Questões de Concurso Público Prefeitura de Riachão do Jacuípe - BA 2026 para Professor de História

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Q4352685 História
A economia colonial brasileira integrou-se ao processo de expansão do capitalismo comercial europeu, articulando-se a circuitos mais amplos de produção e circulação. Essa inserção implicou formas específicas de organização econômica e social, nas quais diferentes níveis de determinação se combinavam na constituição da dinâmica colonial.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.

A compreensão da economia colonial exige distinguir, com precisão, o papel das determinações externas e das mediações internas na configuração de sua estrutura histórica. A formulação conceitualmente consistente dessa relação pressupõe reconhecer que o Brasil colonial
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Q4352686 Sociologia
A abolição da escravidão no Brasil não representou a integração da população negra à sociedade de classes, mas sua exclusão das condições materiais necessárias à participação social. Sem acesso à terra, ao trabalho estável e à educação, os libertos foram lançados à marginalidade econômica e social. O negro foi lançado à própria sorte, o que explica sua marginalização no período posterior à abolição.

FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes: o legado da "raça branca". v. 1. 5. ed. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado.

Compreender a abolição da escravidão no Brasil exige ultrapassar a leitura simplista que a define exclusivamente como um ato jurídico da Lei Áurea, e considerar suas implicações históricas na reorganização das relações sociais.

Nessa perspectiva, a reorganização social do Brasil pós-abolição foi caracterizada pela
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Q4352687 História
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Guerrilha, Johann Moritz Rugendas. 1835

As formas de resistência protagonizadas por populações indígenas e africanas no contexto da colonização não se limitaram a rebeliões abertas, mas assumiram múltiplas expressões, que variavam desde confrontos armados até estratégias cotidianas de enfrentamento à dominação.

MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Anita Garibaldi, 1981. Adaptado.

A interpretação de representações visuais da violência colonial exige considerar que tais imagens não apenas retratam conflitos, mas também expressam modos de compreensão das relações sociais em seu tempo.

Tomando como referência o texto de Clóvis Moura e a obra Guerrilha (1835), as resistências indígenas e africanas representadas
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Q4352688 História
A Independência do Brasil não implicou uma revolução social clássica, mas um processo de reorganização política que preservou as estruturas econômicas e sociais herdadas da Colônia. A nova ordem nacional consolidouse mediante a conciliação entre as elites agrárias e os setores emergentes, permitindo a internalização do poder político sem ruptura com o padrão de dominação vigente.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.

A Independência do Brasil não configurou uma ruptura radical, sendo uma transição marcada pela conciliação entre uma nova burguesia e as antigas elites agrárias.

Considerando essa especificidade, as implicações socioeconômicas desse processo
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Q4352689 História
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CALIXTO, Benedito. Proclamação da República, 1893. Óleo sobre tela.

A crise do Império brasileiro, nas décadas finais do século XIX, esteve profundamente associada às transformações estruturais do sistema escravista e às tensões políticas decorrentes de sua desagregação. A abolição da escravidão, em 1888, ao mesmo tempo em que representou a ruptura formal com a base do trabalho cativo, produziu reconfigurações nas alianças políticas que sustentavam o regime monárquico.

CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto, na imagem que retrata o golpe militar de 1889 e nos conhecimentos sobre a crise do Império, a abolição da escravidão e a Proclamação da República são eventos estruturalmente conectados, porque
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Q4352690 História
A institucionalização do regime militar brasileiro não implicou a imediata supressão da ordem constitucional, mas a sua progressiva reconfiguração por meio de dispositivos de exceção. Nesse processo, os Atos Institucionais operaram como instrumentos jurídicos que ampliaram os poderes do Executivo e restringiram direitos políticos, preservando, ao mesmo tempo, formas institucionais que conferiam aparência de legalidade ao regime.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. Adaptado.

A partir do texto e dos conhecimentos sobre os Atos Institucionais durante o período militar no Brasil, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F, para as falsas.

( ) O Ato Institucional nº 1 instituiu mecanismos de cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos, ao mesmo tempo em que preservou formalmente o funcionamento do Congresso Nacional.
( ) O Ato Institucional nº 2 estabeleceu eleições indiretas para governadores e vice-governadores, reforçando a centralização política e reduzindo a autonomia dos estados no interior do regime.
( ) O Ato Institucional nº 3 extinguiu os partidos políticos existentes, instituiu o bipartidarismo e ampliou o controle do Executivo sobre o sistema político, mantendo formas restritas de competição institucional.
( ) O Ato Institucional nº 4, ao reorganizar a ordem constitucional por meio da Constituição de 1967, extinguiu formalmente a função legislativa do Parlamento, concentrando a produção normativa no Poder Executivo.
( ) O Ato Institucional nº 5 ampliou os poderes do Executivo, permitindo a suspensão de garantias individuais e a intervenção nos demais poderes, sem implicar a revogação formal da Constituição vigente.

A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
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Q4352691 História
A colonização não se contenta em impor sua lei ao presente e ao futuro do país dominado. Ela se ocupa igualmente em desfigurar, desvalorizar e destruir o passado do povo oprimido. Ao negar a historicidade das sociedades colonizadas, o colonialismo constrói uma narrativa que as apresenta como incapazes de produzir formas próprias de organização política, econômica e cultural, obscurecendo a complexidade de suas formações sociais anteriores à dominação europeia.

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. Adaptado.

A operação descrita no texto permite compreender que a construção historiográfica sobre as civilizações africanas pré-coloniais foi profundamente condicionada por uma lógica de deslegitimação que, ao negar sua historicidade, produziu interpretações que
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Q4352692 História
A ideia de humanidade construída pela modernidade estabelece uma separação entre sociedade e natureza, produzindo uma compreensão na qual o ser humano se percebe como exterior ao mundo natural. Essa dissociação permite que a natureza seja reduzida à condição de recurso, ao mesmo tempo em que desconsidera outras formas de existência que não se organizam a partir dessa distinção.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado.

No contexto das disputas contemporâneas pela terra envolvendo os povos originários no Brasil, as ações estatais entram em conflito com as formas indígenas de organização da vida, na medida em que
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Q4352693 Pedagogia
O conhecimento não se origina da simples transmissão de informações, mas da ação do sujeito sobre o objeto, por meio de processos contínuos de assimilação e acomodação. Nesse movimento, o indivíduo reorganiza seus esquemas mentais ao entrar em conflito com novas situações, produzindo formas mais complexas de compreensão da realidade.

PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1973. Adaptado.

Considere que durante uma aula sobre o processo de colonização do Brasil, um professor de História propõe aos estudantes a análise de diferentes fontes históricas (cartas de colonizadores, relatos indígenas e registros administrativos). Em vez de apresentar uma narrativa pronta, ele solicita que os alunos formulem interpretações, identifiquem contradições entre os documentos e reconstruam, coletivamente, explicações sobre o processo histórico da formação do Brasil.

A prática pedagógica descrita está coerente com a perspectiva construtivista, pois
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Q4352694 Pedagogia
Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. A educação problematizadora se constitui como um processo no qual os sujeitos, ao refletirem criticamente sobre a realidade, tornam-se capazes de intervir nela.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. Adaptado.

A experiência de Angicos, ocorrida em 1963 no sertão do Rio Grande do Norte, consolidou-se como um dos episódios mais emblemáticos da história da educação brasileira. Sob a coordenação do educador Paulo Freire, o projeto de alfabetização de 300 trabalhadores rurais evidenciou a viabilidade de uma metodologia fundamentada na dialogicidade e na conscientização. O diferencial não estava na repetição de sílabas vazias, mas no uso de palavras geradoras extraídas do próprio cotidiano dos alunos, como "tijolo" e "enxada". A experiência conduzida por Paulo Freire em Angicos demonstrou que a alfabetização de adultos pode ultrapassar a mera decodificação da linguagem escrita ao se constituir como prática de leitura crítica da realidade, permitindo que trabalhadores se reconheçam como sujeitos históricos.

GERMANO, José Willington. As quarenta horas de Angicos. Educação & Sociedade, Campinas, v. 18, n. 59, p. 391–395, ago. 1997. Adaptado.

Considere que um professor de História decide reorganizar sua prática pedagógica com base nos princípios da educação problematizadora de Paulo Freire, substituindo uma abordagem centrada na exposição sistemática de conteúdos.
Nessa perspectiva, a prática pedagógica coerente com essa mudança caracteriza-se, na atuação do professor, por
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Respostas
21: D
22: A
23: E
24: B
25: D
26: D
27: B
28: C
29: E
30: C