Um homem com 40 anos, apresentando queixa de perda
constante de interesse e de prazer nas atividades das quais
costumava gostar, relata: “não tenho vontade sequer de sair
de casa”. Afirma que isso vem se mantendo nos últimos
2 meses, de forma constante e diária, mas que piorou no
último mês. Conta que seus amigos e familiares também
perceberam e vêm cobrando dele uma mudança de atitude.
Além disso, diz que tem se sentido mais ansioso e inquieto e
que apresentou 2 “crises” súbitas, há um mês, de duração de
alguns minutos, em que sentiu medo intenso, taquicardia,
sufocação, tontura, sudorese e sensação de que algo ruim iria
acontecer e de que iria morrer. Não relaciona as crises a
fatores desencadeantes ou a situações pelas quais
esteja passando. Relata que, quando teve as crises, foi a um
pronto-socorro, onde foram descartadas causas orgânicas para
o quadro. Refere também que apresentou perda de peso
considerável no último mês, mas não sabe de quanto, tendo
percebido apenas por suas roupas. Diz ainda que está sem
fome e que tem tido muito sono todos os dias e se sente
sempre cansado, está sem concentração e tem dificuldade de
pensar. Nega etilismo, tabagismo ou uso de drogas ilícitas,
negando também doenças conhecidas.
Ao exame físico, o paciente apresenta-se sem alterações, assim
como não mostram alterações os exames recentes de
hemograma, TSH, T4 livre que ele traz. Ao exame psíquico,
apresenta-se colaborativo, atenção preservada, com memória
e orientação sem alterações; humor deprimido e ansioso;
pensamento de forma, curso e conteúdo sem alterações, assim
como juízo e crítica. Não se verificam alterações senso
perceptivas, observando-se discreta agitação psicomotora.
Considerando-se a situação descrita, qual é diagnóstico para o
caso desse paciente?