“No Atlas do Desenvolvimento Humano, são consideradas
extremamente pobres, pobres e vulneráveis à pobreza as
pessoas com renda domiciliar per capita mensal inferior a
R$70,00, R$140,00 e R$255,00 (valores a preços de 01 de
agosto de 2010) [...]. Em 2000, 2,55% da população do município
eram extremamente pobres, 13,02% eram pobres e 36,67%
eram vulneráveis à pobreza; em 2010, essas proporções eram,
respectivamente, de 0,12%, 2,78% e 11,57%. Analisando as
informações do Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal,
a proporção de pessoas extremamente pobres [...] inscritas no
CadÚnico, após o recebimento do Bolsa Família passou de
8,46%, em 2014, para 7,40%, em 2017 [evidenciando que mais
pessoas passaram a ser identificadas e incluídas nos programas
sociais]. Já a proporção de pessoas pobres [...], inscritas no
cadastro, após o recebimento do Bolsa Família, era de 34,48%,
em 2014, e 38,82%, em 2017. Por fim, a proporção de pessoas
vulneráveis à pobreza [...], também inscritas no cadastro, após
o recebimento do Bolsa Família, era de 43,42%, em 2014, e
73,53%, em 2017. O índice de Gini no município passou de
0,46, em 2000, para 0,40, em 2010, indicando, portanto, houve
redução na desigualdade de renda.”
(ATLAS BRASIL. Camboriú. Atlas Brasil. Disponível em: www.atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/4203204#idhm-all. Acesso em: 20 abr. 2026.)
A mensuração das transformações socioeconômicas em escala
municipal demanda a análise integrada de indicadores de
renda, desigualdade e políticas públicas, considerando seus
efeitos sobre a reprodução social e as condições materiais
de existência. No município de Camboriú, a evolução desses
indicadores ao longo das primeiras décadas do século XXI
permite problematizar a relação entre programas sociais e
pobreza. À luz dessas considerações, examine as afirmativas a
seguir e identifique a correta.