Questões de Concurso Público Prefeitura de Santo Amaro do Maranhão - MA 2024 para Professor II - Língua Portuguesa
Foram encontradas 23 questões
A questão tem como base o texto 01.
Texto 01:
Em março de 1994, os brasileiros tomaram conhecimento, pelos jornais diários, revistas, emissoras de rádio e televisão que havia uma grave denúncia contra professores e funcionários de uma escola para crianças, no bairro da Aclimação, zona sul de São Paulo. Eles eram acusados da prática de abuso sexual contra os menores. As manchetes, taxativas. Na Escola de Educação Infantil Base, as crianças seriam vítimas de abusos em orgias gravadas em fitas que depois eram exibidas nos aparelhos de videocassete. As reportagens foram elaboradas a partir das informações colhidas com fontes autorizadas, delegados de polícia, investigadores e mães de pelo menos quatro crianças.
A “escolinha do sexo” virou palco da vingança e da tragédia. Funcionários foram torturados por policiais. O local, pichado, depredado. Os proprietários presos. O inferno chegara após avisá-los pelos jornais.
A irresponsabilidade originada das denúncias validadas pela autoridade policial contaminou jornais e jornalistas. O caso realçou o “fontismo”, termo que indica a dependência do jornalista pelas declarações das fontes de informação, sem que o contraditório seja apurado, investigado.
(Autoria Professor Mestre Marcel J. Cheida.
Disponível em https://www.puccampinas.edu.br/artigo-o-caso-escola-base-profme-marcel-j-cheida/)
A questão tem como base o texto 01.
Texto 01:
Em março de 1994, os brasileiros tomaram conhecimento, pelos jornais diários, revistas, emissoras de rádio e televisão que havia uma grave denúncia contra professores e funcionários de uma escola para crianças, no bairro da Aclimação, zona sul de São Paulo. Eles eram acusados da prática de abuso sexual contra os menores. As manchetes, taxativas. Na Escola de Educação Infantil Base, as crianças seriam vítimas de abusos em orgias gravadas em fitas que depois eram exibidas nos aparelhos de videocassete. As reportagens foram elaboradas a partir das informações colhidas com fontes autorizadas, delegados de polícia, investigadores e mães de pelo menos quatro crianças.
A “escolinha do sexo” virou palco da vingança e da tragédia. Funcionários foram torturados por policiais. O local, pichado, depredado. Os proprietários presos. O inferno chegara após avisá-los pelos jornais.
A irresponsabilidade originada das denúncias validadas pela autoridade policial contaminou jornais e jornalistas. O caso realçou o “fontismo”, termo que indica a dependência do jornalista pelas declarações das fontes de informação, sem que o contraditório seja apurado, investigado.
(Autoria Professor Mestre Marcel J. Cheida.
Disponível em https://www.puccampinas.edu.br/artigo-o-caso-escola-base-profme-marcel-j-cheida/)
A questão tem como base o texto 01.
Texto 01:
Em março de 1994, os brasileiros tomaram conhecimento, pelos jornais diários, revistas, emissoras de rádio e televisão que havia uma grave denúncia contra professores e funcionários de uma escola para crianças, no bairro da Aclimação, zona sul de São Paulo. Eles eram acusados da prática de abuso sexual contra os menores. As manchetes, taxativas. Na Escola de Educação Infantil Base, as crianças seriam vítimas de abusos em orgias gravadas em fitas que depois eram exibidas nos aparelhos de videocassete. As reportagens foram elaboradas a partir das informações colhidas com fontes autorizadas, delegados de polícia, investigadores e mães de pelo menos quatro crianças.
A “escolinha do sexo” virou palco da vingança e da tragédia. Funcionários foram torturados por policiais. O local, pichado, depredado. Os proprietários presos. O inferno chegara após avisá-los pelos jornais.
A irresponsabilidade originada das denúncias validadas pela autoridade policial contaminou jornais e jornalistas. O caso realçou o “fontismo”, termo que indica a dependência do jornalista pelas declarações das fontes de informação, sem que o contraditório seja apurado, investigado.
(Autoria Professor Mestre Marcel J. Cheida.
Disponível em https://www.puccampinas.edu.br/artigo-o-caso-escola-base-profme-marcel-j-cheida/)
O sistema tecnológico industrial poderá sobreviver, ou poderá entrar em colapso. Se sobreviver, é possível -apenas possível- que com o tempo chegue a um nível reduzido de sofrimento físico e psicológico. Mas isso só poderá acontecer depois de passado um período longo e muito doloroso de adaptação, e apenas ao custo da redução permanente dos seres humanos e muitos outros organismos vivos à situação de produtos criados artificialmente e meras peças na máquina social.
Se o sistema entrar em colapso, as consequências serão muito dolorosas. Mas quanto mais o sistema crescer mais desastrosos serão os resultados de sua ruptura. Portanto, se pretendemos provocar sua ruptura é melhor fazê-lo mais cedo do que mais tarde.
Por essas razões defendemos uma revolução contra o sistema industrial. Essa revolução pode ou não fazer uso da violência. Ela poderá ser repentina ou ser um processo relativamente gradativo, estendendo-se por algumas décadas.
(Excerto do livro "A Sociedade Industrial e Seu Futuro", também conhecido como "Manifesto Unabomber", escrito por Theodore Kaczynski)
Nunca lhes ocorre que não se pode operar transformações drásticas na tecnologia e na economia de uma sociedade sem provocar transformações velozes em outros aspectos da sociedade também, e que tais transformações levam inevitavelmente à ruptura dos valores tradicionais.
Os esquerdistas se identificam profundamente com os problemas de grupos que transmitem imagens de fracos e derrotados; é por masoquismo que se identificam com tais problemas.
Não escrevi os três parágrafos acima. Reproduzo trechos do manifesto feito pelo terrorista Unabomber, publicado pelo "Washington Post" nesta semana.
Unabomber já matou 3 pessoas, por meio de cartas-bomba. Age desde 1978. Exigiu que o "Washington Post" e o "New York Times" publicassem um manifesto de sua autoria (um caderno especial de oito páginas), comprometendo-se, em troca, a não matar mais ninguém.
Os dois jornais cederam à chantagem, obedecendo aliás a instruções do governo americano. Ambos racharam os gastos com a publicação do manifesto, que por razões técnicas só pôde ser reproduzido integralmente pelo "Washington Post".
O caso é espantoso sob vários aspectos, mas o mais espantoso de todos é o fato de que as ideias de Unabomber, pelo menos os trechos traduzidos pela Folha na quarta-feira, não têm nada de maluco ou de demente.
São, ao contrário, de grande sensatez. Um terrorista sensato: só isso é o que faltava para a loucura mundial.
Criticar o avanço tecnológico, os extremos da densidade demográfica, a ingenuidade dos conservadores, como nos trechos que reproduzi no começo do artigo, pode ser uma atitude polêmica, pode suscitar discussões ou dúvidas, mas não é sintoma paranoico nem loucura.
Unabomber vê com preocupação os avanços da tecnologia. Nota que a sociedade industrial é patológica, doente. Critica os conservadores com inteligência. Desconfia, nietzscheanamente, dos motivos ocultos atrás do esquerdismo.
Não que eu concorde com o que ele diz. Mas só o fato de ele ter produzido um texto com o qual se possa debater já é admirável.
Unabomber se revela um discípulo de Rousseau, de Nietzsche, de Thoreau; nota o desajuste entre natureza e sociedade. Nota o que talvez seja um dos problemas mais graves da sociedade contemporânea: o avanço tecnológico, destinado a dar mais conforto à humanidade, termina tornando a vida ainda mais insuportável.
Alguns exemplos. Um carro foi feito para levar as pessoas mais depressa de um ponto a outro da cidade. É uma grande invenção. Mas por isso mesmo todo mundo compra um carro, e termina engarrafado. Tudo é feito para economizar tempo. Teoricamente, um computador eliminaria as filas de bancos. Mas acontece que um computador, quando quebra, impõe o caos e filas quilométricas.
Mais grave: os esforços no sentido de melhorar a tecnologia, de ganhar tempo acabam por ocupar a mão-de-obra disponível de forma frenética.
O executivo ganha tempo ao falar no telefone celular, ao mexer em seu computador – e vive se queixando de falta de tempo. Seu lazer é cronometrado: nada melhor, então, que entrar no drive-through do McDonald's, com o celular em punho, para "ganhar tempo". Só que ele não "ganha tempo", numa sociedade em que o tempo está sempre se acelerando. Ele apenas se adapta às novas exigências da eficácia moderna.
A tecnologia tinha tudo para trazer felicidade à espécie humana, mas o ambiente social nada mais fez senão frustrar essa utopia.
O terrorista Unabomber está certo em seu descontentamento. Mas é também um louco e um assassino. Como entender essa contradição?
Tenho a seguinte hipótese. O grande problema de Unabomber não é a sociedade tecnológica, os conservadores ou a esquerda. Acho que ele sofre de solidão política. É uma vítima dos meios de comunicação. Trata-se, talvez, de um caso radicalizado daquelas pessoas que mandam cartas para jornais. Falei delas há pouco tempo. Criticam ou adoram, insultam ou enaltecem os colunistas e comentaristas; psicologicamente, encontram nos meios de comunicação um reflexo ou um antirreflexo de tudo o que pensam.
É um novo tipo de excluído: não o operário destituído dos meios de produção, mas o pensador rejeitado pelos meios de comunicação. A mídia contemporânea tem uma forma, um ambiente de totalitários.
Minha modesta opinião, assim como a de Arnaldo Jabor, Antônio Callado ou Fernando Gabeira, assumem involuntariamente um caráter totalitário, profético, definitivo, o que é irritante ou insultuoso para o leitor comum.
Unabomber radicaliza essa ideia do leitor comum. É capaz de matar, pelo simples fato de que não dizem o que ele gostaria de dizer. Mas sua mensagem ideológica é menos importante do que a vontade de ser criminoso e chantagista. Suas ideias são até certo ponto corretas, mas ao mesmo tempo são sintomas de sua frustração.
(Texto de Marcelo Coelho. Adaptado do Original. Disponível emhttps://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/22/ilustrad a/23.html).
Nunca lhes ocorre que não se pode operar transformações drásticas na tecnologia e na economia de uma sociedade sem provocar transformações velozes em outros aspectos da sociedade também, e que tais transformações levam inevitavelmente à ruptura dos valores tradicionais.
Os esquerdistas se identificam profundamente com os problemas de grupos que transmitem imagens de fracos e derrotados; é por masoquismo que se identificam com tais problemas.
Não escrevi os três parágrafos acima. Reproduzo trechos do manifesto feito pelo terrorista Unabomber, publicado pelo "Washington Post" nesta semana.
Unabomber já matou 3 pessoas, por meio de cartas-bomba. Age desde 1978. Exigiu que o "Washington Post" e o "New York Times" publicassem um manifesto de sua autoria (um caderno especial de oito páginas), comprometendo-se, em troca, a não matar mais ninguém.
Os dois jornais cederam à chantagem, obedecendo aliás a instruções do governo americano. Ambos racharam os gastos com a publicação do manifesto, que por razões técnicas só pôde ser reproduzido integralmente pelo "Washington Post".
O caso é espantoso sob vários aspectos, mas o mais espantoso de todos é o fato de que as ideias de Unabomber, pelo menos os trechos traduzidos pela Folha na quarta-feira, não têm nada de maluco ou de demente.
São, ao contrário, de grande sensatez. Um terrorista sensato: só isso é o que faltava para a loucura mundial.
Criticar o avanço tecnológico, os extremos da densidade demográfica, a ingenuidade dos conservadores, como nos trechos que reproduzi no começo do artigo, pode ser uma atitude polêmica, pode suscitar discussões ou dúvidas, mas não é sintoma paranoico nem loucura.
Unabomber vê com preocupação os avanços da tecnologia. Nota que a sociedade industrial é patológica, doente. Critica os conservadores com inteligência. Desconfia, nietzscheanamente, dos motivos ocultos atrás do esquerdismo.
Não que eu concorde com o que ele diz. Mas só o fato de ele ter produzido um texto com o qual se possa debater já é admirável.
Unabomber se revela um discípulo de Rousseau, de Nietzsche, de Thoreau; nota o desajuste entre natureza e sociedade. Nota o que talvez seja um dos problemas mais graves da sociedade contemporânea: o avanço tecnológico, destinado a dar mais conforto à humanidade, termina tornando a vida ainda mais insuportável.
Alguns exemplos. Um carro foi feito para levar as pessoas mais depressa de um ponto a outro da cidade. É uma grande invenção. Mas por isso mesmo todo mundo compra um carro, e termina engarrafado. Tudo é feito para economizar tempo. Teoricamente, um computador eliminaria as filas de bancos. Mas acontece que um computador, quando quebra, impõe o caos e filas quilométricas.
Mais grave: os esforços no sentido de melhorar a tecnologia, de ganhar tempo acabam por ocupar a mão-de-obra disponível de forma frenética.
O executivo ganha tempo ao falar no telefone celular, ao mexer em seu computador – e vive se queixando de falta de tempo. Seu lazer é cronometrado: nada melhor, então, que entrar no drive-through do McDonald's, com o celular em punho, para "ganhar tempo". Só que ele não "ganha tempo", numa sociedade em que o tempo está sempre se acelerando. Ele apenas se adapta às novas exigências da eficácia moderna.
A tecnologia tinha tudo para trazer felicidade à espécie humana, mas o ambiente social nada mais fez senão frustrar essa utopia.
O terrorista Unabomber está certo em seu descontentamento. Mas é também um louco e um assassino. Como entender essa contradição?
Tenho a seguinte hipótese. O grande problema de Unabomber não é a sociedade tecnológica, os conservadores ou a esquerda. Acho que ele sofre de solidão política. É uma vítima dos meios de comunicação. Trata-se, talvez, de um caso radicalizado daquelas pessoas que mandam cartas para jornais. Falei delas há pouco tempo. Criticam ou adoram, insultam ou enaltecem os colunistas e comentaristas; psicologicamente, encontram nos meios de comunicação um reflexo ou um antirreflexo de tudo o que pensam.
É um novo tipo de excluído: não o operário destituído dos meios de produção, mas o pensador rejeitado pelos meios de comunicação. A mídia contemporânea tem uma forma, um ambiente de totalitários.
Minha modesta opinião, assim como a de Arnaldo Jabor, Antônio Callado ou Fernando Gabeira, assumem involuntariamente um caráter totalitário, profético, definitivo, o que é irritante ou insultuoso para o leitor comum.
Unabomber radicaliza essa ideia do leitor comum. É capaz de matar, pelo simples fato de que não dizem o que ele gostaria de dizer. Mas sua mensagem ideológica é menos importante do que a vontade de ser criminoso e chantagista. Suas ideias são até certo ponto corretas, mas ao mesmo tempo são sintomas de sua frustração.
(Texto de Marcelo Coelho. Adaptado do Original. Disponível emhttps://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/22/ilustrad a/23.html).
Texto:
GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?
Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.
Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!
O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo.
Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.
Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.
Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.
Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.
Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.
Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.
Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.
Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?
Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.
Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.
Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.
Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia:
Não seja duro com você mesmo;
Entenda as emoções e sintomas;
Conheça seus gatilhos positivos e os utilize!
(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/)
Texto:
GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?
Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.
Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!
O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo.
Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.
Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.
Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.
Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.
Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.
Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.
Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.
Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?
Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.
Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.
Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.
Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia:
Não seja duro com você mesmo;
Entenda as emoções e sintomas;
Conheça seus gatilhos positivos e os utilize!
(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/)
Texto:
GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?
Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.
Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!
O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo.
Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.
Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.
Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.
Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.
Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.
Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.
Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.
Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?
Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.
Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.
Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.
Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia:
Não seja duro com você mesmo;
Entenda as emoções e sintomas;
Conheça seus gatilhos positivos e os utilize!
(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/)
Texto:
GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?
Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.
Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!
O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo.
Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.
Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.
Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.
Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.
Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.
Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.
Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.
Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?
Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.
Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.
Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.
Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia:
Não seja duro com você mesmo;
Entenda as emoções e sintomas;
Conheça seus gatilhos positivos e os utilize!
(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/)
Texto:
GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?
Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.
Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!
O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo.
Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.
Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.
Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.
Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.
Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.
Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.
Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.
Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?
Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.
Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.
Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.
Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia:
Não seja duro com você mesmo;
Entenda as emoções e sintomas;
Conheça seus gatilhos positivos e os utilize!
(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/)
Veja esse trecho do Hino Nacional:
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O LÁBARO que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa FLÂMULA
- "Paz no futuro e glória no passado."
Pelo contexto, podemos dizer que as palavras em destaque têm significados: