Questões de Concurso Público INEP 2021 para Exame Nacional de Revalidação 2021/1
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Um homem com 58 anos de idade foi atendido em ambulatório de hospital secundário. Relatava sangramento e muco nas fezes, referia também alteração do hábito intestinal, com aumento do número de evacuações há 5 meses. O exame físico geral não apresentava particularidades e o toque retal evidenciou tumoração na parede posterior do reto, aproximadamente 7 cm acima da borda anal.
Com base nos dados apresentados, a alternativa correta sobre o exame necessário para definir a conduta a ser seguida é
Um homem com 42 anos de idade foi operado em hospital secundário com quadro de apendicite aguda com necrose e abscesso em apêndice retrocecal (Fase III), sendo realizada apendicectomia e drenagem do abscesso por incisão mediana infraumbilical. No terceiro dia de pósoperatório começou a apresentar picos diários de aumento da temperatura axilar (38,5 °C) apesar dos antibióticos prescritos (ceftriaxona e metronidazol). A incisão encontrava-se com bom aspecto, foram encontrados 15 200 leucócitos/mm3 (referência: 3 500 a 10 500) e alteração na contagem diferencial dos leucócitos, com 5% de bastonetes no sangue periférico (referência: 0 a 2%). A proteína C reativa era de 15 mg/L (referência: menor que 3). Relatava dor ao tentar fletir a coxa direita e o examinador exercia discreta pressão contrária ao movimento, a ausculta pulmonar era normal e os ruídos hidroaéreos estavam presentes.
Com base nos dados apresentados, qual é a alternativa correta sobre a conduta?
Mulher de 40 anos, relata queda da própria altura, após tropeçar na calçada, e cair para frente com as mãos espalmadas, com hiperextensão do punho. No momento se queixa de dor em região dorsal e radial do punho. Ao exame, presença de leve edema próximo ao processo estiloide do rádio, sem deformidade evidente do punho. Refere dor a palpação do punho, pouco abaixo da prega palmar, na direção do eixo longo do polegar, e na tabaqueira anatômica.
Dentre as alternativas abaixo, qual é a hipótese diagnóstica?
Com base nos dados apresentados, qual alternativa apresenta a orientação correta à paciente e à filha sobre a conduta a ser seguida?
Mulher, 51 anos, de menopausa há 3 anos, com queixa de sangramento uterino recorrente, em pequena quantidade, há 3 meses. Na maioria das vezes, os episódios de sangramento iniciam durante ou após as relações sexuais. A paciente é diabética e faz uso de insulina. Traz dois resultados normais de exames citopatológicos do colo uterino realizados nos últimos 2 anos, sendo o último há 9 meses. Exame físico: estado geral bom, hemodinamicamente estável, normocorada. Ao exame especular, visualiza-se lesão de aspecto polipoide de aproximadamente 2 cm se exteriorizando pelo orifício externo do colo uterino, não sendo possível visualizar a lesão em toda sua extensão.
A conduta indicada é
Um paciente do sexo masculino, de 3 anos de idade, é levado a serviço de emergência em decorrência de febre e exantema há 7 dias. Mãe relata que a febre é diária e chegou a 39 o C. O exantema surgiu há 2 dias. O paciente já passou por outros serviços de emergência sem conseguir fechar diagnóstico. Nega doenças prévias. Desenvolvimento normal para a idade. Ao exame, mostra-se em regular estado geral, descorado 1+/4+, febril (38,5º C), acianótico e hidratado. Presença de exantema maculopapular e edema e hiperemia nas mãos e pés, rash em tronco e períneo, bem como de hiperemia conjuntival bilateral. Cavidade oral revela fissuras em lábios. Há linfonodomegalia cervical, unilateral direita, com 2 cm de diâmetro. Aparelho cardiovascular, respiratório e abdome sem anormalidades.
Considerando a história acima descrita, assinale a alternativa que contém o tratamento indicado.
Um homem de 23 anos de idade, membro de um grupo de usuário de drogas ilícitas injetáveis, comparece à consulta no ambulatório de clínica médica com relato de "olhos amarelos e urina cor de mate". Segundo informa, seu quadro clínico iniciou-se há cerca de 12 dias com mal-estar, febre (cerca de 38º C), coriza e mialgias. Dois dias após, observou disgeusia e anosmia, além de diarreia. Procurou unidade de pronto atendimento, sendo agendada pesquisa para COVID-19, que foi realizada no 5º dia de evolução da doença, com resultado negativo. Passou a apresentar, também, dor abdominal (especialmente no hipocôndrio direito) e fadiga vespertina. Há 2 dias, observou que suas escleras ficaram amareladas e a sua urina assumiu aspecto sugestivo de colúria. Foi à mesma unidade onde havia sido atendido inicialmente, sendo solicitados exames complementares que são trazidos pelo paciente à consulta atual e que revelam: TGO/AST = 982 UI/L (valor de referência: 20 a 40 UI/L); ALT/TGP: 1 220 UI/L (valor de referência: 20 a 40 UI/L); bilirrubinas totais = 4,2 mg/dL (valor de referência: 0,2 a 0,8 mg/dL), com predomínio da fração direta (3,6 mg/dL - valor de referência: 0,1 a 0,5 mg/dL); hemograma com leucopenia e linfocitose, sem anemia; INR e tempo de tromboplastina parcial ativada normais. Em razão desses resultados, o paciente foi encaminhado ao ambulatório para complementação da investigação diagnóstica, tratamento e acompanhamento. Ao exame físico, o paciente encontra-se em razoável estado geral, estando com as escleras e a mucosa sublingual ictéricas, além de apresentar leve hepatomegalia (13 cm de extensão ao nível da linha hemiclavicular direita) dolorosa, com sinal de Murphy negativo.
Acerca do caso desse paciente, pode-se afirmar que o diagnóstico mais provável e a lógica subjacente a tal conclusão são
Uma criança com 7 anos de idade, moradora de zona rural, relata acidente por animal desconhecido há 4 horas. No momento, refere formigamento no local da picada, boca seca, diplopia, dificuldade de deglutição, dores musculares generalizadas, oligúria e urina com coloração vermelha escura. Ao exame físico, apresenta ptose palpebral bilateral e midríase. O resultado do exame de urina rotina evidenciou mioglobinúria. Exames de sangue ainda em processamento.
Com base nesses dados, qual a soroterapia específica indicada ao quadro?
Em reunião de equipe da Estratégia de Saúde da Família, o médico expõe sua preocupação com o aumento no número de atendimentos de cuidadores de idosos, em virtude de problemas de saúde decorrentes de estresse físico e emocional. Sugere que seja realizada intervenção de apoio e suporte aos cuidadores e para isso propõe aplicar escala que tem por objetivo “avaliar a sobrecarga dos cuidadores de idosos”.
Trata-se da
Paciente 65 anos, masculino, apresentando alteração do hábito intestinal. Como história familiar, apresenta pai falecido de câncer de próstata aos 70 anos, mãe falecida de câncer de colo de útero aos 80 anos, avô paterno e primo por parte de mãe falecidos por câncer de cólon com 60 e 50 anos respectivamente. Realizou colonoscopia que evidenciou lesão estenosante na junção reto-sigmoidiana, 3 pólipos em reto e 5 pólipos em sigmoide. O resultado histopatológico da lesão estenosante foi adenocarcinoma de cólon moderadamente diferenciado. Quanto aos pólipos, todos eram de natureza adenomatosa, sendo 5 tubulares e 2 túbulo-vilosos (ambos no reto).
Em qual das situações abaixo, levando em conta a história familiar e o diagnóstico, esse paciente melhor se enquadra?
Um homem de 52 anos de idade procura atendimento médico em nível ambulatorial após 7 dias de uma internação hospitalar de 72 horas para correção de uma hérnia inguinal, na qual permaneceu 24 horas com sonda vesical de demora. O paciente encontra-se em bom estado de saúde, queixando-se de leve dor no local da cirurgia e de disúria, iniciada há 3 dias, além de polaciúria. Ao exame, a ferida operatória encontra-se limpa e apresenta dor à palpação profunda do hipogástrio. No mais, o exame físico é completamente normal. Possui comorbidades, pois é diabético e portador de epilepsia em uso de topiramato para essa última condição. O médico assistente solicitou uma urocultura, cujo resultado segue abaixo.

Nesse caso, a conduta do médico deve ser
Mulher, 24 anos de idade, era usuária de dispositivo intrauterino (DIU) e retirou na vigência de episódio de doença inflamatória pélvica. Apresentando atraso menstrual e episódios de sangramento vaginal de pequena intensidade. Nega dor abdominal ou outras queixas. Beta-hCG positivo. Ultrassonografia transvaginal mostra ausência de saco gestacional intrauterino e presença de imagem complexa em região anexial direita, sem líquido livre na cavidade peritoneal.
Nessa situação, está justificado manter conduta expectante se
Uma criança de 6 anos que procura atendimento na Unidade Local de Saúde do seu bairro por apresentar, há cerca de 30 dias, tumoração cervical na linha média, móvel à deglutição e indolor. A mãe refere que observou um crescimento progressivo da lesão, mas sem nenhum sinal flogístico desde o início do quadro. Referenciada para atendimento em um ambulatório de cirurgia pediátrica, no momento do exame físico, a criança estava hígida sem nenhum outro achado a não ser a tumoração na linha média do pescoço, acima da cartilagem cricoide, arredondada, móvel e de consistência fibroelástica.
Qual o diagnóstico e conduta a serem adotados a seguir?
Paciente usuária de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre T380A procurou atendimento médico para dores pélvicas de início agudo. Relata dores em pontadas alternadas com cólicas. Relatou disuria e corrimento vaginal sem odor fétido e transparente associado ao aparecimento de dispareunia. Ao exame especular evidenciado secreção cervical mucoide saindo pelo orifício externo do colo uterino. Fio do DIU aparente. Colo fechado. Toque evidenciado colo com sensibilidade dolorosa à mobilização. Toque bimanual evidenciado sensibilidade no anexo esquerdo. Solicitado ultrassom transvaginal evidenciado formação à esquerda espessada e com aspecto tortuoso e irregular sugestivo de hidrossalpinge.
O provável agente microbiológico e o tratamento adequado são, respectivamente,
Um paciente masculino, 76 anos de idade, vem a consulta com clínica médica por apresentar dúvidas quanto à frequência com que deve realizar seu exame de próstata. O paciente diz ter feito o exame de PSA várias vezes ao longo dos últimos anos. Traz exame de 3 e de 4 anos atrás, com PSA = 0,8 ng/mL e 0,78 ng/mL, respectivamente.
Nesse caso, o paciente deve ser recomendado a
Mulher, 26 anos de idade, usou pílula contraceptiva por 6 anos e interrompeu há cerca de 9 meses. Desde então, menstruou apenas 2 vezes e está há 4 meses em amenorreia. Nega fogachos, acne, hirsutismo ou ressecamento vaginal. Ao exame físico: bom estado geral, hemodinamicamente estável, mamas com galactorreia bilateral, sem nódulos palpáveis. Útero de tamanho normal e anexos não palpáveis. Beta-hCG negativo.
Para elucidação diagnóstica, deve-se solicitar dosagem de
Um lactente, de 6 meses de idade, comparece sem queixas ao consultório médico com história de internações devido a infecção urinária alta aos 20 dias e aos 3 meses. Com 5 meses, apresentou quadro de febre intermitente, inapetência e vômitos, com exame qualitativo de urina que apontou nitrito (+), esterase leucocitária (+) e urocultura colhida por sondagem vesical com mais de 100 000 UFC/ml de E. coli, tendo completado o tratamento com antimicrobiano com remissão dos sintomas. Realizado ultrassonografia durante a última internação que não verificou alterações.
Como forma de estender a investigação, assinale a alternativa correta quanto ao exame padrão-ouro para essa situação.
Um menino de 4 anos de idade, previamente hígido e com acompanhamento pediátrico regular, chega ao pronto atendimento com queixa de febre (temperatura axilar superior a 38,5 °C em todos os picos) há 6 dias acompanhada de conjuntivite bilateral não exsudativa. Nega uso prévio de medicações nesses últimos dias, exceto o antitérmico habitual para controle da febre. Nega viagens recentes ou contato com indivíduos sabidamente doentes.
Ao exame clínico, observa-se hiperemia de orofaringe sem exsudato ou ulcerações; presença de ressecamento, fissuras e hiperemia em lábios e proeminência das papilas linguais; gânglio cervical anterior a direita com cerca de 1,5 cm de diâmetro não doloroso; edema endurecido em dorso de mãos e pés com eritema palmar e plantar difuso; e presença de exantema polimórfico mais intenso em tronco e períneo. Sem outras alterações.
Assinale a alternativa que contenha o diagnóstico provável para o caso apresentado e uma complicação associada ao quadro.
Mulher com 42 anos de idade foi atendida em unidade básica de saúde referindo, há 5 dias, dor na panturrilha direita que se acentuava ao realizar a flexão dorsal do pé. A dor piorou há 2 dias, aparecendo inchaço, palidez cutânea e dificuldade para deambular. Relatou fazer uso de contraceptivo oral e tabagismo desde os 20 anos de idade. O exame físico evidenciou peso de 72 Kg, 149 cm de altura, edema e palidez desde a raiz da coxa, dor à palpação da panturrilha e pulsos pedioso e tibial posterior palpáveis.
Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa com a orientação sobre a conduta a ser seguida.
Um paciente masculino, com 62 anos de idade, vem a consulta médica na atenção secundaria ambulatorial, encaminhado por tremor. O paciente conta que há alguns meses teve início com tremor no braço direito e que, agora, parece ter progredido para ambos os braços e ambas as pernas. O paciente diz que o tremor piora quando ele “está nervoso”, mas que parece melhorar quando faz alguma atividade, como cozinhar ou comer. Entretanto, o paciente conta que é difícil para ele levantar-se da posição sentada e começar a andar. Também refere que perde o equilíbrio quando está caminhando e “muda de rota”, e tem dificuldade para parar de caminhar, relatando duas quedas no mês anterior à consulta.
Com base no que foi apresentado, o diagnóstico desse paciente é