Sr. Paulino, 73 anos, era muito conhecido pela equipe de Saúde
da Família, pois sempre comparecia à unidade com suas
queixas, provocando inquietação e sensação de impotência na
equipe: a pressão arterial estava controlada, mas o quadro
depressivo se mantinha inalterado. A equipe, então, resolveu
discutir o caso em reunião e chamou a terapeuta ocupacional da
e-NASF para apoiar a discussão. Um agente comunitário de saúde lembrou que o Sr. Paulino se sentia muito só.
A enfermeira sugeriu uma visita à casa dele. A visita domiciliar
aconteceu de forma compartilhada, com a presença da
enfermeira, da psicóloga e da terapeuta ocupacional da e-NASF. Sr. Paulino foi receptivo à visita, relatou que sentia muita falta do
seu antigo trabalho de marceneiro, encontrava-se descuidado da higiene e desanimado. De volta à unidade de saúde, os
profissionais que estavam na visita domiciliar discutiram o caso,
agendaram consultas na unidade de saúde e propostas surgiram:
“Estamos num bairro onde há tantos adolescentes ociosos
depois do horário do colégio... Será que o Sr. Paulino toparia
ensinar o que sabe de marcenaria a alguns meninos?”,
“podemos iniciar um grupo operativo com pessoas idosas”! A partir do relato e com base na Política Nacional de
Humanização e na Política Nacional de Atenção Básica, dadas
as afirmativas,
I. A escuta qualificada e as ações específicas para o cuidado
da pessoa idosa exigem uma equipe multidisciplinar, a partir do nível secundário de atenção à saúde.
II. As equipes da atenção básica têm mais condições de
conhecer o contexto de vida familiar e social das pessoas.
III. Um dos princípios da PNH preconiza a utilização da
informação, da comunicação, da educação permanente e dos espaços de gestão na construção de autonomia e de
protagonismo de sujeitos e de coletivos.
IV. O território de vida das pessoas passa a ser um lócus
privilegiado de intervenção com vistas à inclusão social.
verifica-se que estão corretas apenas