Questões de Concurso Público Prefeitura de Ipu - CE 2026 para Técnico de Enfermagem

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Q4145208 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Nos três primeiros parágrafos do texto, o autor estabelece uma comparação entre a atitude dos brasileiros no passado e o comportamento observado na atualidade. De acordo com a argumentação apresentada nesse trecho, a principal mudança na postura da população em relação ao futebol reside na:
Alternativas
Q4145209 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Ao discutir a implementação de tecnologias de arbitragem no futebol sul-americano, o autor apresenta, no sexto parágrafo, uma perspectiva sobre o futuro das polêmicas esportivas. Segundo o ponto de vista defendido pelo cronista, a relação entre a inteligência artificial e o esporte é caracterizada pela:
Alternativas
Q4145210 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Considerando as normas vigentes na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o acento da palavra selecionada.
Alternativas
Q4145211 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
O emprego da vírgula no texto é fundamental para a organização sintática e para a orientação semântica do discurso. Com base nas normas de pontuação da norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa que justifica corretamente o uso ou a classificação da vírgula no trecho indicado.
Alternativas
Q4145212 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
O emprego de substantivos, adjetivos e advérbios no texto é fundamental para a caracterização do cenário esportivo e para a expressão da subjetividade do autor. Muitas vezes, a mesma palavra, em textos diferentes, pode exercer a função de substantivo, adjetivo ou advérbio. Sabendo disso, indique a alternativa em que a análise da classe de palavra a que pertence o termo em destaque, tal como foi utilizado no texto, está correta.
Alternativas
Q4145213 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A articulação das ideias no texto depende diretamente do manejo adequado dos pronomes e das formas verbais, que assegurem a continuidade do sentido e a precisão temporal. Com base na norma culta da língua portuguesa, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q4145214 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Os conectivos desempenham um papel crucial na coesão textual, estabelecendo relações lógicas e semânticas entre as ideias apresentadas pelo autor. No texto, o emprego das conjunções e preposições fundamenta a progressão do raciocínio. Com base na norma culta, assinale a alternativa que descreve corretamente a função do conectivo destacado.
Alternativas
Q4145215 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A substituição da voz ativa pela voz passiva é um recurso sintático que permite alterar o foco do enunciado sem, contudo, comprometer o sentido original do texto. Considerando os mecanismos de flexão e as regras de equivalência entre as vozes verbais, assinale a alternativa em que a reescrita do trecho indicado está correta e não altera o sentido original.
Alternativas
Q4145216 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A colocação dos pronomes átonos no texto segue as prescrições da norma culta, que admite variações conforme a natureza dos termos adjacentes e a estrutura das locuções verbais. Sabendo disso, analise as propostas de reescrita e os trechos originais e assinale a alternativa em que a explicação está correta e a colocação pronominal respeita estritamente a gramática normativa.
Alternativas
Q4145217 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A concordância verbal é a norma gramatical que estabelece a harmonia entre o verbo e o seu respectivo sujeito. Sabendo disso, e atento à gramática da norma-padrão da língua portuguesa, indique a alternativa em que a concordância verbal se encontra correta.
Alternativas
Q4145218 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A concordância nominal estabelece a relação de gênero e número entre o substantivo e os termos que o acompanham (artigos, adjetivos, numerais e pronomes). Sabendo disso, marque a alternativa em que esta concordância atende à norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q4145219 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A regência trata das relações de dependência que as palavras estabelecem entre si, observando-se, especialmente, o emprego ou a ausência de preposições exigidas por verbos ou nomes. Com base na norma culta, assinale a alternativa que apresenta a regência correta. 
Alternativas
Q4145220 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A seleção vocabular de um texto é determinante para o estabelecimento de seu tom e de seu rigor semântico. No texto, o autor utiliza termos que conferem precisão à crítica sobre o comportamento do torcedor brasileiro. Considerando o sentido e a relação de sinonímia e antonímia das palavras no contexto em que ocorrem, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4145221 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A linguagem pode ser empregada em sentido denotativo (próprio, literal) ou conotativo (figurado, simbólico). No texto, o autor transita entre esses dois níveis para construir sua crítica sobre o impacto da tecnologia no futebol. Sabendo disso, identifique a alternativa em que o período retirado do texto apresenta todas as palavras empregadas em seu sentido próprio (denotativo).
Alternativas
Q4145222 Não definido
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa sistematizou o uso do hífen em palavras formadas por derivação prefixal, como ocorre em “sul-americana”. Considerando as regras de ortografia oficial vigentes, assinale a alternativa em que as palavras destacadas estão grafadas adequadamente.
Alternativas
Q4145223 Não definido
A classificação regional do espaço brasileiro, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), organiza os municípios em recortes que expressem proximidades geográficas e afinidades socioeconômicas. Tendo em vista essa lógica de regionalização, é correto afirmar que o município Ipu pertence à Região Geográfica Intermediária de:
Alternativas
Q4145224 Não definido
A organização do território cearense baseia-se em compartimentos de relevo que definem as chamadas zonas fisiográficas. O município Ipu possui uma localização estratégica. Considerando a unidade geomorfológica que define a identidade cultural, o clima e o principal patrimônio natural do município, é correto afirmar que Ipu está vinculado à:
Alternativas
Q4145225 Não definido
A organização do espaço no município Ipu está ligada à relação entre o relevo e os rios. Com base nisso, examine as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Alternativas
Q4145226 Não definido
A organização político-administrativa dos municípios no Brasil do século XIX, estava vinculada a dispositivos legais. Nesse contexto, a formação de núcleos urbanos implicava sua elevação gradual de status administrativo, conforme critérios estabelecidos pela legislação vigente. Considerando esse processo, é correto afirmar que a formação administrativa do município Ipu:
Alternativas
Q4145227 Não definido
A construção de identidades locais pode envolver a apropriação de representações literárias que, embora originalmente produzidas no campo artístico, passam a ser ressignificadas como elementos simbólicos de pertencimento territorial. No caso de Ipu, no Ceará, o hino municipal faz referência a um personagem cuja imagem literária foi associada à região. Considerando esse contexto, examine as afirmativas a seguir e assinale a correta. 
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: A
4: B
5: D
6: C
7: B
8: A
9: D
10: A
11: C
12: D
13: A
14: B
15: C
16: A
17: D
18: A
19: B
20: C