Na década de 1980, novos agentes econômicos
entram em cena na disputa pela ocupação da
Amazônia maranhense. A descoberta de jazidas de
minério na serra do Carajás no Pará no final da
década de 1960 acentuou o interesse de grupos
políticos e econômicos para o oeste do Maranhão. Em
virtude da magnitude das reservas descobertas e
considerando os interesses estratégicos do Estado
brasileiro, o governo militar, através da Companhia
Vale do Rio Doce (CVRD), associou-se à United
States Steel e criou, em abril de 1970, a Amazônia
Mineração S/A para exploração de minérios. Em 1977,
ela acaba se retirando do projeto ficando o capital da
Amazônia Mineração S/A integralmente pertencente à
CVRD, que, já em 1978, iniciou as obras de
implantação do Projeto Ferro Carajás (PFC). Desde
então, o projeto foi executado como prioridade de
governo, e, em 1985, a mesma começou a exportar
minério de ferro.
(MELO, Irisnete Santos de.Uma tragédia em três atos: As estratégias de
ocupação e reterritorialização da Amazônia maranhense entre as décadas de
1960-1980. ANPUH – Brasil. Simpósio Nacional de História, Recife, 2019)
A implantação da Amazônia Mineração S/A fez parte
de um projeto que a princípio reuniu