Questões de Concurso Público IF-PE 2025 para Professor EBTT - Português

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Q3677349 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 

Considere o excerto reproduzido a seguir.


Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça,[1º] e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los,[2º] mas,[3º] sendo grande conhecedor de frutas,[4º] bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.  


Em relação às vírgulas presentes no período, é correto afirmar: 

Alternativas
Q3677350 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 
Em relação ao título do texto, é correto afirmar: 
Alternativas
Q3677351 Português

Considere o excerto reproduzido a seguir.


É oportuno lembrar que[1], de todos os componentes dos currículos das escolas de ensino médio, foram os textos destinados ao ensino de língua portuguesa os que[2] mais sofreram com a onda novidadeira, introduzindo, além da doutrina discutível, figuras e desenhos coloridos tão extemporâneos e desajustados, que[3] aviltaram o tradicionalismo e insultaram a dignidade porque sempre se pautaram os textos escolares entre nós. A comparação entre um livro de ensino de língua portuguesa e outro para ensino de matemática, da história ou da geografia quase nos leva a retirar o primeiro da linha do que[4] se costuma chamar compêndio didático, para incluí-lo no rol dos antigos e coloridos Almanaques do Capivarol, esquecido produto farmacêutico. Muito lucrariam os alunos se esses produtos de uma pretendida revolução educacional guardassem a dignidade e a soma de boas informações que[5] caracterizaram o Almanaque Garnier, por exemplo. 



Em relação aos elementos coesivos numerados e em destaque, é correto afirmar: 

Alternativas
Q3677353 Português

Considere o poema reproduzido a seguir.



DESCREVE O QUE ERA REALMENTE NAQUELLE TEMPO A CIDADE DA BAHIA DE MAIS ENREDADA POR MENOS CONFUSA. 



(Gregório de Matos) 



A cada canto um grande conselheiro,

Que nos quer governar a cabana, e vinha,

Não sabem governar sua cozinha,

E podem governar o mundo inteiro. 


Em cada porta um frequentado olheiro,

Que a vida do vizinho, e da vizinha

Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,

Para a levar à Praça, e ao Terreiro.  


Muitos Mulatos desavergonhados,

Trazidos pelos pés os homens nobres,

Posta nas palmas toda a picardia.  


Estupendas usuras nos mercados,

Todos, os que não furtam, muito pobres,

E eis aqui a cidade da Bahia. 



     MATOS, Gregório de. Crônica do viver baiano seiscentistaobra poética completa (volume 1). Organização: James Amado. 4. ed., 

Rio de Janeiro: Record, 1999. (p. 33). 

Nesse poema, entre os aspectos da sociedade baiana do século XVII satirizados por Gregório de Matos,  
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Q3677356 Português
O poeta Paulo Leminski, habitualmente, é visualizado como um representante da tendência contemporânea da poesia marginal. No entanto, além de se filiar a essa estética, Leminski transitou por outros movimentos como a poesia concreta e o tropicalismo. Esse último movimento firmou uma forte relação do artista curitibano com a música popular brasileira. Em decorrência disso, Leminski compôs diversas canções que hoje fazem parte do repertório de artistas conhecidos da MPB. Na música, um dos principais parceiros de Leminski foi o compositor Moraes Moreira. Juntos, eles compuseram a canção Pernambuco “meu”, lançada no álbum de Moraes Moreira Coisa acesa, de 1982, e reproduzida a seguir. 



Pernambuco “meu” 

(Paulo Leminski)


Um frevo em ré
Pra deixar você fora de si
Não tem
Frevo de fé
Como lá, feito lá em Recife
Ninguém
Cidade velha e bonita
Assim já nem há
Já tá pra lá
Bem pra lá de maduro
O araçá
O que é que há meu bem
O que haverá não sei
Essa é a lei
Virá, virá 


Repouso em ré
Nessa pauta e por falta
De assunto escrevo 
Oh, minha Dora me adora
Dorinha, rainha do frevo
Um frevo em fá 
Bem falado pra ser
Chamuscado ao Sol
Não tenha dó 
Natural sustenido ou bemol
Não tenha dó de mim 
Vai ser pior assim
Não tenha dó de mim 
Vai ser pior assim
Não tenha dó
Vai ser pior
Pernambuco, eu te quero
Não me deixe maluco
Pernambuco, eu espero 
Que eu nunca fique caduco


     Disponível em: https://open.spotify.com/intlpt/track/6704THmXZvRbxVI8u3K1o1?si=c417125d8e0a430a. Acesso em: 20 ago. 2025.  

Na letra da canção Pernambuco “meu”, observa-se que  
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Respostas
6: B
7: D
8: D
9: A
10: A