Questões de Concurso Público SEE-DF 2023 para Professor - Língua Portuguesa
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A concepção interdisciplinar do ensino de literatura passa pelo reconhecimento do processo de leitura como uma prática cultural de formação do leitor. Nesse processo, em que leitura e sociedade não podem ser desvinculadas, o gosto pela leitura é despertado como uma prática de reflexão social. Assim, o ensino de literatura pode ser explorado como um convite à leitura de diferentes coleções de textos que debatam temas voltados para os direitos humanos, como o fim do preconceito racial e de gênero/sexo e da violência doméstica, entre tantos outros. Nesse sentido, ao preparar uma aula ou um curso, devemos selecionar uma coleção de textos para compor nossas intertextualidades culturais, priorizando a questão dos direitos humanos e as representações identitárias com suas especificidades.
GOMES, Carlos Magno. Ensino de Literatura e Cultura.
Jundiaí: Paco Editorial, 2014, p. 25-26.
Em relação aos sentidos do texto acerca do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.
Não é mais novidade que a literatura não abrange somente o que se apresenta por meio da palavra escrita, uma vez que a expressão poética precede o alfabeto, a escrita. Na escola, no entanto, ainda hoje o ensino de literatura (e de leitura) privilegia a produção impressa e, sobretudo, o livro impresso. Mesmo com o respaldo dos documentos oficiais, o livro ainda é o veículo de comunicação mais valorizado nas escolas. Nos livros didáticos, por exemplo, muitas editoras já possuem coleções que trazem exercícios, jogos e textos em meio digital, mas como material complementar, cujo formato normalmente reproduz modelos do livro impresso. Dessa maneira, é recorrente, nos meios virtuais utilizados pela escola, a reprodução do texto escrito, bem como a alusão à escrita por meio de imagens que representam este universo.
ALCÂNTARA, Simone Silveira de. Ensinar Literatura – histórias em quadros e quadrinhos. In: Leituras Literárias: mito, gênero e ancestralidade
São Cristóvão: Editora UFS, 2014, p. 120
No que se refere aos sentidos do texto a respeito do ensino de literatura, julgue (C ou E) o item a seguir.
Nuvens no jardim
Ellen Olérea
Nuvens a vagar
Sobre o meu jardim
Quando o sol brilhar
Há de reflorir
A fim de acertar
Eu sei que errei
Sofro por te amar
O sonho se desfez
Disponível em:
Nuvens no jardim
Ellen Olérea
Nuvens a vagar
Sobre o meu jardim
Quando o sol brilhar
Há de reflorir
A fim de acertar
Eu sei que errei
Sofro por te amar
O sonho se desfez
Disponível em:
A respeito de Úrsula, romance de Maria Firmina dos Reis, escrito em 1858, julgue (C ou E) o item a seguir.
A respeito de Úrsula, romance de Maria Firmina dos Reis, escrito em 1858, julgue (C ou E) o item a seguir.
A respeito de Úrsula, romance de Maria Firmina dos Reis, escrito em 1858, julgue (C ou E) o item a seguir.
O romance de Maria Firmina dos Reis possui um eu enunciador consciente de sua identidade que se constitui por meio de marcas textuais.
A respeito de Úrsula, romance de Maria Firmina dos Reis, escrito em 1858, julgue (C ou E) o item a seguir.
A autora contribui para a construção de uma literatura que evidencia a memória coletiva das diversas etnias no Brasil, como o fizeram os escritores naturalistas.
A respeito de Úrsula, romance de Maria Firmina dos Reis, escrito em 1858, julgue (C ou E) o item a seguir.
O romance romântico Úrsula se diferencia das demais obras de sua época por humanizar os negros escravizados ao apresentar a perspectiva de quem foi escravizado, como esse trecho exemplifica.
A respeito de Úrsula, romance de Maria Firmina dos Reis, escrito em 1858, julgue (C ou E) o item a seguir.
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.