Questões de Concurso Público PND 2025 para LETRAS - PORTUGUÊS E INGLÊS - Licenciatura

Foram encontradas 5 questões

Q3711033 Linguística

TEXT 1


Situar a língua inglesa em seu status de língua franca implica compreender que determinadas crenças — como a de que há um inglês melhor para se ensinar, ou um nível de proficiência específico a ser alcançado pelo aluno — precisam ser relativizadas. Ou seja, o status de Inglês como Língua Franca implica deslocá-la de um modelo ideal de falante, considerando a importância da cultura no ensino-aprendizagem da língua e buscando romper com aspectos relativos à correção, precisão e proficiência linguística.


Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental. Disponível 

em: www.gov.br/mec. Acesso em: 28 maio 2025 (adaptado).



TEXT 2



                                                             



kaur, r. milk and honey. Kansas City: Andrews McMeel, 2014.

Text 2 contains a short poem by rupi kaur. Based on a linguistic discursive analysis and the Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reference in Text 1, what is the most significant non standard feature used by the author, and what is its likely effect?
Alternativas
Q3711041 Linguística

TEXTO 1


A concepção de linguagem e de gramática que agora consideramos tem bases fortemente humanistas: todo homem, sejam quais forem suas condições, nasce dotado de uma faculdade da linguagem como parte de sua própria capacidade e dignidade humanas. Mesmo que restem muitos pontos obscuros quanto à natureza e à extensão dessa faculdade, isso significa que, sem distinção, todas as crianças desenvolvem uma gramática interna.


Fica excluída, assim, toda valoração de uma língua ou modalidade de língua em relação a outra e qualquer forma de discriminação preconceituosa da modalidade popular.


Não faz sentido contrapor uma linguagem erudita a uma linguagem vulgar, nem tentar substituir uma pela outra. Trata- -se de levar a criança a dominar uma outra linguagem, por razões culturais, sociais e políticas bastante justificáveis.


FRANCHI, C. Mas o que é mesmo gramática?.  

São Paulo: Parábola, 2006 (adaptado).



TEXTO 2


Franchi (2006) apresenta a seguinte reflexão de uma professora acerca de uma redação contendo desvios normativos: “esse aluno escreve como fala. E isso a gente pode ver na grafia e nos erros de concordância. Eu não aceito essa onda de que não tem mais certo e errado. A redação fica horrível nessa linguagem vulgar. Há regras e normas para tudo e as crianças têm que aprender a escrever de acordo com o que foi estabelecido pelos bons escritores e pelos que conhecem a língua. O aluno tem direito de conhecer as belezas da sua própria língua.”

Considerando o conceito de gramática apresentado no texto 1, qual prática docente está alinhada a uma abordagem investigativa e científica do ensino de gramática?
Alternativas
Q3711044 Linguística

TEXTO 1


A linguística recomenda que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, paralelamente, se preservem os saberes sociolinguísticos e os valores culturais que o aluno já tenha aprendido antes, no seu ambiente social. Resguarda-se, assim, o direito que o educando possui à preservação de sua identidade cultural específica, seja ela rural ou urbana, popular ou elitista. A aprendizagem da norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, que deverá aprender a empregar uma variedade ou outra, de acordo com as circunstâncias da situação de fala.


BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.



TEXTO 2


No Brasil, a variação está ligada à estratificação social e à dicotomia rural-urbano. Pode-se dizer que o principal fator de variação linguística no Brasil é a secular má distribuição de bens materiais e o consequente acesso restrito da população pobre aos bens da cultura dominante. Diferentemente de outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, a variação linguística não é um índice sociossimbólico de etnicidade, exceto nas comunidades bilíngues, sejam as de colonização europeia ou asiática, sejam as das nações indígenas.


BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.

Quanto à abordagem adotada nos textos 1 e 2, a autora defende que as variedades linguísticas do Brasil
Alternativas
Q3711045 Linguística

TEXTO 1


A linguística recomenda que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, paralelamente, se preservem os saberes sociolinguísticos e os valores culturais que o aluno já tenha aprendido antes, no seu ambiente social. Resguarda-se, assim, o direito que o educando possui à preservação de sua identidade cultural específica, seja ela rural ou urbana, popular ou elitista. A aprendizagem da norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, que deverá aprender a empregar uma variedade ou outra, de acordo com as circunstâncias da situação de fala.


BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.



TEXTO 2


No Brasil, a variação está ligada à estratificação social e à dicotomia rural-urbano. Pode-se dizer que o principal fator de variação linguística no Brasil é a secular má distribuição de bens materiais e o consequente acesso restrito da população pobre aos bens da cultura dominante. Diferentemente de outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, a variação linguística não é um índice sociossimbólico de etnicidade, exceto nas comunidades bilíngues, sejam as de colonização europeia ou asiática, sejam as das nações indígenas.


BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.

Durante a avaliação de um texto argumentativo de um estudante do 9º ano, identificou-se o uso de construções como “os menino tudo foram” e “nóis pega o caderno”. Considerando os textos 1 e 2, qual deve ser o foco principal da avaliação docente?
Alternativas
Q3711056 Linguística
Um médico plantonista foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título Uma imagem fala mais que mil palavras. Na foto, ele mostra o receituário médico com o seguinte dizer: Não existe peleumonia e nem raôxis. Vinte minutos antes da postagem, na quarta-feira (27), o médico havia atendido um paciente de 42 anos que estudou até o segundo ano do Ensino Fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.

Seu enteado o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o paciente perguntou sobre o tratamento para a “peleumonia”. A reação do médico não foi muito profissional, afirma o acompanhante. “Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente”. O enteado conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Ele diz que o padrasto não pôde estudar por falta de dinheiro.

                                VICTAL, R. Médico debocha de paciente na internet: “Não existe peleumonia”. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 23 maio 2025 (adaptado).
Em adesão a uma perspectiva sociolinguística crítica de ensino de língua, um professor decide abordar a leitura do texto em sala de aula. Qual das propostas pedagógicas favorece a desconstrução de posturas preconceituosas?
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: C
4: C
5: C