Questões de Concurso Público Instituto Rio Branco 2021 para Diplomata - Tarde
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No movimento romântico, prosperou uma visão de mundo anti-idealista, cosmopolita e adversa ao gosto clássico, estruturando a filosofia que fez emergir uma cultura da celebridade artística e intelectual na Europa do século 19.
A noção de sucesso literário era ambivalente entre escritores românticos, visto que um reconhecimento inicial calcado na popularidade podia ser associado ao temor de que não viesse acompanhado de glória póstuma. Goethe exemplifica bem essa ambivalência, pois, ainda jovem, tornou-se uma celebridade europeia, passando, desde então, a refletir acerca de sua imagem literária.
A celebridade feminina era frequentemente desabonada. No caso de mulheres letradas, a exposição pública ameaçava valores de honradez e de pudor, levando à adoção de pseudônimos, entre outras estratégias literárias. Apesar disso, era possível que uma autora conquistasse legitimidade.
Do ponto de vista da música, o movimento romântico não alcançou significativa popularidade e permaneceu vinculado aos circuitos aristocráticos que valorizavam o modelo do recital individual, o virtuosismo instrumental e a discrição dos compositores a quem se atribuía reputação.
A unidade italiana, tentada pela sublevação popular, fracassou com os levantes de 1848, os quais sedimentaram, na península italiana, a centralidade da participação operária verificada na estratégia de unificação conduzida pelo Conde de Cavour nas duas décadas seguintes.
Em contraste com o processo de unificação alemão, a unidade italiana destaca-se por ter resultado de um processo eminentemente pacífico, derivado de uma atuação diplomática alicerçada no apoio das potências europeias.
A Alemanha unificada surgiu como a maior potência da Europa continental, dispondo de elevado poderio militar e econômico. A emergência desse novo ator representou a ruptura definitiva com o equilíbrio de poder alinhavado no Congresso de Viena.
Os processos de unificação italiana e alemã foram fortemente influenciados pelas ideias liberais típicas do século 19.
A Revolução Francesa representou a cisão política, social e cultural com as bases do Antigo Regime e muitos de seus líderes foram inspirados pelo pensamento iluminista.
Ao longo do processo revolucionário, nota-se a sucessão de diferentes lideranças sociais e políticas, com especial destaque para os jacobinos, responsáveis pela abolição dos privilégios feudais em 1789.
As consequências da Revolução Francesa fizeram-se sentir não apenas no continente europeu. Foram importantes também, por exemplo, nos processos de independência da América Latina, que, a despeito de suas peculiaridades sociais, políticas e econômicas, foram fortemente impactados pelos acontecimentos franceses.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de agosto de 1789, expressa preocupações universais, visto que é aos homens de todos os tempos e de todos os países que se dirige essa proclamação de direitos naturais e inalienáveis. Seu impacto se fez sentir nas primeiras cartas constitucionais da América Latina e dos Estados Unidos da América.
Evitar uma segunda Revolução Francesa ou, ainda, a catástrofe pior de uma revolução europeia generalizada, tendo como modelo a francesa, foi o objetivo das potências que gastaram mais de 20 anos para derrotar a primeira. E, mesmo assim, nunca, na história da Europa e poucas vezes em qualquer outro lugar, o revolucionarismo foi tão endêmico, tão geral, tão capaz de se espalhar por propaganda deliberada como por contágio espontâneo.
Os movimentos revolucionários iniciados em 1830 não se limitaram à França e à Polônia, tendo desempenhado papel relevante na emancipação belga frente aos Países Baixos.
As revoluções de 1848 assinalam o ponto culminante dos movimentos liberais e nacionais, produzindo não só os levantes de fevereiro na França, mas também grandes surtos revolucionários nos territórios que futuramente vieram a compor os Estados nacionais italiano e alemão.
A última grande revolução burguesa do século 19 europeu foi a Comuna de Paris. Esse marco político radical francês, ocorrido na esteira da guerra franco-prussiana, selou a derrota das forças reacionárias e consolidou a hegemonia da burguesia liberal na França.
A doutrina do Destino Manifesto pode ser definida como a ideologia nacional que justificava interna e externamente a expansão em larga escala dos EUA.
O Homestead Act (1862), que autorizou a distribuição de terras a estrangeiros, contribuiu significativamente para a atração de imigrantes europeus e para a ocupação do território a oeste das antigas 13 colônias britânicas.
A Guerra de Secessão marcou o encerramento de um ciclo longo da história dos EUA. A partir de 1865, o país vivenciou uma nova fase de desenvolvimento, calcado na superação dos antagonismos sociais e raciais, no trabalho livre e na democracia liberal.
A economia dos EUA após a Guerra de Secessão fundamentava-se na exploração de recursos naturais de um país de dimensões continentais, na consecução de uma moderna infraestrutura produtiva, na expansão da produção agrícola e na implementação de uma política comercial protecionista.