Questões de Concurso Público Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira - AM 2024 para Visitador Social

Foram encontradas 30 questões

Q3383587 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o principal desafio logístico mencionado no texto?
Alternativas
Q3383588 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o objetivo dos cientistas ao bombear água do mar sobre o gelo marinho?
Alternativas
Q3383589 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é a posição de muitos cientistas em relação às medidas experimentais mencionadas no texto?
Alternativas
Q3383590 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o principal perigo associado aos projetos de geoengenharia mencionados no texto?
Alternativas
Q3383591 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o objetivo dos cientistas mencionados no texto?
Alternativas
Q3383592 Português
Assinale a alternativa com sujeito inexistente:
Alternativas
Q3383593 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.Maria é médica.
II.João correu no parque.
III.Ana estuda matemática.
IV.O cachorro late toda noite.
V.O céu está nublado.
Em quais das afirmativas lidas há predicado nominal?
Alternativas
Q3383594 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.O livro que comprei ontem é muito interessante.
II.A pessoa com quem falei no telefone era muito simpática.
III.Meu irmão, que mora no exterior, está chegando para visitar.
IV.O filme que assisti no cinema foi indicado ao Oscar.
V.Conversei com o professor, cujas aulas são sempre inspiradoras.
Qual o tipo de pronome dos termos destacados acima?
Alternativas
Q3383595 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:
Coluna 01:
(__)Eu tenho cinco maçãs na cesta.
(__)O terceiro colocado na competição recebeu uma medalha de bronze.
(__)Eu comi metade da pizza no jantar.
(__)Ele correu o dobro da distância que costuma correr todos os dias.
(__)Os elencos das equipes de futebol são compostos por dezenas de jogadores.
Coluna 02:
I.Cardinal.
II.Coletivo.
III.Fracionário.
IV.Multiplicativo.
V.Ordinal.
Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de numeral empregado nas afirmativas da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3383596 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:
Marília resolvia todos os seus problemas com o papel e a caneta, sem precisar utilizar a voz.
Qual é a função da preposição destacada na afirmativa?
Alternativas
Q3383597 Matemática
Marcelino vai construir uma piscina, cujas medidas internas foram dadas na imagem abaixo:
Imagem associada para resolução da questão

Se a piscina ocupar uma área de 43,89 m², qual será a área (A) da borda, destacada na imagem?
Alternativas
Q3383598 Matemática
A imagem abaixo representa uma caixa que Beatriz enche de água todos os dias para seu cãozinho se refrescar:
Imagem associada para resolução da questão

Qual é o volume (V) de água usado para encher a caixa?
Alternativas
Q3383599 Raciocínio Lógico
Uma empresa tem 36 funcionários, alguns são casados e não tem filhos, alguns são casados e têm filhos, alguns são solteiros e têm filhos e outros são solteiros e têm filhos. Se 25 são casados e 18 têm filhos, quantos funcionários são solteiros e não tem filhos.
Alternativas
Q3383600 Matemática
Um marceneiro fez uma mesa de MDF com 1,6 metros de largura e 2,2 metros de comprimento e comprou uma fita de acabamento para fazer o seu contorno. Quantos metros de fita ele usará na mesa?
Alternativas
Q3383601 Matemática
Pedro elaborou uma equação que descreve a distância total que ele caminha todos os dias quando percorre 1200 metros até a praça onde dá x voltas na pista de 950 metros que fica em torno dela. Em qual alternativa está a equação correta?
Alternativas
Q3383602 Matemática
Os organizadores de um evento de shows que acontece anualmente observaram que com um público de aproximadamente 400 mil pessoas, considerando todos os dias, foram produzidas cerca de 230 toneladas de rejeitos não recicláveis. Se a previsão para o próximo ano é de um público 700 mil pessoas, mantendo a mesma média, qual deve ser a quantidade de resíduos não recicláveis produzidos?
Alternativas
Q3383603 Matemática Financeira
Luciano fez um investimento a juros simples de 3,5% ao mês, por 36 meses e recebeu um rendimento de R$31.500,00. Quanto ele investiu?
Alternativas
Q3383604 Matemática
Jussara comprou um rolo com 60 metros de barbante e precisou cortá-lo em pedaços de 35 cm para usar em seus artesanatos. Quantos pedaços de barbante com essa medida ela obteve?
Alternativas
Q3383605 Matemática
A empresa responsável pela alimentação dos alunos de uma escola entregou 600 pacotes de arroz na instituição, para que fossem usados durante 30 dias, mas com 15 dias já haviam sido consumidos 2/3 desse total. Quanto sobrou de arroz para a segunda quinzena do mês?
Alternativas
Q3383606 Matemática
Patricia fabrica almofadas para vender, então comprou uma peça fechada de tecido que deveria ter 128 metros, mas só tinha 82% desse total. Quantos metros de tecido faltaram na peça?
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: C
4: A
5: C
6: E
7: C
8: E
9: E
10: E
11: C
12: A
13: A
14: D
15: E
16: A
17: B
18: E
19: C
20: E