Questões de Concurso Público Prefeitura de Irupi - ES 2024 para Atendente

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Q3445232 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No texto de Martha Medeiros, a autora descreve uma rotina intensa marcada pela constante presença do WhatsApp. Qual é o principal sentimento expresso pela autora em relação à tecnologia e à conexão constante proporcionada pelo aplicativo?
Alternativas
Q3445233 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Analise as assertivas a seguir, com base nas ideias do texto:

I. A autora valoriza o contato frequente e direto com diversas esferas de seu círculo social por meio do WhatsApp.
II. A rotina descrita pela autora inclui momentos de atividade física e escolhas alimentares conscientes.
III. A experiência de dirigir no trânsito é descrita como relaxante e prazerosa, graças à escolha de músicas adequadas.
IV. A autora reflete sobre seus privilégios em comparação com as dificuldades enfrentadas por outras pessoas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3445234 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Considerando o texto, como a autora parece perceber a onipresença da tecnologia em sua vida? 
Alternativas
Q3445235 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Qual alternativa apresenta uma correta reescrita das orações a seguir, mantendo o mesmo sentido, mas utilizando uma conjunção?

"Acordo cansada. Me deito cansada":
Alternativas
Q3445236 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Associe os elementos mencionados no texto às sensações ou conceitos que eles representam para a autora:

(1) WhatsApp
(2) Exercícios físicos
(3) Trânsito
(4) Chocolate 80% cacau

(a) Metáfora para pequenos prazeres e indulgências pessoais.
(b) Símbolo de estresse e frustração diária.
(c) Representação de conexão constante e, por vezes, invasiva.
(d) Tentativa de manter a saúde física e mental em meio à rotina exaustiva.

Qual alternativa apresenta a correta associação entre as colunas acima?
Alternativas
Q3445237 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Pode-se afirmar que a palavra "também" recebe acento agudo:

I. Por ser proparoxítona.
II. Por ser uma paroxítona terminada em "em".
III. Por ser oxítona terminada em "em".

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3445238 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Na frase "Quero me sentir livre da obrigação", a palavra "livre" classifica-se, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q3445239 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Qual alternativa apresenta, respectivamente, o número de dígrafos presentes nas palavras “TRABALHO”, “HORA” e “descompromissada”? 
Alternativas
Q3445240 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Quanto ao número de sílabas, a palavra "SUPERMERCADO" classifica-se como:
Alternativas
Q3445241 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No trecho adaptado "A família inteira tem o mesmo acesso direto a mim", qual é o sujeito da oração?
Alternativas
Q3445242 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No trecho "eu projetava como razoável", o verbo "projetava" está em qual tempo e modo verbal? 
Alternativas
Q3445243 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Quanto à disposição da sílaba tônica, a palavra "música" é classificada como ___________, da mesma forma que ___________.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
Alternativas
Q3445244 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Na palavra "INTELIGENTE", quantos fonemas estão presentes?
Alternativas
Q3445245 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo

    Acordo cansada. Me deito cansada. Entre os extremos do dia, evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga. De manhã, ergo pesos de quatro quilos, 15 repetições, agacho, levanto, só mais 300 abdominais. Em seguida, percorro os corredores do supermercado contando os passos no aplicativo do celular e cruzo pela gôndola dos dietéticos sem me dar conta de que esqueci de pegar o chocolate 80% cacau – me obrigo a voltar e adiciono mais cem passos.

    Trabalho sentada, benção e castigo. Custo a me concentrar, ainda não consigo deixar o celular fora de alcance, duas horas se passaram e renderam meio parágrafo.

    Trânsito. Saio da garagem, escolho a playlist do dia – jazz, MPB, pop? – e a música me salva de gritar em meio ao congestionamento. Desolador cenário urbano: todos enlatados, a caminho de um encontro urgente que daqui a dois dias ninguém lembrará para que serviu.

    Onde quer que eu esteja, o WhatsApp está comigo. A família inteira, os amigos, os desconhecidos, as relações profissionais, minha melhor confidente e o gerente do banco têm o mesmo acesso direto a mim: o sinal avisa de cinco em cinco minutos que alguém está querendo me contatar e a gente se ilude que é importante.

    Preocupações. Não posso parar. Não devo. Tenho que vencer o dia, mesmo sabendo que é ele que vence sempre – ao anoitecer, fecho os olhos e mergulho num sono entrecortado. Durante a madrugada, em algum momento, desperto, talvez pela culpa de ter freado.

    White people problem. A polícia não me interceptará para averiguações. Não terei que pedir fiado no armazém. Não pegarei um ônibus lotado. Os privilégios se amontoam. Há uma pilha de livros para serem lidos, viagens a trabalho, uma filha morando no Exterior que acabei de visitar. Escrevo. Publico. Uma realidade bem mais excitante do que aquela que, na adolescência, eu projetava como razoável. Minha vida é extraordinária. E esgotante. Rara para alguns e comum a todo ser humano que não aguenta mais. Na hora de decidir se é você que está pirando ou é o mundo, que opção você crava?

    Sagrada e maldita tecnologia que veio para facilitar, mas cobra em troca a nossa alma. Eu só quero calma, tempo, fluidez. Menos responsabilidades, mais oceano, árvores, céu. Menos opiniões, mais olhares cálidos, risadas soltas, alegria descompromissada, aquela sem motivo.

    Quero me sentir livre da obrigação de existir para os outros, de me vestir para os sites, de parecer mais inteligente do que sou. Quero a expansão do nada, nenhuma sabedoria para vender. Sentir a eternidade deste momento, sem espiar o relógio digital instalado no meio da avenida. Sei bem que horas são. Estou a um minuto de um reencontro amoroso comigo, sem chance de me atrasar.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No texto, a expressão "evito que meus pensamentos sejam infectados pela fadiga" utiliza a palavra "infectados" de forma figurada. Qual é o significado dessa escolha de palavras no contexto? 
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: D
4: A
5: B
6: D
7: C
8: A
9: D
10: A
11: B
12: D
13: B
14: C