Questões de Concurso Público SED-SC 2025 para Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
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I.A deterioração dos hábitos de leitura entre os brasileiros está correlacionada a fatores de pobreza de tempo percebido e excesso de estímulos visuais de baixa complexidade em redes sociais. Uma resposta pedagógica efetiva seria intensificar programas de obrigatoriedade de leitura em sala de aula, estabelecendo controles avaliativos rigorosos sobre compreensão textual, pois a compulsão regulada pelo sistema escolar compensaria a falta de incentivo familiar e a ausência de hábito doméstico de leitura.
II.A formação de leitores proficientes depende de múltiplas dimensões que incluem a disponibilidade de espaços de acesso (como bibliotecas bem estruturadas), a transformação de concepções sobre leitura como experiência viva e emocional, e a mediação crítica dos professores que influenciam significativamente esse processo.
III.A integração responsável de plataformas interativas, jogos narrativos e recursos digitais às metodologias de ensino pode ampliar as possibilidades de compreensão textual e despertar interesse pela leitura, particularmente entre jovens imersos em ambientes de múltiplos estímulos e comunicação instantânea.
É correto o que se afirma em:
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no excerto:
Leia o texto a seguir:


Analise as sentenças a seguir, tendo como referência a leitura da tirinha:
I.O sentido não está no texto, ele é construído a partir da interação autor-texto-leitor. Essa interação acontece tanto pela materialidade linguística, e no caso da tirinha, também pelo texto não verbal, apresentados pelo autor, quanto pelos conhecimentos prévios que o leitor mobiliza.
II.No processo de construção dos sentidos em um texto, o autor pode lançar mão de diversos recursos, entre eles as figuras de linguagem, construindo sentidos distintos do literal. Na tirinha, há uma metáfora e uma personificação, respectivamente nos 2º e 7º quadrinhos.
III.Na tirinha, Armandinho deixa explícito que não pode sujar o uniforme nas poças de lama. Na sequência de quadros, o leitor é convocado, como parte do processo de construção de sentidos, a identificar um pressuposto a partir das falas dos personagens: está implícito no texto que criança não resiste a uma poça de lama. Esse pressuposto é estabelecido ou posto pela construção linguística "Eu não consegui".
É correto o que se afirma em:
Primeira coluna: regras
1.Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio.
2.Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
3.Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas (com ou sem formas de ligação).
Segunda coluna: exemplos
(__)Rio-Niterói; teoria-prática; ensino-aprendizagem.
(__)bem-me-quer; abóbora-menina; erva-doce; cobra-d´água.
(__)anos-luz; afro-asiático; segunda-feira; conta-gotas; amor-perfeito.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
I."De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncava perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue." (Graciliano Ramos)
II.Inimigo de tanta gente na faixa dos 40 a 50 anos, o colesterol já não pode ser considerado a causa principal de problemas cardíacos.
III."Não só por observação direta e pessoal como por entreouvir comentários de parentes e amigos, fiquei sabendo que a Farmácia Brasileira ia de mal a pior." (Erico Veríssimo)
O uso ou não da vírgula foi corretamente empregado em:
A respeito da definição apresentada no excerto, ela se refere a:
Literatura interativa para jovens leitores
"Outras versões de nós", da escritora espanhola Esperanza Luque, é um livro dedicado a reafirmar as possibilidades diversas do amor
Partindo das questões que cercam o "final feliz" das histórias de amor, a escritora espanhola Esperanza Luque convida o público jovem a embarcar em uma narrativa colaborativa pelo passado, presente e futuro de Charlotte, personagem principal de Outras versões de nós, sua obra mais recente.
Publicado no Brasil pela Mood, selo de literatura jovem do grupo Ciranda Cultural, o livro de Luque se apossa do gênero livro-jogo através do conceito de "escolha sua própria aventura". Popularizado nos Estados Unidos durante as décadas de 1980 e 1990, esse tipo de livro permite que os próprios leitores participem ativamente da construção da história através de escolhas que mudam o decorrer da narrativa.
De maneira geral, é bem simples. Após algumas páginas de leitura, o livro lhe dá diferentes escolhas sobre como a trama deve seguir e indica a página que deve ser lida em seguida, com base na sua escolha. Seguindo assim pelas diversas situações, o leitor pode escolher as versões da história de sua preferência, até chegar ao final. Depois, caso deseje, pode ler o livro tomando novas decisões e assim descobrir versões diferentes da anterior.
Em Outras versões de nós, a protagonista é Charlotte, uma artista de coração partido que encontra uma misteriosa vidente que lhe permite mudar decisões tomadas no passado. A partir desse cenário, os leitores podem percorrer até seis diferentes tramas que variam entre comédia romântica, história natalina e enredo escolar. Para somar ainda mais à experiência, fica na mão dos leitores se tudo isso vai se passar na Era Vitoriana, durante a Segunda Guerra Mundial ou outro período temporal.
Através de cada escolha é possível questionar definições e conceitos próprios, permitindo que o livro funcione como um espelho e assim, propor reflexões íntimas. Ao escrever uma obra interativa, Esperanza Luque passa aos seus leitores a mensagem de que não existe apenas um final feliz e sim, diversos caminhos a serem percorridos e vivenciados com autenticidade.
(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/noticias/literatura-interat iva-para-jovens-leitores. Acesso em: 30 out. 2025.)
Os fatores de coesão textual são aqueles que dão conta da estruturação da sequência superficial do texto, não se tratando de princípios meramente sintáticos, mas de uma espécie de semântica da sintaxe textual, ou seja, dos mecanismos formais de uma língua que permitem estabelecer entre os elementos linguísticos do texto, relações de sentido. A coesão não constitui condição necessária nem suficiente para que um texto seja um texto, porém, o uso de elementos coesivos dão ao texto maior legibilidade.
Tendo essa definição como referência, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Um dos recursos coesivos mais eficientes na construção de um texto é a progressão realizada por meio de expressões nominais. Um exemplo disso está nas expressões "literatura interativa" (no título), "narrativa colaborativa" (1º parágrafo), "esse tipo de livro" (2º parágrafo), "o livro" (3º parágrafo). Eles retomam o mesmo macro assunto (o gênero literário) e possibilitam, além da articulação das ideias, a progressão delas, apresentando ao leitor informações novas, mas retomando o que já fora tratado.
(__)No 5º parágrafo, a expressão "Ao escrever uma obra interativa" retoma não o gênero literário livro-jogo, mas a obra específica de Esperanza Luque, Outras versões de nós. Desse modo, é possível ao leitor saber quando o texto trata do gênero e quando trata da obra em si.
(__)No 3º parágrafo, a expressão "De maneira geral, é bem simples" tem papel importante no texto: estabelecer uma progressão sequencial, usando o recurso do parafraseamento, isto é, o autor do texto explica ou esclarece para o leitor algo que foi dito anteriormente. Nesse caso, o autor amplia o conceito ou a explicação do que seja gênero livro-jogo, tratado introdutoriamente no parágrafo anterior.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I."Sempre em todos os tempos teve duas línguas, a língua geral e a língua literária, aquela falada e esta escrita. Sei que esta distinção inda pode ser mais especializada e que são mais numerosas ainda as línguas simultâneas duma fala só porém essa divisão primeira me basta pra argumentar. Enfim [...] sucede que a maioria pra escrever veste fraque, alguns casacas e o resto o paletó de domingo, ao passo que eu me dispo até do paletó semanal. E não é falta de educação não. Porque se uma tentativa destas se generaliza toda gente creio que está em condições de compreender que daí em diante, maleducado vai ficar o que veste casaca, fraque ou paletó domingueiro, ao passo que o em mangas de camisa é que fica o que está certo, o que está com todos, o que está na moda. E a linguagem em mangas de camisa é que fica a língua literária, a língua eternizada e a língua nobre duma raça num dos seus períodos".
(Mário de Andrade, A gramatiquinha da fala brasileira (obra póstuma), 2022, p.109. Foi respeitada a redação dada pelo autor em seus manuscritos.)
II."Uma derivação do mito da língua 'primitiva' é a ideia de que as pessoas que não têm educação formal e não se valem das formas linguísticas padronizadas e prescritas pela tradição gramatical falam 'tudo errado'. [...] muitas pessoas das camadas dominantes da sociedade consideram que os pobres, os analfabetos, os habitantes da zona rural (e, em alguns lugares, as mulheres, os jovens, os negros, os judeus, os imigrantes etc.) não sabem falar, têm vocabulário pobre e são incapazes de raciocínio lógico".
(Marcos Bagno, Gramática pedagógica do português brasileiro, 2012, p. 96.)
Apesar da distância que separam os dois textos, é correto afirmar que ambos tecem uma crítica concreta: