Questões de Concurso Público Prefeitura de Caucaia - CE 2024 para Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa
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“Há estreita relação entre os estudos pós-coloniais e o feminismo. Em primeiro lugar, há uma analogia entre patriarcalismo/feminismo e metrópole/colônia ou colonizador/colonizado, ‘Uma mulher da colônia é uma metáfora da mulher como colônia’ [...]. Em segundo lugar, se o homem foi colonizado, a mulher, nas sociedades pós-coloniais, foi duplamente colonizada. Os romances de Jean Rhys, Doris Lessing, Toni Morrison e Margaret Atwood testemunham essa dialética. Na história do Brasil, a mulher sempre foi relegada ao serviço do homem, ao silêncio, à dupla escravidão, à prostituição ou a objeto sexual. Na literatura, muitos são os romances que representam, através de suas personagens femininas, essa situação. Diversos romances de Jorge Amado, por exemplo, retratam essa subjugação da mulher.”
BONICCI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (org.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. 3ª ed. rev e amp. Maringá: Eduem, 2009.
Embora tenha representado metaforicamente questões de colonização da mulher em sua obra, Jorge Amado fez parte não da fase colonialista da literatura brasileira, mas da fase já estabelecida como nacionalista. Em qual geração literária Jorge Amado se fez conhecido no Brasil?
“A cultura intelectual e artística da Renascença, forjada na Itália desde o século XIV, penetrou na Europa ocidental e central a partir do último quartel do século XV. Por volta de 1500, o classicismo literário por ela engendrado dará o tom nas literaturas italiana, francesa, ibéricas e inglesa, tornando-se, ao lado das artes plásticas, um dos grandes veículos de difusão da mentalidade humanista.”
MERQUIOR, José Guilherme. Os estilos históricos na literatura ocidental. In: PORTELLA, Eduardo et al. Teoria Literária. 2ª ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976.
Qual dos autores relacionados é o representante mais expoente do Classicismo literário português?
Assanhei m’ eu muit’ a meu amigo por que mi faz el quanto lhi digo; por que entendo ca mi quer ben assanho me lhi por en
E, se m’ outren faz ond’ ei despeito, a el m’ assanh’ e faço dereito; por que entendo [ca mi quer ben assanho me lhi por en]
E ja m’ el sabe mui ben mha manha, ca sobr’ el deit’ eu toda mha sanha; por que entendo ca mi quer ben [assanho me lhi por en]
Disponível em: https://cipm.fcsh.unl.pt/corpus/texto.jsp?t=d&id=22522. Acesso em: 27 dez. 2023.
As cantigas de amigo, tais como a que é apresentada, fazem parte do Trovadorismo, primeiro estilo literário documentado em língua portuguesa (séculos XII e XIII). Sobre as produções dessa época, assinale a alternativa INCORRETA.