARLOS, Roberto; CARLOS, Erasmo. Debaixo dos caracóis dos seus cabelos. In: CARLOS, Roberto. Roberto Carlos. Rio de Janeiro: CBS, 1971.
Para a questão, leia o texto a seguir:
Texto IV
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso
[...]
(Adaptado de: CARLOS, Roberto; CARLOS, Erasmo. Debaixo dos caracóis dos seus cabelos. In: CARLOS, Roberto. Roberto Carlos. Rio de Janeiro: CBS, 1971.
Para a questão, analise a situação-problema abaixo:
Em uma noite, Maria, estudante de Letras, estava estudando Morfologia do português em sua cama. Depois de um tempo, ela adormeceu e teve um sonho interessante. Sonhou que estava em uma feira de invenções de objetos domésticos e lá encontrava produtos com nomes diferentes:
- desalisador: produto para enrolar o cabelo;
- cheirina: produto que deixa a casa cheirosa;
- desamassador: aparelho que desamassa roupas;
- antirrespingador: aparelho que impede respingos no fogão;
- frescador: aparelho que deixa o ambiente bem fresco;
- ensonador: aparelho que ajuda a pessoa a dormir.
Maria achou os vocábulos estranhos, mas conseguiu compreender todos os significados devido à estrutura das palavras.
Em uma atividade de análise sintática de orações, um aluno examinou o período a seguir:
“Embora muitos professores reconheçam que a avaliação formativa é essencial para a aprendizagem dos alunos, ainda há escolas em que se privilegiam atividades avaliativas focadas apenas na nota, sob uma abordagem punitiva e classificatória”.
Na compreensão do estudante, trata-se de um período composto por subordinação em que:
- A oração “Embora muitos professores reconheçam” é uma subordinada adverbial concessiva, pois apresenta um fato que poderia levar a uma conclusão diferente da apresentada na oração principal;
- A oração “que a avaliação formativa é essencial para a aprendizagem dos alunos” é classificada como subordinada substantiva objetiva direta, porque completa o sentido do verbo “reconheçam” e especifica aquilo que os professores percebem;
- A oração “ainda há escolas” é coordenada sindética adversativa, pois o “ainda” estabelece oposição à ideia da primeira oração;
- A oração “em que se privilegiam atividades avaliativas” é a principal, visto que apresenta o núcleo da informação;
- A oração “focadas apenas na nota” é uma subordinada adjetiva restritiva reduzida de particípio, que delimita as atividades privilegiadas.
Assinale a alternativa que apresenta a resposta docente adequada quanto à classificação das orações na análise do aluno.