Questões de Concurso Público PND 2025 para HISTÓRIA - Licenciatura

Foram encontradas 46 questões

Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711538 Pedagogia
Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as Nações, que conquistaram novos domínios, introduzir logo nos povos conquistados o seu próprio idioma, por ser indisputável, que este é um dos meios mais eficazes para desterrar dos povos rústicos a barbaridade dos seus antigos costumes; e ter mostrado a experiência, que ao mesmo passo, que se introduz neles o uso da língua do príncipe, que os conquistou, se lhes radica também o afeto, a veneração, e a obediência ao mesmo príncipe. Observando pois todas as Nações polidas do mundo, este prudente, e sólido sistema, nesta conquista se praticou tanto pelo contrário, que só cuidaram os primeiros Conquistadores estabelecer nela o uso da língua, que chamaram geral; invenção verdadeiramente abominável, e diabólica, para que privados os Índios de todos aqueles meios, que os podiam civilizar, permanecessem na rústica, e bárbara sujeição, em que até agora se conservavam. Para desterrar esse perniciosíssimo abuso, será um dos principais cuidados dos diretores, estabelecer nas suas respectivas povoações o uso da língua portuguesa, não consentindo por modo algum, que os meninos, e as meninas, que pertencerem às escolas, e todos aqueles Índios, que forem capazes de instrução nesta matéria, usem da língua própria das suas Nações, ou da chamada geral; mas unicamente da portuguesa, na forma, que Sua Majestade tem recomendado em repetidas ordens, que até agora se não observaram com total ruína espiritual, e temporal do estado.

MENDONÇA FURTADO. Diretório que se deve observar nas Povoações dos Índios do Pará, e Maranhão, enquanto Sua Majestade não mandar o contrário (1755).

Disponível em: www2.senado.leg.br. Acesso em: 26 maio 2025.
Uma professora de História utilizou essa fonte para abordar a imposição da língua portuguesa aos povos indígenas do Pará e Maranhão no século XVIII. Nessa proposta didática, a interpretação da fonte e a metodologia para promover a autonomia do estudante, respectivamente, são
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711541 Pedagogia
As produções audiovisuais Ms. Marvel (2022) e Star Wars (1977-1983) exemplificam como as mídias estadunidenses e ocidentais interpretam processos históricos asiáticos, destacando a resistência de povos com recursos limitados diante de grandes impérios. Em Ms. Marvel, a partição da Índia é apresentada como uma tragédia derivada do imperialismo britânico, revelando as lutas de populações deslocadas e fragmentadas que resistiram com aquilo que tinham: identidade, memória e redes comunitárias. Já Star Wars adapta, em chave ficcional, a experiência de povos como os vietnamitas que, com armas mais simples, enfrentaram uma potência imperial altamente tecnologizada. A Aliança Rebelde pode ser interpretada como uma metáfora dos vietcongues: grupos organizados que, apesar da precariedade material, utilizaram estratégias de guerrilha e resistência popular contra um império opressor. A cultura midiática ocidental frequentemente projeta esses conflitos em narrativas que reforçam certos valores e perspectivas hegemônicas, transformando resistências históricas reais em metáforas adaptadas aos imaginários do público ocidental.
Com base na análise das fontes audiovisuais citadas, uma professora de História, do Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), solicitou aos estudantes que produzissem um podcast acerca da resistência vietnamita. A atividade teve como objetivo identificar o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711548 Pedagogia
Ensinar História é ensinar o seu próprio método, e eu achava isso exagerado. Sempre pensei que essa frase era muito restritiva, mas, se a entendermos como o mínimo do ensino de História — ou seja, como a necessidade de aprender o método histórico e aplicá-lo na vida —, então faz sentido. Se eu me encontrasse em uma situação especial, de emergência ou urgência, e só pudesse escolher uma única coisa de História para ensinar aos alunos, eu não ensinaria a Independência do Brasil, o Descobrimento ou a Revolução Francesa. Em vez disso, ensinaria: como se faz História? Como os historiadores produzem história, e como podemos praticar isso? Essa é a grande contribuição da história para a cidadania — embora não seja a única. O essencial é trabalhar com o método, aprender a lidar com ele. Basicamente, o método histórico consiste em nos perguntarmos: isso que tenho aqui é real ou inventado? Quem disse isso? Quando foi dito? Por quê? Qual foi o motivo para que isso se tornasse um documento?

BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).

Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711550 Pedagogia
Nos currículos escolares brasileiros – inclusive nos cursos de Licenciatura em História –, a História do Brasil frequentemente ocupa pouco espaço. As questões nacionais são negligenciadas, e as explicações históricas centradas na Europa ganham maior relevância do que a história nacional e local, tornando a história do Brasil apenas um apêndice periférico da história global. Nos últimos anos, tem-se observado um esforço no debate e nas discussões sobre o pressuposto eurocêntrico no ensino e na pesquisa. No entanto, a base epistemológica de formação dos professores de História pouco se alterou. O que existe são iniciativas individuais ou de grupos isolados que vêm repensando o ensino e a pesquisa, ampliando o leque de possibilidades por meio da contextualização da vida em sociedade e da articulação entre a história individual e a história coletiva a partir de uma perspectiva regional e local. Esse movimento, fundamentado na relação entre passado e presente, busca considerar as contribuições europeias, indígenas e africanas no processo de construção, compreensão e reinterpretação da história do Brasil.

BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos.

São Paulo: Cortez, 2004 (adaptado
Dentre as abordagens teóricas que podem ser aplicadas em sala de aula para promover interconexões entre história global, nacional e local, identifica-se a história
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711552 Pedagogia
 

ASSIS, L.; OLIVEIRA, T. Folha de São Paulo, 6 out. 202
Para problematizar o tema abordado pela charge e dialogar com a história da escravidão transatlântica moderna, uma proposta de intervenção para os Anos Finais do Ensino Fundamental deve
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711553 Pedagogia
Quantos de nós podemos imaginar alguma população não europeia sem o pano de fundo de uma dominação global, que agora nos parece predeterminada? E como poderão o Haiti ou a escravidão ou o racismo ser mais do que meras notas descabidas no rodapé dessa ordem narrativa?
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.

A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
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Respostas
13: A
14: B
15: C
16: C
17: A
18: D