Questões de Concurso Público CISTRI 2022 para Auxiliar de Regulação

Foram encontradas 45 questões

Q3679143 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Em relação à leitura do texto e suas inferências, analise as afirmativas a seguir:


I. O aumento de idosos é positivo quando comprova o aumento da expectativa de vida, mas é negativo uma vez que provoca a existência de maiores desigualdades sociais.


II. No meio do século o percentual de idosos no Brasil superará a média mundial, o que demanda uma atenção maior hoje, em função da necessidade de se pensarem políticas públicas adequadas.


III. As mulheres apresentam expectativa de vida maior do que a dos homens, o que pode gerar problemas sociais, além de insegurança econômica.


Assinale 

Alternativas
Q3679144 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho. (L.1- 2)


Em relação ao segmento acima, analise as afirmativas as seguir:


I. Há uma relação de causalidade entre os dois períodos.


II. A intenção de produção de sentido é construir uma ironia.


III. Como a relação de oposição se dá no âmbito da causalidade, o segmento é paradoxal.


Assinale 

Alternativas
Q3679145 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

De acordo com a intenção do texto, somando-se os diversos discursos nele presentes, é correto afirmar que sua tipologia se classifica como texto
Alternativas
Q3679146 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12). (L.15-20)
O pronome sublinhado no período acima exerce papel 
Alternativas
Q3679147 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. (L.46-48)


O trecho sublinhado no período acima, em relação ao segmento anterior, desempenha papel de

Alternativas
Q3679148 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

... aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050... (L.11-12)
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no trecho acima tenha produzido resultado de acordo com a norma culta. Não leve em conta possíveis alterações de sentido.
Alternativas
Q3679149 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
Alternativas
Q3679150 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório. (L.59-64)


No período acima há 

Alternativas
Q3679151 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. (L.35-37)


A oração sublinhada no período acima se classifica como

Alternativas
Q3679152 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida. (L.11-14)


O segmento sublinhado no período acima exerce função sintática de

Alternativas
Q3679153 Saúde Pública

Segundo a Portaria GM/MS 2.048/2002, analise as afirmativas a seguir:


I. Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB) devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço.


II. Municípios Satélite, que realizam a atenção básica ampliada (PABA), devem desempenhar a mesma função dos municípios PAB, além de contar com área física específica para observação de pacientes, até 2 horas.


III. Municípios Sede de Módulo Assistencial, que realizam a atenção básica ampliada (PABA) e os procedimentos hospitalares e diagnósticos mínimos da média complexidade (M1), devem contar com Unidades Não Hospitalares de Atendimento às Urgências.


Assinale

Alternativas
Q3679154 Saúde Pública

De acordo com a Portaria 1.600/GM/MS/11, analise as afirmativas a seguir:


I. A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna.


II. A Rede de Atenção às Urgências deve ser implementada, gradativamente, em todo o território nacional, respeitando-se critérios epidemiológicos e de densidade populacional.


III. O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de atenção.


Assinale

Alternativas
Q3679155 Administração Financeira e Orçamentária

Conforme estabelece a Portaria Federal 1.010/GM/MS/12, analise as definições a seguir:


I. Investimento: modalidade de repasse de recurso financeiro a ser utilizado tanto para investimento, quanto para custeio.


II. Incentivo: modalidade de repasse de recurso financeiro para construção, compra de unidades móveis, aquisição de equipamentos permanentes de saúde, de tecnologia de informação e mobiliário.


III. Custeio: modalidade de repasse de recurso financeiro para capacitação e educação permanente, manutenção das equipes efetivamente implantadas, reformas, insumos, manutenção de equipamentos e das unidades móveis de urgência.


Assinale

Alternativas
Q3679156 Saúde Pública
Com base no Manual de Capacitação do Samu, as UPAs 24h deverão assumir as responsabilidades listadas nas alternativas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Q3679157 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar

Em relação ao que estabelece a Grade de Referência da Rede Hospitalar, analise as afirmativas a seguir:


I. A capacidade instalada de cada unidade, conforme portarias, poderia estar aquém ou além da demanda estimada para o território macro, o que foi objeto de pactuação nos planos específicos e na PPI.


II. A unidade não poderá atender residentes não cobertos de outra região.


III. Não havendo pactuação, atenderá apenas a necessidade do próprio residente, mesmo com menor utilização da capacidade instalada.


Assinale

Alternativas
Q3679158 Noções de Informática
No que se refere aos conceitos básicos e modos de utilização de tecnologias, atualmente existe uma tendência para o uso de uma conexão-padrão nos dispositivos, para uso na integração de periféricos à configuração de notebooks e microcomputadores. Essa conexão, indicada na figura a seguir, é ilustrada pelos conectores do cabo empregado na integração de impressoras dos tipos laserjet e multifuncionais.
Essa conexão é conhecida pela sigla 
Alternativas
Q3679159 Noções de Informática

Durante a digitação de um texto no Word do pacote MS Office 2010 BR (x64), foram realizados dois procedimentos, descritos a seguir:


I. No primeiro parágrafo a sigla CISTRI foi selecionada e aplicado o estilo negrito, resultante da execução de um atalho de teclado.


II. Para finalizar, foi feita a verificação e a correção ortográfica do documento, por meio do acionamento de uma tecla de função.


Nessas condições, o atalho de teclado em I e a tecla de função em II são, respectivamente,

Alternativas
Q3679160 Noções de Informática
As planilhas das figuras (I) e (II) fazem parte de um mesmo arquivo criado no Excel 2010 BR.
● Em D6 da planilha CISTRI1 foi inserida uma expressão usando a função MAIOR para determinar o maior número entre todos nas células A4, A5, A6 e A7.
● Em C6 da planilha CISTRI2 foi inserida uma expressão que transporta o valor de D6 em CISTRI1 para C6 de CISTRI2.

As expressões inseridas em D6 de CISTRI1 e C6 de CISTRI2 são, respectivamente,
Alternativas
Q3679161 Noções de Informática
Para usar os aplicativos de correio eletrônico na internet e enviar e receber mensagens de e-mail, é necessário ter registrado no sistema uma conta de e-mail, que é criada a partir de regras bem definidas. Nesse contexto, uma conta válida que segue essas regras está indicada na seguinte opção: 
Alternativas
Q3679162 Noções de Informática
Entre os aplicativos empregados no uso dos recursos da internet, dois são muito usados na navegação de páginas da internet, sendo que nas versões atuais ambos suportam a execução do atalho de teclado Ctrl + J, cujo objetivo é verificar o andamento dos downloads. Por essa característica, dois exemplos desses aplicativos são 
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: D
4: B
5: A
6: C
7: D
8: B
9: C
10: A
11: B
12: D
13: C
14: A
15: B
16: C
17: D
18: B
19: C
20: A