Questões de Concurso Público Prefeitura de Blumenau - SC 2025 para Agente de Serviços Especiais

Foram encontradas 10 questões

Q3854784 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e considerando a experiência compartilhada pelas irmãs, é coerente afirmar que:

I.A partir do projeto desenvolvido por elas, o chinelo ganhou novo significado, ultrapassando a ideia de ser um pedaço de borracha e alcançando o sentido de "meio de transporte".
II.As pessoas que andam descalças são estigmatizadas como pessoas sem higiene.
III.A diferença entre quem tem o que calçar e quem não tem passa também pela questão de raça, uma vez que a maioria das pessoas sem ter o que calçar é não branca.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3854785 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, analise as sentenças a seguir:

I.Betty Mae Agi e a irmã foram fazer trabalho voluntário em um país da África quando perceberam a vulnerabilidade das crianças que não tinham o que calçar.
II.Uma das causas de morte entre as crianças angolanas é o fato de terem contato com esgoto a céu aberto.
III.Na época em que as irmãs estavam em Angola, 300 milhões de crianças viviam descalças por uma questão cultural.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3854786 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito de não ter o que calçar, especialmente no caso de crianças, é, segundo o texto, um problema:
Alternativas
Q3854787 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)
A palavra "ainda" é um advérbio e pode conferir diversos sentidos àquilo a que ele se refere em um texto. O mais comum é marcar uma temporalidade. Não é o caso no excerto a seguir. Leia-o e analise a presença do advérbio "ainda":
"Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene...".
Assinale a alternativa que indica a palavra ou expressão que poderia substituir "ainda" no excerto sem alterar o sentido construído:
Alternativas
Q3854788 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)
As palavras, na língua portuguesa, podem ser formadas por dois processos: composição e derivação. No caso da derivação, entre as possibilidades há a derivação sufixal que consiste em acrescentar um sufixo a um radical, formando uma nova palavra, com um novo sentido. É o acontece no excerto a seguir com as palavras destacadas:
"Trabalhando na área de parasitoses e verminoses , as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade."
No caso, o sufixo -ose foi acrescentado aos radicais de "parasita" e de "verme", formando duas novas palavras, agora do campo da medicina e, segundo o dicionário Houaiss, com o sentido de "processo patológico", "doença". Tendo isso em consideração, analise as alternativas a seguir e assinale aquela em que o sufixo -ose confere à nova palavra o mesmo sentido que conferiu a "parasitose" e "verminose": 
Alternativas
Q3854789 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)

Analise as palavras em destaque quanto à acentuação gráfica:

"Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã , Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas."


Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)A palavra "irmã" é uma oxítona terminada em -ã , por isso não é acentuada.


(__)"Voluntário" é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo oral.


(__)A acentuação de "país" acontece para diferenciá-la de "pais" (plural de pai, por exemplo).


(__)A palavra "biomédicas" segue a regra das paroxítonas terminadas em -a(s).


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:


Alternativas
Q3854790 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)
Os dois pontos são usados na escrita para marcar uma sensível pausa. Analise o uso dos dois pontos no excerto a seguir:
A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.
A respeito desse uso dos dois pontos, é correto afirmar que eles indicam: 
Alternativas
Q3854791 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países


Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis
ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em:
08 dez. 2025. Adaptado.)
 O uso do acento grave no excerto a seguir se deu porque o verbo "enviar" é um verbo que pede, além do complemento direto (250 pares de chinelos ), um complemento indireto (as crianças ). Neste caso, a conexão entre o complemento e o verbo acontece pela presença de uma preposição. No excerto, a preposição mobilizada para reger o verbo "enviar" foi a. A crase será, portanto, a fusão entre a preposição a e o artigo definido feminino as que acompanha o substantivo "crianças". Tendo isso como referência, analise as alternativas e assinale aquela em que a crase foi corretamente usada:
O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas.
Alternativas
Q3854792 Português
Assinale a alternativa em que o verbo em destaque apresenta correta concordância:
Alternativas
Q3854793 Português
Leia o texto a seguir:

O mundo do trabalho está imerso em forças sociais que favorecem a aparência, não a verdade. Vivemos a era da performance emocional onde parecer equilibrado vale mais do que sustentar conversas difíceis. Junte isso a uma tolerância baixa ao desconforto e ao crescimento do _________ performativo, onde empresas oferecem yoga enquanto evitam conversas reais sobre carga e limites. Soma-se ainda a pressão por "ser gentil" em times ________________e ao medo de "parecer negativa" alimentado por avaliações internas. Quantos profissionais você conhece que evitam dizer a verdade para não manchar a própria imagem?

(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-estetica-da-bondade-e-o-fingimento-s ocial-cronico-no-mundo-do-trabalho/. Acesso em 09 dez. 2025. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no texto: 
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: E
4: E
5: D
6: A
7: A
8: C
9: E
10: C