Questões de Concurso Público Prefeitura de Belo Jardim - PE 2024 para Professor de Psicologia
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A Resolução CFP nº 007/2003 determina que Laudos ou Relatórios Psicológicos devem ser claros em propósito, detalhar métodos e conclusões da Avaliação Psicológica, e fornecer orientações para intervenções apropriadas. Devem conter apenas informações pertinentes, podendo ser publicados online, mantendo a confidencialidade do autor.
Elaborar um laudo ou relatório psicológico requer precisão. Baseado na finalidade da avaliação, deve conter procedimentos, conclusões claras e orientações pertinentes. Evitar dados irrelevantes é crucial. Seguir as diretrizes éticas e técnicas da Resolução CFP nº 07/2003 é essencial para garantir qualidade e relevância ao contexto.
No estudo da psicologia do desenvolvimento, a hereditariedade estabelece o potencial genético, enquanto o ambiente molda seu desenvolvimento. O crescimento orgânico e a maturação neurofisiológica são fundamentais. O ambiente, por influências externas, não altera padrões comportamentais ao longo do tempo.
Para Piaget, o Estágio Operacional Formal aos 12 anos não marca transição crucial na cognição. Destaca-se pela capacidade abstrata e especulativa, lidando com problemas hipotéticos, formando teorias e adotando lógica independente do contexto. Diferenças individuais, como cultura e gênero, afetam essa evolução.
Dobson e Dozois destacam em Terapia CognitivoComportamental: 1) A cognição tem impacto moderado na resposta a eventos; 2) A medição da atividade cognitiva é difícil e variável; 3) As mudanças comportamentais são parcialmente mediadas por avaliações cognitivas, com outras variáveis sendo mais significativas.
Na psicoterapia breve, o psicólogo pode prolongar o acompanhamento além de um ano, se necessário. Não há limite fixo de tempo. As sessões também podem ultrapassar os 50 minutos habituais para atender às necessidades do paciente.
Um psicólogo impondo suas crenças religiosas ao paciente viola a ética e a autonomia, prejudica a confiança terapêutica e pode causar danos psicológicos. Portanto, é necessário manter a neutralidade e respeitar as convicções do paciente para uma prática profissional ética.
Judith Beck, em sua abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental, sugere que, embora seja útil que o cliente identifique pensamentos disfuncionais, não é essencial para o processo terapêutico. Ela enfatiza que a responsabilidade de analisar e modificar esses pensamentos pode ser deixada majoritariamente nas mãos do terapeuta, permitindo ao cliente um papel mais passivo na terapia.
A terapia em grupo envolve mais de três pessoas, proporcionando interação, apoio, e orientação profissional. Sessões de até duas horas, focadas em experiências comuns, incentivam diálogo, empatia e uso de técnicas variadas. Apesar dos desafios, é eficaz e enriquecedora para participantes e terapeutas.
A Fenomenologia, criada por Husserl e expandida por Heidegger, foca na experiência vivida e na consciência. Baseia-se na "intencionalidade" e usa a "epoché" para acessar experiências puras, enfatizando a existência humana e o mundo imediato, enquanto considera interpretação e teoria como concepções menos importantes a serem exploradas.
O Código de Ética dos Psicólogos define PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS para uma prática ética e responsável. Esses princípios incluem respeito à dignidade humana, promoção da saúde, responsabilidade social, análise crítica, aprimoramento contínuo, acesso universal à psicologia, dignidade profissional e consideração das relações de poder.
Na Psicologia, a promoção da saúde é vista através de uma abordagem sistêmica, reconhecendo que o estilo de vida influencia diretamente a saúde. Essa concepção vai além da mera ausência de doenças, englobando fatores como moradia, lazer, educação e trabalho. O equilíbrio desses elementos compõe o panorama da saúde humana.
Jean Piaget em sua teoria do construtivismo afirma que o aprendizado das crianças é um processo inativo, no qual conhecimentos são construídos através de interações com o ambiente. Novas descobertas são assimiladas e acomodadas em estruturas mentais existentes, expandindo seu entendimento. Os estágios do desenvolvimento cognitivo marcam mudanças nas 'ferramentas mentais' da criança, influenciadas por idade, ambiente e estímulos.
O Ensaio Cognitivo é um método terapêutico no qual os pacientes visualizam e enfrentam medos, praticando soluções e táticas assertivas, inclusive através de atividades de risco como andar sobre brasas ou escalar sem equipamentos, para superá-los.
Na distinção entre TDAH e Transtorno Bipolar, conforme o DSM-V, é importante notar que, no Transtorno Bipolar, episódios maníacos com humor elevado e grandiosidade duram vários dias, sendo necessários ao menos quatro dias para um diagnóstico. Por outro lado, no TDAH, variações de humor acontecem dentro de um dia. Enquanto o Transtorno Bipolar é menos comum em préadolescentes, o TDAH é frequentemente identificado nessa idade, mesmo com sintomas de irritabilidade e raiva.
Metacognição no contexto educacional é a capacidade de entender e controlar os próprios processos mentais. No ensino, essa capacidade é crucial, pois ajuda alunos a reconhecerem como aprendem, e adaptarem suas estratégias para serem mais eficazes, melhorando o desempenho acadêmico e a adaptação a diversos contextos de aprendizagem.
Em Terapia Sistêmica de Casal, o terapeuta facilita a comunicação, atuando como mediador. Auxilia na compreensão e expressão construtiva de emoções e necessidades, identificando padrões comunicacionais prejudiciais e promovendo estratégias de resolução de conflitos. Seu papel vai além de preservar o matrimônio, incluindo ajudar o casal a reconhecer quando a separação é a melhor opção.
O trabalho em Políticas Públicas exige integração e interdisciplinaridade para garantir atenção abrangente. A colaboração fortalece laços, assegura direitos e reduz vulnerabilidades, exigindo uma abordagem multidisciplinar. A rede articulada requer diálogo, desburocratização e definição clara de responsabilidades para soluções conjuntas. Reconhecer limitações e adaptar fluxos de trabalho é essencial para ações precisas e locais.
A ordenação dos fenômenos em psicopatologia é crucial para entender e classificar os aspectos psíquicos. Nesse contexto, definir a normalidade é complexo, envolvendo critérios como ausência de doença, bem-estar, funcionalidade e subjetividade, o que permite diversas interpretações dos estados psíquicos.
Um diagnóstico de transtorno mental visa a identificar prognósticos e planejar tratamentos, mas não determina a necessidade de tratamento. Essa é uma decisão que leva em conta a severidade dos sintomas, sofrimento do paciente, incapacidades relacionadas, e riscos e benefícios dos tratamentos. Alguns pacientes podem necessitar de tratamento mesmo sem preencher todos os critérios diagnósticos, e a falta de um diagnóstico completo não deve negar acesso a cuidados adequados.