Questões de Concurso Público Prefeitura de Santa Bárbara - MG 2025 para PEB-Língua Portuguesa

Foram encontradas 11 questões

Q3498568 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Micro-organismos podem causar doença com impacto na função respiratória


    O estado de Minas Gerais e a cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, decretaram situação de emergência pública devido ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mas o que é a doença?


    A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) do governo de Santa Catarina diz que a condição "abrange casos de Síndrome Gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória".


    O quadro pode ser causado por vírus, como influenza e coronavírus, bactérias e até fungos que atingem os pulmões.


    Entre os sintomas, os pacientes com SRAG podem apresentar febre (temperatura corporal maior ou igual a 37,8ºC), dificuldade ou desconforto para respirar, diminuição da oxigenação sanguínea, sensação de peso no peito e rosto ou lábios arroxeados, conforme informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Crianças também podem ter falta de ar, desidratação e diminuição do apetite.


    Além de geralmente aparecer junto a uma pneumonia, a doença pode lesionar os alvéolos — onde há troca gasosa nos pulmões.


    O tratamento pode envolver a suplementação de oxigênio e fisioterapia respiratória, segundo o Hospital Albert Einstein. Apesar de ser um procedimento muitas vezes suficiente para a melhora da maioria dos pacientes, alguns precisam passar por intubação.


    E quais são as medidas preventivas da SRAG? Ainda conforme o hospital, o ideal para evitar a doença é ter a vacinação em dia contra agentes respiratórios que podem agravar quadros respiratórios.


     A campanha de vacinação contra a gripe, inclusive, começou em abril. A imunização é a principal forma de prevenir a infecção pelo vírus influenza e as suas complicações, reduzindo o risco de internações e de morte.


    O Governo de Minas Gerais e o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, decretaram emergência em saúde pública devido ao aumento dos casos de SRAG nas regiões.


    Segundo a prefeitura da capital catarinense, indicadores epidemiológicos revelam aumento expressivo nos índices de internações em leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatal, pediátrica e de adultos.


    Até o último dia 24 de abril, em Minas Gerais, o número de internações por SRAG chegou a 26.817, enquanto 397 mortes foram registradas, apenas em 2025.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/srag-conheca-doencaque-causou-emergencia-em-mg-e-em florianopolis/ Acessado em: 26/05/2025
Com base nas informações apresentadas na reportagem, assinale a alternativa que apresenta um dos sintomas associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) conforme destacado pelos órgãos de saúde.
Alternativas
Q3498571 Português
Em relação ao uso da crase, analise as frases a seguir e assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está correto.
Alternativas
Q3498572 Português
Assinale a alternativa em que o uso do pronome oblíquo átono está de acordo com as normas gramaticais da língua portuguesa.
Alternativas
Q3498573 Português
Em relação às regras de concordância nominal e verbal, assinale a alternativa em que a concordância está incorreta.
Alternativas
Q3498886 Português
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
“Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas.”

A palavra "paternas" pertence à classe gramatical de:
Alternativas
Q3498887 Português
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
No trecho:
“Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:”

A oração destacada pode ser classificada como:
Alternativas
Q3498888 Português
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
Leia o trecho extraído do texto:

“Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro.

A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences [...]”

A oração destacada (“arrastada no chão”) pode ser classificada como:
Alternativas
Q3498889 Português
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
Observe os trechos do texto:

“— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.”
“Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala.”

Com base nas regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3498890 Português
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
Leia o trecho do texto:

“O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho.”

A figura de linguagem presente nesse trecho é:
Alternativas
Q3498891 Português
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
Leia o trecho do texto:

“Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro.
A trouxa, que arrastava no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences.”

No contexto, a palavra destacada (“que”) exerce a função de:
Alternativas
Q3498892 Português
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
Leia o trecho do texto:

“O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho.”

Nesse contexto, a expressão "arrebanhou com o braço como a um animalzinho" apresenta o uso da linguagem em:
Alternativas
Respostas
1: B
2: B
3: A
4: B
5: C
6: C
7: B
8: C
9: D
10: D
11: B