Questões de Concurso Público INEP 2024 para Filosofia

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148891 Filosofia
Todos bem sabem que o céu já caiu sobre os antigos, há muito tempo. Conheço um pouco dessas palavras a respeito da queda do céu. Escutei-as da boca dos homens mais velhos, quando era criança. Foi assim. No início, o céu ainda era novo e frágil.

Não é mentira! Eles viram espíritos mesmo e sabem conter a queda do céu!. Nossos ancestrais sabem fazer esse trabalho desde o primeiro tempo. Se não o tivessem feito, a abóbada celeste já teria despencado sobre nós há muito tempo. Mas apesar de todos esses esforços o céu continua instável e frágil, à mercê dos espíritos dos xamãs mortos que sempre querem recortá-lo.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Para que o fragmento textual acima, sobre a cosmogonia Yanomami, seja considerado sob a perspectiva decolonial, um docente do Ensino Médio deverá abordá-lo em sala de aula como uma
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148892 Português
Frequentadores que caminharam pelo Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, se depararam com a frase “Exu te ama” em uma das paredes do local, conforme a imagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

A intervenção era parte da exposição “Festa, Baia, Gira, Cura”, lançada pelo Museu da Cultura Cearense (MCC) no dia 30 de setembro de 2023, em homenagem à cultura de terreiros de Umbanda e Candomblé na história religiosa do estado. Em 11 de outubro, uma deputada da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará solicitou a remoção imediata da frase ou a inclusão de inscrições de todas as igrejas cristãs no espaço. No requerimento, a deputada alegou:
A título de exercício democrático do direito religioso, a inscrição, paradoxalmente, configura uma iniciativa agressiva aos valores de uma maioria cristã que tolera a existência de minorias defensoras de credos notoriamente pautados por devoções a entidades esdrúxulas.

Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/. Acesso em: 19 ago. 2024 (adaptado).

Partindo-se da análise da situação apresentada, verifica-se que a expressão da intolerância religiosa
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148893 Pedagogia
A pesquisa autêntica nunca se reduz à simples coleta de informação. Qualquer que seja sua fonte, ela demanda sempre a reelaboração criativa pelos pesquisadores, e esta prática precisa ser internalizada pelos adolescentes que cursam o Ensino Médio.

SEVERINO, A. J.; SEVERINO, E. S. Ensinar e aprender com pesquisa no ensino médio. São Paulo: Cortez, 2012.

Nesse sentido, o professor de Filosofia que vise à promoção da autonomia discente em suas aulas deve
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148894 Sociologia
O epistemicídio se realiza através de múltiplas ações que se articulam e se retroalimentam, relacionando-se tanto com o acesso e/ou a permanência no sistema educacional, como com o rebaixamento da capacidade cognitiva do alunado negro. A exclusão racial, por meio do controle do acesso, do sucesso e da permanência no sistema de educação, manifesta-se de forma que, a cada momento de democratização do acesso à educação, o dispositivo de racialidade se rearticula e produz deslocamentos que mantêm a exclusão racial.

CARNEIRO, S. Dispositivo da racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar editora, 2023 (adaptado).

Considerando-se que essa passagem apresenta uma reflexão sobre os mecanismos pelos quais o epistemicídio se reproduz, é correto afirmar que a exclusão racial apresentada no texto se rearticula por meio da
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148895 Filosofia
A academia deve reencontrar-se com as culturas num exercício em que não são as coletividades unanimizadas, mas sim sujeitos críticos e reflexivos das diversas culturas que entram em debate. Desta feita, temos a veleidade de entender por diálogo intercultural, não somente um diálogo limitado à interpretação comum na literatura filosófica moderna (no sentido vertical de Norte e Sul), como parecem pretender significar as chamadas epistemologias do sul.

CASTIANO, J.; NGOENHA, S. Pensamento engajado: ensaios sobre filosofia africana, educação e cultura política. Maputo: Editora EDUCAR, 2011 (adaptado).

Considerando-se as ideias do texto e que a teoria das epistemologias do sul tornou-se uma das mais importantes no campo filosófico e social, principalmente como crítica à racionalidade hegemônica, é correto afirmar que a interculturalidade é uma característica das epistemologias do sul fundamentada
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148896 Português
O crescimento tecnológico é considerado tanto a solução final para os nossos problemas como o fator determinante de nosso estilo de vida, de nossas organizações sociais e de nosso sistema de valores. Tal “determinismo tecnológico” parece ser uma consequência do elevado status da ciência em nossa vida pública – em comparação com a filosofia, arte ou a religião – e do fato de os cientistas terem geralmente fracassado no trato com valores humanos de um modo significativo. Isso levou a maioria das pessoas a acreditar que a tecnologia determina a natureza de nosso sistema de valores e de nossas relações sociais, em vez de reconhecer que é justamente o inverso; que nossos valores e relações sociais determinam a natureza de nossa tecnologia. O que necessitamos, pois, é uma definição da natureza da tecnologia, uma mudança de sua direção e uma reavaliação do seu sistema subjacente de valores.

CAPRA, F. O Ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Editora Cultrix, 1987 (adaptado).

Conforme as ideias de Capra apresentadas no fragmento de texto acima, a reflexão sobre os valores morais na contemporaneidade implica a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148897 Antropologia
O ensinamento e a concentração antropocêntrica que orientou e sustentou o processo de colonização das Américas trouxe esse pensamento branco para ocupar as suas paisagens, imprimiu nestas a visão de uma platitude, a visão de um lugar plano, onde o saque de toda riqueza, de toda fartura da natureza se constitui no projeto civilizatório, no projeto de conquista, no projeto de consolidação de um tipo de sociedade. Um tipo de sociedade que nós involuntariamente nos encaixamos, como essa sociedade brasileira que constituímos.

KRENAK, A. apud WERÁ, K. (Org.). Ailton Krenak. Coleção Tembetá. Rio de Janeiro: Azougue, 2017 (adaptado).

Uma professora de Filosofia do Ensino Médio que propuser à turma uma atividade a partir do texto apresentado poderá solicitar aos estudantes, para melhor compreensão do tema, a realização de uma pesquisa sobre qual aspecto da cultura dos povos originários?
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148898 Filosofia
Um professor recém-formado na Licenciatura em Filosofia iniciará sua vida docente ministrando aulas para o Ensino Médio. Ele inicia o planejamento do conteúdo programático que será ofertado na 1ª série e, entre os temas que irão compor seu plano de aula, está a Lógica.

Nessa situação, a fim de promover uma discussão sobre temas da Lógica com os estudantes, o professor de Filosofia deverá abordar, necessariamente,
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148899 Filosofia
Em uma aula sobre Filosofia Africana no Ensino Médio, a professora explicou que um dos elementos importantes para compreender a relação com o mundo conforme algumas tradições africanas é a “cosmopercepção”, em vez de “cosmovisão”. Para isso, expôs a crítica apresentada a seguir, da epistemóloga nigeriana Oyeronké Oyewumi.

O termo “cosmovisão”, que é usado no Ocidente para resumir a lógica cultural de uma sociedade, capta o privilégio ocidental do visual. É eurocêntrico usá-lo para descrever culturas que podem privilegiar outros sentidos. Portanto, “cosmovisão” só será aplicada para descrever o sentido cultural ocidental, e “cosmopercepção” será usada ao descrever os povos iorubás ou outras culturas que podem privilegiar sentidos que não sejam o visual ou, até mesmo, uma combinação de sentidos.

OYEWUMI, O. A invenção das mulheres. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021 (adaptado).

Em seguida, um dos estudantes interpelou a professora, pois não entendeu como a mudança de termo influenciaria no entendimento dessa filosofia. Com isso, a professora apresentou um trecho da música Pedagoginga, de Thiago Elniño, para explicar como o universo iorubá, muito presente em músicas das populações negras, parte de uma combinação de sentidos, que não somente a visão, para a compreensão do mundo.
Minha percepção de mundo/ Diz que nós mesmo não vendo nada em volta/ Nunca estamos sós/ Faço minha oração, peço força pro meu guia/ E que ele não me abandone nas lutas do dia a dia

ELNIÑO, T. Pedagoginga. Álbum: A rotina do pombo. 2017.

Com relação ao contexto apresentado, é correto afirmar que a estratégia utilizada pela professora foi
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148900 Filosofia
TEXTO 1

A criança que acaba de nascer não conhece nem objetos determinados nem propriedades determinadas de objeto nenhum; mas, no dia em que aplicarem na sua frente uma propriedade a um objeto, um epíteto a um substantivo, compreenderá imediatamente o que isso quer dizer. A relação do atributo com o sujeito é, portanto, apreendida por ela naturalmente. E o mesmo poderia ser dito da relação geral que o verbo exprime, relação tão imediatamente concebida pelo espírito que a linguagem pode subentendê-la, como acontece nas línguas rudimentares que não têm verbo. A inteligência faz portanto naturalmente uso das relações de equivalente com equivalente, de conteúdo com continente, de causa com efeito, etc., implicadas em toda frase na qual há um sujeito, um atributo, um verbo expresso ou subentendido.

BERGSON, H. A evolução criadora. Tradução: Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

TEXTO 2

Em contraste com a estrutura sujeito-verbo-objeto, a linguagem reomodal de Ubu-ntu aceita o verbo como o ponto de partida. Em nossa visão, o verbo não apenas pressupõe, mas é também materialização/ incorporação/personificação do agente. A atividade ou a ação do verbo é menos o efeito de determinada doença, inseparável do agente. O agente existente, presente numa tensão contínua é, em si mesmo, em muitos momentos cedidos, a materialização da potencialidade para uma variedade infinita de uma atividade incessante de uma fusão e convergência. Para usar uma metáfora biológica, nós podemos dizer que o presente continuamente tenso é como um infinito encadeamento alternado de bebês, jovens e adultos todos perpetuamente conectados a suas mães através de seus cordões umbilicais.

RAMOSE, M. B. African philosophy through ubuntu. Tradução: Arnaldo Vasconcellos. Harare: Mond Books, 1999 (adaptado).

Considerando que os textos apresentam diferentes compreensões sobre a relação entre linguagem e ontologia, é correto afirmar que, para Bergson, a linguagem
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148901 Pedagogia
Com a finalidade de estimular a reflexão interdisciplinar no dia mundial do meio ambiente, a professora de Filosofia propôs aos estudantes do Ensino Médio a análise do fragmento de texto abaixo, sob uma perspectiva de como a Filosofia pode contribuir junto a outras áreas do conhecimento, na luta pela preservação do meio ambiente.
Hans Jonas pensa a natureza a partir de seu valor intrínseco, deduzido do esforço autoafirmativo da vida, considerado por ele como o testemunho mais evidente do seu próprio valor: se a vida quer viver, é porque viver é um bem e, se é assim, é também um valor e emite um apelo de dever, cuja audiência está no ser humano, o único capaz de ouvir um tal apelo. Além disso, para Jonas, se só o ser humano pode se responsabilizar, então isso significa que ele só se realiza plenamente quando assume essa tarefa. E é assim que a responsabilidade diante da natureza se torna a alternativa mais radical ao niilismo: se a tecnologia tem sido uma espécie de fuga e de negação do mundo, a ética da responsabilidade é um convite a um novo vínculo com o Planeta.

OLIVEIRA, J. Como Hans Jonas nos ajuda a compreender a crise do meio ambiente? Uma conversa entre três filósofos. Disponível em: https://www.anpof.org.br/comunicacoes/entrevistas/. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).

Considerando a diversidade de identidades e de filiações ideológicas de seus estudantes, nesse caso, uma proposta de intervenção pedagógica coerente com o texto-base é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148902 Filosofia
Uma professora de Filosofia do Ensino Médio solicitou que seus alunos desenvolvessem pesquisa, em sala de aula, sobre questões éticas contemporâneas a partir de artigos filosófico-científicos disponíveis na Internet. Durante a atividade, os alunos observaram que grande parte dos artigos atuais está publicada em revistas que permitem o acesso ao conteúdo apenas mediante pagamento. A professora, então, aproveitou esse cenário para motivá-los a refletir sobre uma das características centrais em Ética, a partir da seguinte situação:

Uma plataforma que disponibiliza textos na Internet, entre os quais muitos não possuem autorização de publicação, é motivo de debate entre os acadêmicos. Alguns a consideram um exemplo da ideia de educação universal e democratização do conhecimento. Já outros a veem como um site ilegal, uma vez que burla as regras de direitos autorais.

Nesse contexto, sob a perspectiva da ética utilitarista, a reflexão apresentada pela professora constitui o princípio
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148903 Filosofia
A liberdade será ética quando o exercício da vontade estiver em harmonia com a direção apontada pela razão. Sartre levou essa concepção ao ponto limite. Para ele, a liberdade é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo. Quando julgamos estar sob o poder de forças externas mais poderosas do que nossa vontade, esse julgamento é uma decisão livre, pois outros homens, nas mesmas circunstâncias, não se curvaram nem se resignaram. Em outras palavras, conformar-se ou resignar-se é uma decisão livre, tanto quanto não se resignar nem se conformar, lutando contra as circunstâncias. Por isso, Sartre afirma que estamos condenados à liberdade. É ela que define a humanidade dos humanos, sem escapatória.

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 (adaptado).

Uma professora de Filosofia, ao abordar a relação entre ética e liberdade em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, realizou, de forma contextualizada, a leitura do texto acima.
Após a leitura, um estudante se mostrou bastante incomodado e pediu a palavra, afirmando que “estar sob o poder de forças externas não é uma escolha, nem é racional, pois existe um Deus absoluto que tem planos para nós”.

Nesse cenário, a metodologia que potencializa a problematização feita pelo estudante é a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148904 Filosofia
Uma professora de Filosofia, ao planejar sua aula, retoma a ilustração proposta por Charles Sanders Peirce acerca dos tipos de raciocínio a partir do exemplo das sacas de feijão branco. Durante a aula, ela solicitou a formação de três grupos, aos quais entregou um pote de feijão branco para que estabelecessem a relação argumentativa correspondente à forma de raciocínio correta. Além dos potes de feijão branco disponibilizados para cada grupo, foram escritos na lousa os seguintes silogismos:

1. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são daquela saca. Logo, esses feijões são brancos.
2. Esses feijões são daquela saca. Esses feijões são brancos. Logo, todos os feijões daquela saca são brancos.
3. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são brancos. Logo, esses feijões são daquela saca.

Para finalizar a atividade, a professora estabeleceu como critério avaliativo a devida associação das formas de raciocínio com os argumentos apresentados, de modo que os silogismos 1, 2 e 3 deveriam ser, respectivamente, classificados por cada grupo como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148905 Filosofia
Para elaborar uma aula de Filosofia, na turma de 3ª série do Ensino Médio, sobre a temática de democracia e das formas de participação dos indivíduos, o professor partiu do seguinte texto para realizar uma análise filosófica:

O tema do poder invisível foi até agora muito pouco explorado (inclusive porque escapa das técnicas de pesquisa adotadas habitualmente pelos sociólogos, tais como entrevistas, levantamentos de opinião, etc.). Talvez eu esteja particularmente influenciado por aquilo que acontece na Itália, onde a presença do poder invisível (máfia, camorra, lojas maçônicas anômalas, serviços secretos incontroláveis e acobertadores dos subversivos que deveriam combater) é, permitam-me o jogo de palavras, visibilíssima. A verdade porém é que o tratamento mais amplo do tema foi por mim encontrado, até agora, no livro de um estudioso americano, Alan Wolfe, Os limites da legitimidade, que dedica um bem documentado capítulo ao que denomina de ‘duplo Estado’, duplo no sentido de que ao lado de um Estado visível existiria sempre um Estado invisível.

BOBBIO, N. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1986.

Nessa situação, infere-se que o objetivo de aprendizagem definido pelo professor ao utilizar o referido texto para orientar a discussão da temática é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148906 Filosofia
Em uma época que ficou tão aliviada ao se ver livre do sistema do idealismo quanto da doutrina objetiva dos valores na economia, só se tornam efetivamente atuais os teoremas com os quais o espírito afirma não poder empreender coisa alguma, um espírito que busca a sua própria segurança e a segurança do conhecimento no ente presente enquanto a soma plenamente ordenada dos fatos particulares imediatos das instituições sociais ou da constituição de seus membros. Esse funcionamento desacostuma os homens em relação à experiência real à qual eles também estão submetidos em si mesmos.

ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).

Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.

Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148907 Português
O retorno do religioso é antes de mais nada motivado pela premência de riscos globais que nos parecem inéditos, sem precedentes na história da humanidade, e começou logo depois da II Guerra Mundial com o medo da guerra nuclear, e hoje, que este risco parece menos iminente por causa das novas condições das relações internacionais, difunde-se o medo da proliferação descontrolada desse mesmo tipo de arma e, de forma mais geral, a ansiedade diante das ameaças que pesam sobre a ecologia planetária e os receios ligados as novas possibilidades de manipulação genética.

VATTIMO, G.; DERRIDA, J. (Orgs.). A religião: O Seminário de Capri. São Paulo: Estação Liberdade, 2000. p. 92.

Considerando o contexto do pós-guerra, depreende-se do texto acima que o retorno do religioso
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148908 Filosofia
Ensinar a navegar na Web com discernimento é a missão cultural mais urgente de nossa época. Os melhores podcasts já proporcionam ajuda nesta tarefa — auxiliando o ouvinte ou o visualizador a refletir a respeito das efusões digitais da semana, ou do dia, e sujeitá-las a análise (embora com rigor variado). Em sua simplicidade e objetividade, essa nova forma de conteúdo — em geral dois apresentadores discutindo em detalhes um tópico contemporâneo. Essa é a extremidade suave do espectro do escrutínio, as investigações de código aberto dos grupos de jornalismo cidadão.

D’ANCONA, M. Pós-verdade: a nova guerra contra fatos em tempos de fake news. Barueri: Faro Editorial, 2018 (adaptado).

Caso um professor de Filosofia promova em sala de aula a reflexão contida no texto, é correto afirmar que ele incitará os estudantes a realizar uma análise crítica acerca da difusão do conhecimento e a elaborar a compreensão sobre o
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148909 Pedagogia
É mito a ideia de que todos são livres para trabalhar onde queiram. Se não lhes agrada o patrão, podem então deixá-lo e procurar outro emprego. Também é mito que todos, bastando não ser preguiçosos, podem chegar a ser empresários tal qual o dono de uma grande fábrica. Todos esses mitos e mais outros que o leitor poderá acrescentar, cuja introjeção pelas massas populares oprimidas é básica para a sua conquista, são levados a elas pela propaganda bem organizada, pelos slogans, cujos veículos são sempre os chamados “meios de comunicação com as massas”.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987 (adaptado).

Considerando que, ao relacionar educação e mundo do trabalho, Paulo Freire denuncia a propagação ideológica feita pelos meios de comunicação de massa, assinale a opção que apresenta abordagem favorável à percepção crítico-transformadora da realidade, na perspectiva desse autor.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148910 Filosofia
Necessitamos de uma crítica dos valores morais, o próprio valor desses valores deverá ser colocado em questão. Para isso é necessário um conhecimento das condições e circunstâncias nas quais nasceram, sob as quais se desenvolveram e se modificaram. Desse modo, tomava-se o valor desses “valores” como dado, como efetivo, como além de qualquer questionamento.

NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).

A partir do texto apresentado, assinale a opção que indica um objetivo de aprendizagem, seguido da abordagem a ser adotada pelo docente em uma aula de Filosofia.
Alternativas
Respostas
41: D
42: B
43: D
44: B
45: D
46: C
47: A
48: A
49: C
50: C
51: C
52: B
53: D
54: C
55: A
56: A
57: D
58: D
59: B
60: B