Questões de Concurso Público INEP 2025 para Letras - Português

Foram encontradas 6 questões

Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145157 Literatura
TEXTO 1

Retrato


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio tão amargo.

Eu não tinha estas mãos tão sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou retida
a minha face?

MEIRELES, C. Poesia completa. São Paulo: Global, 2017.


Antonio Candido, em O direito à literatura, afirma que “A arte, e portanto a literatura, é uma transposição do real para o ilusório por meio de uma estilização formal da linguagem, que propõe um tipo arbitrário de ordem para as coisas, os seres, os sentimentos”. O poema de Cecília Meireles e a pintura de Salvador Dalí podem ser associados a essa concepção de arte por
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145161 Literatura
Durante uma aula de leitura literária, o professor exibiu para os estudantes o poema de Arnaldo Antunes. Após a leitura e a escuta coletiva do texto, os estudantes foram convidados a refletir sobre como os recursos de linguagem interferem na construção do significado do poema. Diante desse cenário, assinale a alternativa que apresenta uma leitura adequada dos sentidos do poema.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145164 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





Os textos 1 e 2 apresentam diferentes recursos expressivos que revelam o modo como cada um constrói representações da mulher. Enquanto o Texto 1 reafirma marcas de uma lírica tradicional; o Texto 2 inova ao 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145166 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





O Texto 2 rompe com alguns aspectos do padrão clássico da literatura ocidental presentes no Texto 1. Esse rompimento se expressa no(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145167 Literatura
TEXTO 1
Em caminho, pensava na citação do rapaz: “Vae solis!” Pedante! Mas Lourdinha parecia tão feliz com a filhinha... Afinal, o verdadeiro destino de toda mulher é acalentar uma criança no peito... E sentia no seu coração o vácuo da maternidade impreenchida... “Vae solis!” Bolas! Seria sempre estéril, inútil, só... seu coração não alimentaria outra vida, sua alma não se prolongaria noutra pequenina alma... Mulher sem filhos, elo partido na cadeia da imortalidade... Ai dos sós... Mas ao chegar em frente à calçada da prima, onde a avó a esperava, Duquinha afastou-se das saias de dona Inácia, e correu-lhe ao encontro: — Madrinha! Madrinha! Me dê dois tostões para eu comprar um navio de papel! À vista do menino, adoçou-se a amargura no coração da moça. Passou-lhe suavemente a mão pela cabeça; e pensou nas suas longas noites de vigília, quando Duquinha, moribundo, arquejava, e ela lhe servia de mãe. Recordou seus cuidados infinitos, sua dedicação, seu carinho... E, consolada, murmurou: — Afinal, também posso dizer que criei um filho...
QUEIROZ, R. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.



TEXTO 2

Porém igualmente
É uma santa. Diziam os vizinhos. E D. Eulália apanhando. É um anjo. Diziam os parentes. E D. Eulália sangrando. Porém igualmente se surpreenderam na noite em que, mais bêbado que de costume, o marido, depois de surrá-la, jogou-a pela janela, e D. Eulália rompeu em asas o vôo de sua trajetória.

COLASANTI, M. Um espinho de marfim e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Assinale a alternativa que apresenta características do estilo clássico e da inovação formal presentes, respectivamente, nos textos 1 e 2.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145171 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Uma professora de literatura planeja uma atividade para trabalhar a relação entre poesia e canção. Na etapa da motivação, propõe uma oficina para explorar, de forma lúdica e prazerosa, a oralidade e a performance nessas áreas. Para atingir esse propósito, ela usa o Texto 2 para a abertura da oficina e o Texto 1 para as demais tarefas. Considerando essa situação, qual atividade explora oralidade e performance nesses textos?
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: A
4: A
5: C
6: B