Questões de Concurso Público Prefeitura de Trindade - GO 2026 para Agente de Combate às Endemias

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Q4437670 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
Considerando a construção do texto, é correto afirmar que sua intencionalidade discursiva consiste em 
Alternativas
Q4437671 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
Aponte o item em que, conforme a divisão silábica, as palavras demarcadas apresentem o número de sílabas descrito entre parênteses corretamente.
Alternativas
Q4437672 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
“Acho que estou ficando louca.”

A palavra “louca” apresenta um ditongo decrescente, assim como o vocábulo ressaltado em
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Q4437673 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
No vocábulo “vitral”, empregado no trecho “[...] tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica”, observa-se uma alteração na formação do radical da palavra “vidro”. Esse fenômeno linguístico é denominado de
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Q4437674 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.

“Percebi que nunca havia visto uma cebola.”



O tempo verbal composto destacado encontra-se estruturado no

Alternativas
Q4437675 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
“Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles”

Em analogia ao vocábulo “anéis”, o termo ressaltado está corretamente acentuado em
Alternativas
Q4437676 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
“Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões.”

Tendo por base o gênero do vocábulo “tomates”, há um substantivo masculino realçado corretamente no item
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Q4437677 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
“Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

As palavras “poeta” e “poetas”, nos sintagmas em evidência, assumem função, respectivamente, de 
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Q4437678 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
“Veja o que Neruda disse [...]”

O termo demarcado se trata de um pronome
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Q4437679 Português
Texto para a questão.


A complicada arte de ver


    Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


    Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementales, de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Rubem Alves, Folha de S. Paulo, 26.out.2004.
Há um vocábulo formado por deverbalização destacado na alternativa
Alternativas
Q4437680 Português
Texto para a questão.


Ode à Cebola


Luminosa redoma

pétala a pétala

cresceu a tua formosura

escamas de cristal te acrescentaram

e no segredo da terra escura

se foi arredondando o teu ventre de orvalho.

Sob a terra

foi o milagre

e, quando apareceu

o teu rude caule verde

e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,

a terra acumulou o seu poderio,

mostrando a tua nua transparência,

e como em Afrodite o mar remoto

duplicou a magnólia,

levantando os seus seios,

a terra

assim te fez

cebola,

clara como um planeta

a reluzir,

constelação constante,

redonda rosa de água,

sobre

a mesa

das gentes pobres.


Generosa

desfazes

o teu globo de frescura

na consumação

fervente da frigideira

e os estilhaços de cristal

no calor inflamado do azeite

transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda

a tua influência, o amor, na salada

e parece que o céu contribui

dando-te fina forma de granizo

a celebrar a tua claridade picada

sobre os hemisférios de um tomate.

mas ao alcance

das mãos do povo

regada com azeite

polvilhada

com um pouco de sal,

matas a fome

do jornaleiro no seu duro caminho.

estrela dos pobres,

fada madrinha

envolvida em delicado

papel, sais do chão

eterna, intacta, pura

como semente de um astro

e ao cortar-te

a faca na cozinha

sobe a única

lágrima sem pena.

Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola

Mas para mim és

mais formosa que uma ave

de penas radiosas

és para os meus olhos

globo celeste, taça de platina

baile imóvel

de nívea anémona

e vive a fragrância da Terra

na tua natureza cristalina.


NERUDA, Pablo. Ode à cebola. In: NERUDA, Pablo. Odes elementares
A partir da leitura do poema, é possível inferir que a representação da cebola construída pelo eu lírico 
Alternativas
Q4437681 Português
Texto para a questão.


Ode à Cebola


Luminosa redoma

pétala a pétala

cresceu a tua formosura

escamas de cristal te acrescentaram

e no segredo da terra escura

se foi arredondando o teu ventre de orvalho.

Sob a terra

foi o milagre

e, quando apareceu

o teu rude caule verde

e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,

a terra acumulou o seu poderio,

mostrando a tua nua transparência,

e como em Afrodite o mar remoto

duplicou a magnólia,

levantando os seus seios,

a terra

assim te fez

cebola,

clara como um planeta

a reluzir,

constelação constante,

redonda rosa de água,

sobre

a mesa

das gentes pobres.


Generosa

desfazes

o teu globo de frescura

na consumação

fervente da frigideira

e os estilhaços de cristal

no calor inflamado do azeite

transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda

a tua influência, o amor, na salada

e parece que o céu contribui

dando-te fina forma de granizo

a celebrar a tua claridade picada

sobre os hemisférios de um tomate.

mas ao alcance

das mãos do povo

regada com azeite

polvilhada

com um pouco de sal,

matas a fome

do jornaleiro no seu duro caminho.

estrela dos pobres,

fada madrinha

envolvida em delicado

papel, sais do chão

eterna, intacta, pura

como semente de um astro

e ao cortar-te

a faca na cozinha

sobe a única

lágrima sem pena.

Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola

Mas para mim és

mais formosa que uma ave

de penas radiosas

és para os meus olhos

globo celeste, taça de platina

baile imóvel

de nívea anémona

e vive a fragrância da Terra

na tua natureza cristalina.


NERUDA, Pablo. Ode à cebola. In: NERUDA, Pablo. Odes elementares
O diálogo entre o título do poema e os modos de representação da cebola ao longo dos versos permite compreender que o título
Alternativas
Q4437682 Português
Texto para a questão.


Ode à Cebola


Luminosa redoma

pétala a pétala

cresceu a tua formosura

escamas de cristal te acrescentaram

e no segredo da terra escura

se foi arredondando o teu ventre de orvalho.

Sob a terra

foi o milagre

e, quando apareceu

o teu rude caule verde

e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,

a terra acumulou o seu poderio,

mostrando a tua nua transparência,

e como em Afrodite o mar remoto

duplicou a magnólia,

levantando os seus seios,

a terra

assim te fez

cebola,

clara como um planeta

a reluzir,

constelação constante,

redonda rosa de água,

sobre

a mesa

das gentes pobres.


Generosa

desfazes

o teu globo de frescura

na consumação

fervente da frigideira

e os estilhaços de cristal

no calor inflamado do azeite

transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda

a tua influência, o amor, na salada

e parece que o céu contribui

dando-te fina forma de granizo

a celebrar a tua claridade picada

sobre os hemisférios de um tomate.

mas ao alcance

das mãos do povo

regada com azeite

polvilhada

com um pouco de sal,

matas a fome

do jornaleiro no seu duro caminho.

estrela dos pobres,

fada madrinha

envolvida em delicado

papel, sais do chão

eterna, intacta, pura

como semente de um astro

e ao cortar-te

a faca na cozinha

sobe a única

lágrima sem pena.

Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola

Mas para mim és

mais formosa que uma ave

de penas radiosas

és para os meus olhos

globo celeste, taça de platina

baile imóvel

de nívea anémona

e vive a fragrância da Terra

na tua natureza cristalina.


NERUDA, Pablo. Ode à cebola. In: NERUDA, Pablo. Odes elementares
As preposições destacadas nos versos seguintes estabelecem, respectivamente, relações de

“Sob a terra
foi o milagre

[...]

redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.”
Alternativas
Q4437683 Português
Texto para a questão.


Ode à Cebola


Luminosa redoma

pétala a pétala

cresceu a tua formosura

escamas de cristal te acrescentaram

e no segredo da terra escura

se foi arredondando o teu ventre de orvalho.

Sob a terra

foi o milagre

e, quando apareceu

o teu rude caule verde

e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,

a terra acumulou o seu poderio,

mostrando a tua nua transparência,

e como em Afrodite o mar remoto

duplicou a magnólia,

levantando os seus seios,

a terra

assim te fez

cebola,

clara como um planeta

a reluzir,

constelação constante,

redonda rosa de água,

sobre

a mesa

das gentes pobres.


Generosa

desfazes

o teu globo de frescura

na consumação

fervente da frigideira

e os estilhaços de cristal

no calor inflamado do azeite

transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda

a tua influência, o amor, na salada

e parece que o céu contribui

dando-te fina forma de granizo

a celebrar a tua claridade picada

sobre os hemisférios de um tomate.

mas ao alcance

das mãos do povo

regada com azeite

polvilhada

com um pouco de sal,

matas a fome

do jornaleiro no seu duro caminho.

estrela dos pobres,

fada madrinha

envolvida em delicado

papel, sais do chão

eterna, intacta, pura

como semente de um astro

e ao cortar-te

a faca na cozinha

sobe a única

lágrima sem pena.

Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola

Mas para mim és

mais formosa que uma ave

de penas radiosas

és para os meus olhos

globo celeste, taça de platina

baile imóvel

de nívea anémona

e vive a fragrância da Terra

na tua natureza cristalina.


NERUDA, Pablo. Ode à cebola. In: NERUDA, Pablo. Odes elementares
Atente-se ao termo realçado nos versos a seguir e, a partir da sua dimensão sonora, aponte a alternativa correta quanto ao seu número de fonemas.

“e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.”
Alternativas
Q4437684 Português
Texto para a questão.


Ode à Cebola


Luminosa redoma

pétala a pétala

cresceu a tua formosura

escamas de cristal te acrescentaram

e no segredo da terra escura

se foi arredondando o teu ventre de orvalho.

Sob a terra

foi o milagre

e, quando apareceu

o teu rude caule verde

e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,

a terra acumulou o seu poderio,

mostrando a tua nua transparência,

e como em Afrodite o mar remoto

duplicou a magnólia,

levantando os seus seios,

a terra

assim te fez

cebola,

clara como um planeta

a reluzir,

constelação constante,

redonda rosa de água,

sobre

a mesa

das gentes pobres.


Generosa

desfazes

o teu globo de frescura

na consumação

fervente da frigideira

e os estilhaços de cristal

no calor inflamado do azeite

transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda

a tua influência, o amor, na salada

e parece que o céu contribui

dando-te fina forma de granizo

a celebrar a tua claridade picada

sobre os hemisférios de um tomate.

mas ao alcance

das mãos do povo

regada com azeite

polvilhada

com um pouco de sal,

matas a fome

do jornaleiro no seu duro caminho.

estrela dos pobres,

fada madrinha

envolvida em delicado

papel, sais do chão

eterna, intacta, pura

como semente de um astro

e ao cortar-te

a faca na cozinha

sobe a única

lágrima sem pena.

Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola

Mas para mim és

mais formosa que uma ave

de penas radiosas

és para os meus olhos

globo celeste, taça de platina

baile imóvel

de nívea anémona

e vive a fragrância da Terra

na tua natureza cristalina.


NERUDA, Pablo. Ode à cebola. In: NERUDA, Pablo. Odes elementares
Plumas de ouro é o mesmo que plumas áureas. Logo, essa relação entre o adjetivo e a locução adjetiva, a partir do sintagma demarcado nos versos seguintes, também se encontra corretamente na alternativa

“e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.”
Alternativas
Respostas
1: E
2: C
3: B
4: A
5: A
6: C
7: C
8: C
9: E
10: C
11: B
12: C
13: B
14: C
15: B