Questões de Concurso Público Prefeitura de Vargem Alta - ES 2023 para Profissional do Magistério – Docência – Anos Finais do Ensino Fundamental – Língua Portuguesa

Foram encontradas 25 questões

Q4272867 Português
Por que a abóbora é usada para representar o Halloween?


O Halloween combina sustos, fantasias e celebrações que variam de acordo com a cultura de cada país. É uma tradição antiga em que rostos são comumente desenhados em abóboras para serem usados como decoração.

O costume de criar rostos aterrorizantes em abóboras tem uma longa história e entrelaça a relação entre os vivos e os mortos, como explica a Encyclopedia of World History, uma organização sem fins lucrativos que visa melhorar a educação histórica em todo o mundo.

A tradição tem seu início na cultura celta e em países europeus, como Escócia, Inglaterra e Irlanda, crescendo na véspera do Samhain (um antigo festival celta), como explica um artigo da National Geographic Estados Unidos intitulado "The twisted transatlantic tale of American jack-o'-lanterns" ("A distorcida história transatlântica das abóboras", em tradução livre).

Naquela época, muitas pessoas acreditavam que os espíritos de quem já morreu iriam se misturar com os vivos. Em resposta ao medo, a população começou a se vestir e desenhar rostos aterrorizantes em várias frutas ou vegetais abundantes após a época da colheita, como as abóboras, nabos (ou rabanetes) e beterrabas, por exemplo, segundo o artigo.

Outra história associada à escultura de rostos aterrorizantes é a de Stingy Jack, um personagem que tem no lugar do rosto uma abóbora recortada com olhos, nariz e boca. Sua história surgiu em um conto publicado em um jornal irlandês, em 1836, e narrava como Jack, um homem pão-duro que costumava beber, quis "passar a perna" no diabo e acabou castigado por isso.

De acordo com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, há uma lenda na qual, em várias ocasiões, Jack teria capturado o demônio com a condição de soltá-lo somente se ele não o levasse para o inferno quando morresse.

No entanto, continua a história popular, quando o homem morreu, descobriu que o céu também não o queria, então ele foi forçado a vagar eternamente pela Terra como um fantasma. Foi então, continua a Biblioteca, que esse homem recebeu do demônio um carvão em brasa dentro de um nabo esculpido para iluminar seu caminho.

Com o tempo, os habitantes locais começaram a esculpir rostos aterrorizantes em seus próprios nabos para afastar os maus espíritos. Hoje, as abóboras são um elemento básico das comemorações do Halloween.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/11/napoleao-bo naparte-e-josephine-a-verdade-por-tras-de-uma-turbulenta-historia-de amor
Por que as abóboras são usadas para representar o Halloween, de acordo com o texto?
Alternativas
Q4272868 Português
Por que a abóbora é usada para representar o Halloween?


O Halloween combina sustos, fantasias e celebrações que variam de acordo com a cultura de cada país. É uma tradição antiga em que rostos são comumente desenhados em abóboras para serem usados como decoração.

O costume de criar rostos aterrorizantes em abóboras tem uma longa história e entrelaça a relação entre os vivos e os mortos, como explica a Encyclopedia of World History, uma organização sem fins lucrativos que visa melhorar a educação histórica em todo o mundo.

A tradição tem seu início na cultura celta e em países europeus, como Escócia, Inglaterra e Irlanda, crescendo na véspera do Samhain (um antigo festival celta), como explica um artigo da National Geographic Estados Unidos intitulado "The twisted transatlantic tale of American jack-o'-lanterns" ("A distorcida história transatlântica das abóboras", em tradução livre).

Naquela época, muitas pessoas acreditavam que os espíritos de quem já morreu iriam se misturar com os vivos. Em resposta ao medo, a população começou a se vestir e desenhar rostos aterrorizantes em várias frutas ou vegetais abundantes após a época da colheita, como as abóboras, nabos (ou rabanetes) e beterrabas, por exemplo, segundo o artigo.

Outra história associada à escultura de rostos aterrorizantes é a de Stingy Jack, um personagem que tem no lugar do rosto uma abóbora recortada com olhos, nariz e boca. Sua história surgiu em um conto publicado em um jornal irlandês, em 1836, e narrava como Jack, um homem pão-duro que costumava beber, quis "passar a perna" no diabo e acabou castigado por isso.

De acordo com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, há uma lenda na qual, em várias ocasiões, Jack teria capturado o demônio com a condição de soltá-lo somente se ele não o levasse para o inferno quando morresse.

No entanto, continua a história popular, quando o homem morreu, descobriu que o céu também não o queria, então ele foi forçado a vagar eternamente pela Terra como um fantasma. Foi então, continua a Biblioteca, que esse homem recebeu do demônio um carvão em brasa dentro de um nabo esculpido para iluminar seu caminho.

Com o tempo, os habitantes locais começaram a esculpir rostos aterrorizantes em seus próprios nabos para afastar os maus espíritos. Hoje, as abóboras são um elemento básico das comemorações do Halloween.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/11/napoleao-bo naparte-e-josephine-a-verdade-por-tras-de-uma-turbulenta-historia-de amor
Qual é o significado histórico por trás da prática de esculpir rostos aterrorizantes em abóboras durante o Halloween? 
Alternativas
Q4272869 Português
Como ter um "melhor amigo do trabalho" pode ajudar a sua carreira


Passamos cerca de 90.000 horas no trabalho ao longo da vida. No debate sobre socializar com colegas de trabalho, existem extremos: alguns veem as amizades no local de trabalho como desnecessárias, enquanto outros socializam principalmente dentro de seu círculo profissional. Ambas as abordagens têm suas limitações.

Embora seja benéfico criar uma rede de contatos (e ser amigável) com seus colegas, ter um grande círculo de amigos no trabalho pode complicar as dinâmicas profissionais devido a possíveis conflitos de interesse e ao desafio de manter inúmeras conexões profundas. É por isso que é importante priorizar a qualidade em vez de quantidade no contexto de amizades no trabalho. Uma abordagem focada nos relacionamentos no ambiente profissional, como ter um "melhor amigo do trabalho", pode oferecer uma combinação única de apoio e compreensão, contribuindo positivamente para a carreira e a satisfação geral no trabalho.

A seguir, veja duas maneiras em que ter um amigo próximo no trabalho ajuda não apenas a lidar com dias difíceis, mas também ativamente pode aprimorar seu crescimento profissional.

A síndrome do impostor, um fenômeno psicológico no qual as pessoas duvidam de suas realizações e temem ser expostas como "fraudes", é comum no ambiente de trabalho. Um estudo de 2019 mostra que a condição afeta um amplo número de pessoas, desde adolescentes até profissionais em cargos avançados, e muitas vezes está relacionada à depressão e à ansiedade. Sentir-se deslocado entre colegas pode prejudicar significativamente o desempenho no trabalho, a satisfação profissional e levar ao esgotamento.

Uma pessoa próxima em quem você confia e que conhece seu local de trabalho tão bem quanto você pode ser fundamental para combater esses sentimentos. Ao oferecer um espaço de apoio para compartilhar suas realizações, marcos ou desafios, o amigo no trabalho pode ajudá-lo a reconhecer e internalizar seus sucessos e contextualizar suas falhas.

Bons confidentes possuem duas características marcantes, ambas capazes de ajudá-lo a navegar no ambiente de trabalho. Em primeiro lugar, são excelentes ouvintes com forte intuição, o que os ajuda a perceber sua saúde emocional. Se você estiver mostrando sinais de esgotamento, ansiedade ou pensamentos depressivos, pode ter certeza de que um melhor amigo do trabalho será seu fiel sistema de alerta. Isso permitirá que você tome medidas para enfrentar esses desafios antes que eles se agravem. Ter um aliado tão confiável e empático não apenas aumenta sua confiança, mas também o incentiva a adotar uma abordagem mais resiliente em relação à sua carreira e bem-estar pessoal.

Em segundo lugar, excelentes confidentes conseguem equilibrar entre ser assertivos e dar apoio, fornecendo feedbacks honestos e construtivos, ao mesmo tempo em que incentivam suas habilidades e conquistas. Esse equilíbrio é crucial em um ambiente de trabalho, onde o crescimento muitas vezes advém de interações desafiadoras, mas solidárias.

Eles podem incentivá-lo a ampliar suas habilidades e assumir novos desafios, garantindo ao mesmo tempo que você se sinta valorizado e capaz. Essa combinação de assertividade e apoio de um melhor amigo do trabalho pode ser um poderoso catalisador para o desenvolvimento profissional, ajudando-o a evoluir em sua carreira com confiança e clareza.

As mudanças no local profissional devido à pandemia destacaram o valor de ter amizades próximas no trabalho. Dados recentes da Gallup mostram que os funcionários com um melhor amigo consistentemente relatam níveis mais altos de satisfação no emprego em todos os aspectos.

Em 2020, o ano de significativas disrupções no ambiente profissional, a presença de um melhor amigo do trabalho correspondia a um aumento de 6% na satisfação no emprego, passando de 33% em 2019 para 39%.

Para aqueles sem tal relacionamento no trabalho, os dados da Gallup refletem uma diminuição na satisfação no trabalho de 23% em 2021 para 15% em 2022. Esse declínio sugere que a ausência de uma amizade profissional pode ter se tornado mais sentida à medida que os locais de trabalho se ajustavam às novas normas.

Tudo isso para dizer que ter um confidente próximo no trabalho é importante. Essa pessoa pode ajudar a manter e potencialmente aumentar a satisfação no trabalho durante momentos desafiadores.

A evidência é clara: cultivar um relacionamento de "melhor amigo do trabalho" é mais do que apenas um benefício — é uma estratégia de carreira que gera retornos.

Desde mitigar os impactos da síndrome do impostor até melhorar significativamente a satisfação no trabalho durante momentos de mudança, uma amizade dessa natureza pode ser sua arma secreta no ambiente profissional.


https://forbes.com.br/carreira/2023/11/como-ter-um-melhor-amigo-do-tr abalho-pode-ajudar-a-sua-carreira/ 
Quais são as características de bons confidentes mencionadas no texto? 
Alternativas
Q4272870 Português
Como ter um "melhor amigo do trabalho" pode ajudar a sua carreira


Passamos cerca de 90.000 horas no trabalho ao longo da vida. No debate sobre socializar com colegas de trabalho, existem extremos: alguns veem as amizades no local de trabalho como desnecessárias, enquanto outros socializam principalmente dentro de seu círculo profissional. Ambas as abordagens têm suas limitações.

Embora seja benéfico criar uma rede de contatos (e ser amigável) com seus colegas, ter um grande círculo de amigos no trabalho pode complicar as dinâmicas profissionais devido a possíveis conflitos de interesse e ao desafio de manter inúmeras conexões profundas. É por isso que é importante priorizar a qualidade em vez de quantidade no contexto de amizades no trabalho. Uma abordagem focada nos relacionamentos no ambiente profissional, como ter um "melhor amigo do trabalho", pode oferecer uma combinação única de apoio e compreensão, contribuindo positivamente para a carreira e a satisfação geral no trabalho.

A seguir, veja duas maneiras em que ter um amigo próximo no trabalho ajuda não apenas a lidar com dias difíceis, mas também ativamente pode aprimorar seu crescimento profissional.

A síndrome do impostor, um fenômeno psicológico no qual as pessoas duvidam de suas realizações e temem ser expostas como "fraudes", é comum no ambiente de trabalho. Um estudo de 2019 mostra que a condição afeta um amplo número de pessoas, desde adolescentes até profissionais em cargos avançados, e muitas vezes está relacionada à depressão e à ansiedade. Sentir-se deslocado entre colegas pode prejudicar significativamente o desempenho no trabalho, a satisfação profissional e levar ao esgotamento.

Uma pessoa próxima em quem você confia e que conhece seu local de trabalho tão bem quanto você pode ser fundamental para combater esses sentimentos. Ao oferecer um espaço de apoio para compartilhar suas realizações, marcos ou desafios, o amigo no trabalho pode ajudá-lo a reconhecer e internalizar seus sucessos e contextualizar suas falhas.

Bons confidentes possuem duas características marcantes, ambas capazes de ajudá-lo a navegar no ambiente de trabalho. Em primeiro lugar, são excelentes ouvintes com forte intuição, o que os ajuda a perceber sua saúde emocional. Se você estiver mostrando sinais de esgotamento, ansiedade ou pensamentos depressivos, pode ter certeza de que um melhor amigo do trabalho será seu fiel sistema de alerta. Isso permitirá que você tome medidas para enfrentar esses desafios antes que eles se agravem. Ter um aliado tão confiável e empático não apenas aumenta sua confiança, mas também o incentiva a adotar uma abordagem mais resiliente em relação à sua carreira e bem-estar pessoal.

Em segundo lugar, excelentes confidentes conseguem equilibrar entre ser assertivos e dar apoio, fornecendo feedbacks honestos e construtivos, ao mesmo tempo em que incentivam suas habilidades e conquistas. Esse equilíbrio é crucial em um ambiente de trabalho, onde o crescimento muitas vezes advém de interações desafiadoras, mas solidárias.

Eles podem incentivá-lo a ampliar suas habilidades e assumir novos desafios, garantindo ao mesmo tempo que você se sinta valorizado e capaz. Essa combinação de assertividade e apoio de um melhor amigo do trabalho pode ser um poderoso catalisador para o desenvolvimento profissional, ajudando-o a evoluir em sua carreira com confiança e clareza.

As mudanças no local profissional devido à pandemia destacaram o valor de ter amizades próximas no trabalho. Dados recentes da Gallup mostram que os funcionários com um melhor amigo consistentemente relatam níveis mais altos de satisfação no emprego em todos os aspectos.

Em 2020, o ano de significativas disrupções no ambiente profissional, a presença de um melhor amigo do trabalho correspondia a um aumento de 6% na satisfação no emprego, passando de 33% em 2019 para 39%.

Para aqueles sem tal relacionamento no trabalho, os dados da Gallup refletem uma diminuição na satisfação no trabalho de 23% em 2021 para 15% em 2022. Esse declínio sugere que a ausência de uma amizade profissional pode ter se tornado mais sentida à medida que os locais de trabalho se ajustavam às novas normas.

Tudo isso para dizer que ter um confidente próximo no trabalho é importante. Essa pessoa pode ajudar a manter e potencialmente aumentar a satisfação no trabalho durante momentos desafiadores.

A evidência é clara: cultivar um relacionamento de "melhor amigo do trabalho" é mais do que apenas um benefício — é uma estratégia de carreira que gera retornos.

Desde mitigar os impactos da síndrome do impostor até melhorar significativamente a satisfação no trabalho durante momentos de mudança, uma amizade dessa natureza pode ser sua arma secreta no ambiente profissional.


https://forbes.com.br/carreira/2023/11/como-ter-um-melhor-amigo-do-tr abalho-pode-ajudar-a-sua-carreira/ 
Por que ter um "melhor amigo do trabalho" é destacado como benéfico no texto?
Alternativas
Q4272871 Português
Como ter um "melhor amigo do trabalho" pode ajudar a sua carreira


Passamos cerca de 90.000 horas no trabalho ao longo da vida. No debate sobre socializar com colegas de trabalho, existem extremos: alguns veem as amizades no local de trabalho como desnecessárias, enquanto outros socializam principalmente dentro de seu círculo profissional. Ambas as abordagens têm suas limitações.

Embora seja benéfico criar uma rede de contatos (e ser amigável) com seus colegas, ter um grande círculo de amigos no trabalho pode complicar as dinâmicas profissionais devido a possíveis conflitos de interesse e ao desafio de manter inúmeras conexões profundas. É por isso que é importante priorizar a qualidade em vez de quantidade no contexto de amizades no trabalho. Uma abordagem focada nos relacionamentos no ambiente profissional, como ter um "melhor amigo do trabalho", pode oferecer uma combinação única de apoio e compreensão, contribuindo positivamente para a carreira e a satisfação geral no trabalho.

A seguir, veja duas maneiras em que ter um amigo próximo no trabalho ajuda não apenas a lidar com dias difíceis, mas também ativamente pode aprimorar seu crescimento profissional.

A síndrome do impostor, um fenômeno psicológico no qual as pessoas duvidam de suas realizações e temem ser expostas como "fraudes", é comum no ambiente de trabalho. Um estudo de 2019 mostra que a condição afeta um amplo número de pessoas, desde adolescentes até profissionais em cargos avançados, e muitas vezes está relacionada à depressão e à ansiedade. Sentir-se deslocado entre colegas pode prejudicar significativamente o desempenho no trabalho, a satisfação profissional e levar ao esgotamento.

Uma pessoa próxima em quem você confia e que conhece seu local de trabalho tão bem quanto você pode ser fundamental para combater esses sentimentos. Ao oferecer um espaço de apoio para compartilhar suas realizações, marcos ou desafios, o amigo no trabalho pode ajudá-lo a reconhecer e internalizar seus sucessos e contextualizar suas falhas.

Bons confidentes possuem duas características marcantes, ambas capazes de ajudá-lo a navegar no ambiente de trabalho. Em primeiro lugar, são excelentes ouvintes com forte intuição, o que os ajuda a perceber sua saúde emocional. Se você estiver mostrando sinais de esgotamento, ansiedade ou pensamentos depressivos, pode ter certeza de que um melhor amigo do trabalho será seu fiel sistema de alerta. Isso permitirá que você tome medidas para enfrentar esses desafios antes que eles se agravem. Ter um aliado tão confiável e empático não apenas aumenta sua confiança, mas também o incentiva a adotar uma abordagem mais resiliente em relação à sua carreira e bem-estar pessoal.

Em segundo lugar, excelentes confidentes conseguem equilibrar entre ser assertivos e dar apoio, fornecendo feedbacks honestos e construtivos, ao mesmo tempo em que incentivam suas habilidades e conquistas. Esse equilíbrio é crucial em um ambiente de trabalho, onde o crescimento muitas vezes advém de interações desafiadoras, mas solidárias.

Eles podem incentivá-lo a ampliar suas habilidades e assumir novos desafios, garantindo ao mesmo tempo que você se sinta valorizado e capaz. Essa combinação de assertividade e apoio de um melhor amigo do trabalho pode ser um poderoso catalisador para o desenvolvimento profissional, ajudando-o a evoluir em sua carreira com confiança e clareza.

As mudanças no local profissional devido à pandemia destacaram o valor de ter amizades próximas no trabalho. Dados recentes da Gallup mostram que os funcionários com um melhor amigo consistentemente relatam níveis mais altos de satisfação no emprego em todos os aspectos.

Em 2020, o ano de significativas disrupções no ambiente profissional, a presença de um melhor amigo do trabalho correspondia a um aumento de 6% na satisfação no emprego, passando de 33% em 2019 para 39%.

Para aqueles sem tal relacionamento no trabalho, os dados da Gallup refletem uma diminuição na satisfação no trabalho de 23% em 2021 para 15% em 2022. Esse declínio sugere que a ausência de uma amizade profissional pode ter se tornado mais sentida à medida que os locais de trabalho se ajustavam às novas normas.

Tudo isso para dizer que ter um confidente próximo no trabalho é importante. Essa pessoa pode ajudar a manter e potencialmente aumentar a satisfação no trabalho durante momentos desafiadores.

A evidência é clara: cultivar um relacionamento de "melhor amigo do trabalho" é mais do que apenas um benefício — é uma estratégia de carreira que gera retornos.

Desde mitigar os impactos da síndrome do impostor até melhorar significativamente a satisfação no trabalho durante momentos de mudança, uma amizade dessa natureza pode ser sua arma secreta no ambiente profissional.


https://forbes.com.br/carreira/2023/11/como-ter-um-melhor-amigo-do-tr abalho-pode-ajudar-a-sua-carreira/ 
Como as mudanças no ambiente profissional devido à pandemia impactaram as relações de amizade no trabalho, de acordo com o texto? 
Alternativas
Q4272872 Português
Leia as alternativas com atenção e assinale aquela em que há o uso correto da vírgula:
Alternativas
Q4272873 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:

Coluna 01

( )O gato se escondeu dentro da caixa quando começou a chover.
( )Ela resolveu o problema com muita paciência e dedicação.
( )Voltarei para casa após o término da reunião.
( )Ele estudou a noite toda para garantir uma boa nota na prova.
( )Acordei assustado com a menina que chorava de dor.

Coluna 02 

I. Preposição de Causa.  II.Preposição de Finalidade.  III.Preposição de Lugar.  IV.Preposição de Modo.  V.Preposição de Tempo.   
Correlacione as colunas pelo tipo de preposição presente nas afirmativas da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta: 
Alternativas
Q4272874 Português
Leia o seguinte texto:

Em um cenário doméstico acolhedor, o aroma sedutor de pão recém-assado paira no ar. Na cozinha, utensílios alinhados e ingredientes dispostos de maneira organizada preparam o terreno para uma experiência culinária única. O texto ganha vida à medida que as instruções meticulosas se desdobram, orientando os leitores sobre como transformar simples ingredientes em uma obra-prima gastronômica.
As palavras habilmente escolhidas conduzem o leitor pelos passos, desde a medição precisa dos ingredientes até a manipulação hábil da massa. Cada comando é formulado de maneira clara e concisa, garantindo que mesmo os menos experientes na arte da panificação possam seguir facilmente as instruções. A voz do texto, por sua vez, assume um papel de guia amigável, encorajando e motivando o leitor a se aventurar na realização da receita.
Ao final do texto, o leitor não apenas aprendeu a preparar o pão, mas também absorveu a essência de uma experiência culinária única. O texto, além de fornecer instruções práticas, cria uma atmosfera sensorial e envolvente que transcende a simples transmissão de conhecimento, transformando o ato de cozinhar em uma jornada agradável e recompensadora.

O texto lido faz menção ao tipo de texto marcado por uma linguagem simples e objetiva, com intenção de dar instruções ao leitor. Que tipo textual é este? 
Alternativas
Q4272875 Português
Assinale a alternativa com o emprego de um conjunção conclusiva: 
Alternativas
Q4272876 Português
Leia com atenção o período abaixo:

O sol brilhava no céu, e os pássaros cantavam, e as flores desabrochavam, e o dia se desenrolava em uma sinfonia de cores e melodias.

Qual a figura de linguagem utilizada no período acima? 
Alternativas
Q4272892 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. 'Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro'.
A expressão destacada traz um exemplo de oração: 
Alternativas
Q4272893 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

Amaldiçoei o felizardo, 'sem saber' tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data. 

A expressão destacada traz um exemplo de oração:  

Alternativas
Q4272894 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.


Assinale a opção que contenha, pelo menos, dois encontros vocálicos. 


Alternativas
Q4272895 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

Quando se elabora um texto, pode-se pensar na forma como este será apresentado, variando de acordo com a intenção do autor.
No caso do texto base, o tipo de linguagem utilizada foi a linguagem: 
Alternativas
Q4272896 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q4272897 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

A linguagem é uma ferramenta essencial na comunicação humana, desempenhando diferentes funções conforme o contexto e a intenção do emissor.
O tipo de linguagem predominante no texto é a linguagem: 
Alternativas
Q4272898 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

'Rogo-lhe (1)' a fineza de 'servir-nos (2)' dois uísques com gelo.

Nos termos destacados, é correto afirmar que, em: 

Alternativas
Q4272899 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

Assim que chegou a Londres, 'Sabino foi advertido por colegas brasileiros'.


Na expressão destacada, é correto afirmar que o: 

Alternativas
Q4272900 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".
Assinale a opção correta de acordo com o texto base. 
Alternativas
Q4272901 Português

Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres 






Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.

"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.

Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.

"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.

"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.

"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.

De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.

"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.

Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.

"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".

Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.

Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.

De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.

Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.

Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".

Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.

Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".

"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.

Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.
Assinale a opção que contenha somente encontros consonantais. 
Alternativas
Respostas
1: A
2: A
3: D
4: C
5: C
6: C
7: B
8: C
9: A
10: B
11: A
12: C
13: A
14: C
15: C
16: C
17: C
18: B
19: D
20: D