Questões de Concurso Público IF-SP 2022 para Professor EBTT - Filosofia

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Q4161239 Filosofia
Leia o trecho a seguir:

“– Então, disse, gerar justiça também é dispor os elementos da alma de modo que, de acordo com a natureza, entre eles haja uma relação de domínio e sujeição, mas gerar injustiça é ir contra a natureza tanto quando um governa o outro como também quando um é governado pelo outro?
– Certamente, disse.
– Ah! A virtude, pelo que se vê, seria como que saúde, beleza e boa disposição da alma, mas o vício, doença, feiura e fraqueza.
– É isso.”
(PLATÃO. A República: ou Sobre a Justiça, Diálogo Político. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2014, p. 172).

Tendo como referência este trecho do Livro IV, da obra A República, de Platão, marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de alma defendida pelo filósofo grego.
Alternativas
Q4161240 Filosofia
A fundamentação da metafísica dos costumes pretende, nas palavras do próprio autor, a “fixação do princípio supremo da moralidade” (KANT, I. A fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso Editorial: Barcarolla, 2011. p. 19).

Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
Alternativas
Q4161241 Filosofia
A boa prática científica pode se assentar num conjunto de dogmas, isto é, de crenças postas acima de suspeitas? Contrariando a imagem do cientista como um “espírito aberto” e essencialmente não-dogmático, o filósofo da ciência Thomas Kuhn acredita que o cientista individual não partilha desses atributos. Para ele,
Preconceito e resistência parecem ser mais a regra do que a exceção no desenvolvimento científico avançado. [...] Embora o preconceito e resistência às inovações possam muito facilmente pôr um freio ao progresso científico, a sua onipresença é, porém, sintomática como característica requerida para que a investigação tenha continuidade e vitalidade. Características desse tipo, tomadas coletivamente, eu classifico como dogmatismo das ciências maduras. [...] A educação científica “semeia” o que a comunidade científica, com dificuldade, alcançou até aí - uma adesão profunda a uma maneira particular de ver o mundo e praticar a ciência. (KUHN, Thomas S. A função do dogma na investigação científica. Curitiba: UFPR / SCHLA, 2012, p. 20-21).

Considere as seguintes assertivas:
I – Há aqui uma contradição no pensamento do autor porque não se compreende como o autor de A estrutura das revoluções científicas defenda a importância do dogma para a ciência e que os cientistas sejam em sua prática conservadores e não, revolucionários.
II – O posicionamento de Kuhn é coerente com sua concepção de paradigma científico. Com efeito, para Kuhn, na base da prática científica está a adesão a um paradigma que, partilhado pela comunidade científica, define os limites da ciência normal de uma dada época.
III – Aqui está um dos pontos centrais da divergência entre Kuhn e Popper. Para Popper, não haveria dogma científico acima ou imune ao princípio da falseabilidade. A ideia de uma crença que devesse ser protegida e não falseada lhe pareceria também não-científica.
IV – Neste ponto, é possível aproximar o posicionamento de Kuhn e de Imre Lakatos. Porque este último compreende que todo programa de pesquisa parte de um “núcleo irredutível” de hipóteses que não serão postas em discussão (que, de princípio, não se tentará falsear).

Assinale a alternativa que contém apenas as assertivas corretas:
Alternativas
Q4161242 Filosofia
Em sua investigação sobre a lógica da pesquisa científica, Karl Popper percebe a impossibilidade de provarmos a verdade de uma teoria a partir da experimentação empírica. Isso porque tal prova implicaria necessariamente no recurso a um argumento falacioso, a afirmação do consequente. De forma esquemática, poderíamos resumir da seguinte maneira tal argumento: se a teoria A está correta, então o experimento terá o resultado X; o experimento teve o resultado X (o esperado); logo, a teoria A é verdadeira. Ora, não necessariamente, afinal, uma outra teoria ainda não apresentada também poderia oferecer uma boa explicação para este fenômeno. Todavia, pode-se sim provar por modus tollens a falsidade de uma teoria, desde que o resultado que se previa para o experimento não seja verificado.

Como Popper redefine a ciência a partir dessa constatação?
Alternativas
Q4161243 Filosofia
Segundo Epicuro, a felicidade consiste no prazer, definido como ausência de dor. Pode-se perguntar: como é possível ficar feliz diante da ameaça constante da morte? A esse questionamento, o filósofo assevera:

“Donde um correto conhecimento de que a morte nada é para nós faz da vida mortal algo apreciável, não por adicionar tempo infinito, e sim por suprimir o anseio de imortalidade”. (EPICURO. Cartas & Máximas principais: “Como um deus entre os homens”. São Paulo: Penguim, Companhia das Letras, 2020, p. 62).

Por que, para Epicuro, o mal residiria nas sensações?
Alternativas
Q4161244 Filosofia
Quem busca uma resposta ao ceticismo terá que enfrentar a questão do critério de verdade: como poderíamos nos certificar da verdade de uma proposição qualquer sobre o mundo? Este é um problema enfrentado, por exemplo, por René Descartes. Para este filósofo,

“a verdade é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la [...] com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de apreender o que é a verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente.” (DESCARTES, R. Carta a Mersenne de 16 de outubro de 1639. Apud: FORLIN, E. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Associação Editorial Humanitas; Ijuí: Ed. Unijuí/Fapesp, 2005. pp. 29-30).

Esse conhecimento primeiro sobre a verdade ganha diferentes versões ao longo do processo meditativo de Descartes.

A este respeito considere as seguintes assertivas:
I – Um primeiro critério de verdade utilizado por Descartes em sua meditação é a indubitabilidade. Ou, inversamente, tudo aquilo sobre o qual repousar a menor dúvida será tomado como falso.
II – Na enunciação do Cogito, a certeza que o indivíduo tem sobre sua própria existência desempenha o papel de critério de verdade. A indubitabilidade do Cogito decorre desta certeza absoluta que o indivíduo tem sobre sua própria existência.
III – A partir do Cogito, a certeza do sujeito torna- -se critério de verdade para qualquer proposição.
IV – Por fim, Descartes estabelece como regra geral que todas as coisas conhecidas claras e distintamente são verdadeiras.

Assinale a alternativa que contenha unicamente as assertivas verdadeiras:
Alternativas
Q4161247 Filosofia
O mês de outubro de 2021 foi dedicado à discussão acerca do Ensino de Filosofia pela ANPOF, levando a comunidade filosófica a debater temáticas e ações que são importantes à área. O trecho abaixo se encontra no fórum de debate dedicado a essa temática:

“Assim, o entrelugares se revela, se não a principal, uma das características da produção acadêmica do ensino de filosofia no Brasil. Isso porque, historicamente, ela se formou entre as frestas institucionais acadêmicas das áreas de filosofia e de educação. Quem primeiro acolheu as demandas de pesquisa sobre o tema, e continua a ser uma grande aliada, foi a filosofia da educação. […] Por sua vez, mesmo que não houvesse muita abertura dos programas de pós-graduação acadêmicos em filosofia para o ensino de filosofia, foi possível forçar as possibilidades institucionais e se infiltrar nas frestas deixadas na área de teoria do conhecimento, ética, estética, política e até história da filosofia, desenvolvendo, em um plano periférico, a temática. Até porque, ao contrário do que muitas vezes é pressuposto, as tensões que irrompem da pesquisa com o ensino de filosofia encontram seu apoio, principalmente, na própria tradição filosófica e, por conseguinte, ressoam as problemáticas típicas da área da filosofia”. (Disponível em: https://anpof.org/forum/canone---uma-proposta-de-debate/filosofia-do--ensino-de-filosofia-por-uma-cidadania-filosofica. Acesso em: 26/02/2022).

De posse dessas reflexões e em consonância com o proposto por Cerletti (2009), pode-se afirmar que o ensino de filosofia tem sua fundamentação inscrita, primordialmente, no âmbito:
Alternativas
Q4161248 Filosofia
O processo de ensino filosófico apresenta como exigência inexorável a elaboração de uma concepção – ainda que mínima – daquilo que se pretende ensinar sob a alcunha de filosofia.

“A filosofia é o ato de reorganizar todas as experiências teoréticas e práticas, propondo uma nova grande divisão normativa que inverte uma ordem intelectual estabelecida e promove novos valores para além dos comuns. A forma de tudo isto é, mais ou menos, dirigir-se livremente a todos, mas primeiro e principalmente aos jovens, pois um filósofo sabe perfeitamente bem que os jovens têm que tomar decisões sobre suas vidas e que eles estão geralmente mais dispostos a aceitar os riscos de uma revolta lógica” (BADIOU apud CERLETTI, 2009, p. 35).

Na concepção apresentada por Cerletti (2009), haveria duas dimensões no ensino de filosofia. Qual das alternativas abaixo contém essas dimensões?
Alternativas
Q4161249 Filosofia
Para o ensino de Filosofia, pode-se tomar como ponto de partida o explicitado como cidadania nos documentos citados nas Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Esses documentos exortam à coerência entre a prática escolar e princípios estéticos, políticos e éticos, a saber: Estética da Sensibilidade; a Política da Igualdade, e; a Ética da Identidade.
Noguera (2011) postula que a inclusão dos conteúdos de História e Culturas Afro-brasileiras e Africanas no ensino de Filosofia acrescentaria novos desdobramentos para os três pontos de partida antes mencionados. Nesse sentido, considere as afirmações abaixo:
I – Uma estética afrodiaspórica e antirracista;
II – Uma política que combata as assimetrias baseadas em critérios étnico-raciais;
III – Uma ética que combata as discriminações negativas endereçadas a grupos étnico-raciais que historicamente têm sido subalternizados, propor uma Ética ubuntu.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4161250 Filosofia
De certa maneira, parece haver se constituído como espécie de senso-comum filosófico a narrativa hegemônica do exclusivo nascimento grego da Filosofia. No entanto, algumas pesquisas se levantam contra esse modelo de narrativa, como é o caso, por exemplo, de uma abordagem filosófica afroperspectivista, que, dentre outras características,

“é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, é empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos. Tem uma preocupação especial para a reabilitação e o incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada” (NOGUERA, R. O ensino de filosofia e a lei 10.639. Editora Pallas: Rio de Janeiro, 2011, p. 68-69).

A respeito da noção de racismo epistêmico, considere as afirmações abaixo:
I – No caso da filosofia, esse conceito demonstra que apenas o mundo ocidental pode garantir a filosoficidade de um saber.
II – Ao se arrogarem a autoridade de definir a filosofia, as guerras de colonização produziram epistemicídio, ou seja, o assassinato das maneiras de conhecer e agir dos povos africanos conquistados.
III – Tradicionalmente eurocêntrica, essa visão tenderia a excluir outros estilos, linhas e abordagens filosóficas, negando a legitimidade epistemológica dessas abordagens que não são ocidentais.

A alternativa que reúne as afirmações CORRETAS é:
Alternativas
Q4161251 Filosofia
“O homem nasceu livre, e em toda parte vive acorrentado. O que se crê amo dos outros não deixa de ser mais escravo que eles. Como essa mudança se deu? Não sei. O que a pôde tornar legítima? Creio poder responder a essa questão.
Se considerasse somente a força e o efeito que dela deriva, eu diria: ‘Enquanto um povo é constrangido a obedecer, e obedece, faz muito bem; assim que pode se livrar do jugo, e se livra, faz melhor ainda. Porque, recuperando sua liberdade pelo mesmo direito que a tomou dele, ou tem fundamento para retomá-la, ou não tinha quem a tomou’. Mas a ordem social é um direito sagrado, que serve de base a todos os outros. No entanto, esse direito não vem da natureza, ele se fundamenta portanto em convenções” (ROUSSEAU, J-J. Do contrato social ou Princípios do direito político. São Paulo: Penguin Classics – Companhia das letras, 2011, p. 55).

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) é considerado o fundador da democracia moderna e influenciou vários movimentos revolucionários como a Revolução Francesa. Marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia política de Rousseau.
Alternativas
Q4161252 Filosofia
Dentre as inúmeras atribuições cotidianas do(a) professor(a) de filosofia na realização de seu trabalho, deve-se contar como fundamental o contato com textos de registros variados, mas, óbvia e principalmente, com textos filosóficos.
Acerca dessa relação entre estudo filosófico e texto, Porta (2002, p. 55) assevera: “Ainda que seja possível diferenciar, em princípio, entre os modos de abordagem do estudo da filosofia e do texto filosófico, existe entre ambos um vínculo estreito”.
Há inúmeras propostas metodológicas para leitura de um texto filosófico.
Considerando-se a proposta de Porta (2002), analise os itens a seguir:
I – O texto filosófico deve ser lido como fonte de informações.
II – O texto filosófico deve ser lido como objeto de análise.
III – O texto filosófico pode prescindir de certo nível literário, mas não pode prescindir de certo nível linguístico.

Com base nos itens acima, escolha a alternativa que reúna as afirmações CORRETAS:
Alternativas
Q4161253 Filosofia
O filósofo Jean Paul-Sartre afirma que a “existência precede a essência”. Essa célebre frase é apresentada em sua obra O existencialismo é um humanismo. Nela o pensador desenvolve a sua concepção de existência humana. Sua filosofia se confronta com a tradição filosófica do essencialismo, que compreende o sentido da vida a partir de uma essência absoluta e inalterável. Sartre, por sua vez, rejeita a tese de que exista uma razão ou causa a priori que defina o sentido da vida humana, em troca, ele nos diz que a primeira evidência é a própria existência. Sobre essa tese o filósofo afirma:

“O que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define” (SARTRE. J. P. O existencialismo é um humanismo. In: Sartre. São Paulo: Abril Cultural. (Col. Os Pensadores). 1978, p. 6).

Acerca da tese sartreana de que a existência precede a essência, analise as afirmações a seguir.
I – Ao dizer que a existência precede a essência, Sartre argumenta que os seres humanos não possuem uma essência anterior.
II – Se não há uma essência dada como princípio de determinação do ser humano, então, antes de existir o homem é o nada.
III – A antecedência ontológica da existência sobre a essência indica que o modo como o sujeito constrói a sua vida determinará o que ele é.
IV – O existencialismo de Sartre, ao negar a antecedência da essência sobre a existência, tem como consequência a afirmação da liberdade humana.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4161254 Filosofia
Leia o texto a seguir:

“A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro; em resumo, opressores e oprimidos em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito” (MARX, K. ENGELS, F. Manifesto Comunista. Trad.: Álvaro Pina. Boitempo editorial: São Paulo, 2005, p. 40).

De acordo com Marx, toda sociedade é formada por classes sociais que estão em constante conflitos. Acerca da concepção marxiana de classe social, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4161255 Filosofia
Leia o texto a seguir:

“O poder legislativo é aquele que tem o direito de fixar as diretrizes de como a força da sociedade política será empregada para preservá-la e a seus membros. No entanto, como essas leis devem ser constantemente executadas e sua força deve vigorar para sempre, podem ser elaboradas em pouco tempo e, portanto, não é preciso que o legislativo se mantenha para sempre, uma vez que nem sempre terá ocupação. […].
Porém, como as leis elaboradas de imediato e em pouco tempo têm força constante e duradoura, e requerem uma perpétua execução ou assistência, é necessário haver um poder permanente, que cuide da execução das leis que são elaboradas e permanecem vigentes. E assim acontece, muitas vezes, que sejam separados os poderes legislativo e executivo.
[…] De modo que, segundo esta consideração, a sociedade política como um todo constitui um corpo único em estado de natureza com respeito a todos demais estados ou pessoas externas a esse corpo.Este contém, portanto, poder de guerra e paz, de firmar ligas e promover alianças e todas as transações com todas as pessoas e sociedades políticas externas e, se alguém quiser, pode chamá-lo de federativo” (LOCKE, J. Dois tratados sobre o governo. 3. ed. São Paulo: Martins fontes – selo Martins, 2020. p. 514-516).

John Locke (1632-1704), filósofo contratualista, é considerado o fundador do liberalismo político e um dos temas importantes de seu pensamento político refere-se ao poder supremo. Marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de Locke acerca deste poder político.
Alternativas
Q4161256 Filosofia
A filosofia nascente é marcada pelo esforço do pensamento humano em compreender os fenômenos da realidade. Os vários fatores históricos que impulsionaram o seu surgimento deram condições para que uma nova forma de pensamento se estabelecesse na cultura ocidental. De acordo com a tradição histórica, esta fase inicial da filosofia é conhecida como período pré-socrático.

Sobre a filosofia pré-socrática é correto afirmar.
Alternativas
Q4161257 Filosofia
Leia o texto a seguir:

“Portanto, é preciso adquirir a ciência das causas primeiras. Com efeito, dizemos conhecer algo quando pensamos conhecer a causa primeira. Ora, as causas são entendidas em quatro diferentes sentidos” (ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Loyola, 2002, p. 15).

A filosofia de Aristóteles foi um marco fundamental para o desenvolvimento dos princípios da ciência, sobretudo em relação à teoria da causalidade. Marque a alternativa que apresenta corretamente a teoria da causalidade de Aristóteles.
Alternativas
Q4161258 Filosofia
Leia o texto a seguir:

“As revoluções políticas iniciam-se com um sentimento crescente, com frequência restrito a um segmento da comunidade política, de que instituições existentes deixaram de responder adequadamente aos problemas postos por um meio que ajudaram em parte a criar. De forma muito semelhante, as revoluções científicas iniciam-se com um sentimento crescente, também seguidamente restrito a uma pequena subdivisão da comunidade científica, de que o paradigma existente deixou de funcionar adequadamente na exploração de um aspecto da natureza, cuja exploração fora anteriormente dirigida pelo paradigma. Tanto no desenvolvimento político como no científico, o sentimento de funcionamento defeituoso, que pode levar à crise, é um pré-requisito para a revolução.” (KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1998, p. 126).

Thomas Kuhn (1922-1996) apresentou uma concepção inédita, com a publicação do seu livro A estrutura das revoluções científicas, para explicar o desenvolvimento da ciência. Marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de Thomas Kuhn sobre o processo de mudança de paradigmas.
Alternativas
Q4161259 Filosofia
Leia o texto a seguir:

“Antes de surgir um alfaiate, o ser humano costurou durante milênios, pressionado pela necessidade de vestir-se. Mas o casaco, o linho, ou qualquer componente da riqueza material que não seja dado pela natureza, tinha de originar-se de uma especial atividade produtiva, adequada a determinado fim e que adapta certos elementos da natureza às necessidades particulares do homem. O trabalho, como criador de valores de uso, como trabalho útil, é indispensável à existência do homem – quaisquer que sejam as formas de sociedade, é necessidade natural e eterna de efetivar o intercâmbio material entre o homem e a natureza e, portanto, de manter a vida humana.” (MARX, K. O capital: crítica da economia política – livro I. 36. ed. Rio de Janeiro: civilização brasileira, 2019, p. 64-65).

Com base no texto e nas contribuições de Karl Marx (1818-1883) para a economia política, marque a alternativa que apresenta a concepção marxista acerca do trabalho e da geração de riqueza.
Alternativas
Q4161260 Filosofia
Leia o texto a seguir:

“Mas o que sou eu, portanto? Uma coisa que pensa. Que é uma coisa que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente. Certamente não é pouco se todas essas coisas pertencem à minha natureza. Mas por que não lhe pertenceriam? Não sou eu próprio esse mesmo que duvida de quase tudo, que, no entanto, entende e concebe certas coisas, que assegura e afirma que somente tais coisas são verdadeiras, que nega todas as demais, que quer e deseja conhecê-las mais, que não quer ser enganado, que imagina muitas coisas, mesmo mau grado seu, e que sente também muitas como que por intermédio dos órgãos do corpo? Haverá algo em tudo isso que não seja tão verdadeiro quanto é certo que sou e que existo, mesmo se dormisse sempre e ainda quando aquele que me deu a existência se servisse de todas as suas forças para enganar-me? [...] Que assim seja; todavia, ao menos, é muito certo que me parece que vejo, que ouço e que me aqueço; e é propriamente aquilo que em mim se chama sentir e isto, tomado assim precisamente, nada é senão pensar. Donde, começo a conhecer o que sou, com um pouco mais de luz e de distinção do que anteriormente” (DESCARTES, R. Meditações. In.: Descartes. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Col. Os Pensadores, p. 95).

Tendo como referência este texto do filósofo René Descartes (1596-1650) e as suas contribuições para a teoria do conhecimento, marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia cartesiana.
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: D
4: C
5: A
6: B
7: B
8: A
9: B
10: D
11: A
12: C
13: D
14: D
15: A
16: B
17: B
18: D
19: A
20: C