A escrita/semiose, resultado de construção histórica e
social da humanidade, situada numa comunidade
discursiva, cumpre um papel específico, o de comunicar.
O texto-enunciado tem o que dizer, o porquê dizer, o
como e para quem dizer e, a partir disso, elaboramos
nosso projeto discursivo, isto é, selecionamos as
estratégias discursivas (GERALDI, 1997). Para que isso
aconteça, o texto (escrita/ semiose) precisa ser
entendido como resultante da interação verbal entre
sujeitos situados, que se comunicam porque têm uma
finalidade específica, têm um projeto de dizer ancorado
em uma situação concreta de interação social.
No espaço escolar, no componente curricular de língua
portuguesa, o texto-enunciado torna-se objeto de ensino
por meio de diferentes gêneros do discurso, uma vez
que, de acordo com Bakhtin (2003), o nosso discurso
(enunciado) é materializado por meio de gêneros do
discurso, "tipos relativa- mente estáveis" de enunciados,
compostos, inextricavelmente, por: