Questões de Concurso Público Prefeitura de Riachão do Jacuípe - BA 2026 para Professor de História

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Q4352670 História
A reflexão historiográfica contemporânea deslocou o entendimento da História como mera descrição de acontecimentos passados para uma abordagem que enfatiza sua dimensão interpretativa, vinculada à experiência temporal dos sujeitos. Nesse quadro, a noção de consciência histórica refere-se ao modo pelo qual os indivíduos e as sociedades articulam passado, presente e futuro na construção de sentido para suas ações.

RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001. Adaptado.

À luz dessa perspectiva teórica, a relação entre conceito de História e consciência histórica é corretamente compreendida como:
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Q4352671 História
No processo de consolidação da História como disciplina científica no século XIX, desenvolveu-se uma perspectiva metodológica que atribuía centralidade à análise rigorosa das fontes documentais. Tal abordagem buscava estabelecer critérios de objetividade capazes de afastar interpretações subjetivas e especulativas, defendendo que o trabalho do historiador deveria se basear em evidências verificáveis. Nesse sentido, a crítica das fontes, a busca por autenticidade documental e a reconstrução factual dos acontecimentos tornaram-se princípios fundamentais dessa tradição historiográfica.

MALERBA, Jurandir (org.). Lições de história: o caminho da ciência no longo século XIX. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2019. Adaptado.

Considerando os fundamentos teórico-metodológicos da tradição historiográfica metódico-documental consolidada no século XIX, a prática historiográfica que melhor expressa seus pressupostos caracteriza-se por
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Q4352673 História
Na tradição marxista, a análise das formações sociais do Oriente Próximo exige cautela quanto à aplicação direta das categorias desenvolvidas a partir do mundo clássico. Nessas sociedades, a extração do excedente frequentemente se articulava a formas de dominação política centralizada, nas quais o Estado desempenhava papel decisivo na organização do trabalho e no controle dos recursos.

BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. Adaptado.

Considere que durante um seminário acadêmico, quatro interpretações foram apresentadas sobre as sociedades mesopotâmicas:

I. A existência de excedente econômico e de coerção sobre os produtores diretos é suficiente para classificá-las como sociedades escravistas, independentemente das formas históricas específicas de organização da produção.
II. A centralização estatal na organização do trabalho e na apropriação do excedente permite identificar formas de exploração associadas ao chamado modo de produção asiático.
III. A ausência de propriedade privada amplamente disseminada impede a caracterização de relações estruturadas de exploração social.
IV. A presença de formas de dependência pessoal e de trabalho compulsório autoriza a identificação de elementos de exploração.

À luz do materialismo histórico e da análise teoricamente apropriada dessas interpretações, a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é:
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Q4352674 História
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SANZIO, Raffaello. A Escola de Atenas. 1509.

A pintura A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, representa diversos filósofos da Antiguidade clássica reunidos em um espaço arquitetônico inspirado na tradição greco-romana. No centro da cena, Platão e Aristóteles ocupam posição de destaque, simbolizando diferentes concepções de conhecimento e de realidade. A obra, produzida no contexto do Renascimento, não constitui uma representação histórica literal, mas uma releitura que expressa a valorização humanista da filosofia grega como fundamento da racionalidade ocidental.

HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Adaptado.

A compreensão historicamente fundamentada da obra A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, em relação à Grécia Antiga, implica reconhecer que 
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Q4352675 História
O processo de transformação política de Roma, da Monarquia à República e desta ao Império, não representou uma ruptura linear, mas a reorganização das formas de poder conforme conflitos sociais e expansão territorial. A República romana consolidou mecanismos institucionais que limitavam o poder individual por meio da divisão de magistraturas e da atuação do Senado, enquanto o Império preservou formalmente tais instituições, embora concentrasse o poder efetivo na figura do imperador.

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2019. Adaptado.

Considere que um professor de História afirma que, ao analisar a passagem da República para o Império em Roma, não se deve compreender esse processo como uma simples substituição de instituições, mas como uma transformação na forma de exercício do poder, mantendo-se estruturas anteriores sob nova lógica política.

A aplicação adequada do conhecimento histórico ao argumento apresentado permite concluir que essa interpretação é
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Q4352676 História
A transição do mundo antigo para o feudalismo não deve ser compreendida como uma ruptura súbita, mas como um processo histórico prolongado no qual a decomposição do modo de produção escravista romano deu lugar a novas formas de dominação social. A crise do Império Romano implicou a retração das trocas comerciais, a ruralização da economia e a crescente vinculação dos trabalhadores à terra.

ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Tradução de Renato Prelorentzou. São Paulo: Brasiliense, 2004. Adaptado.

A compreensão historicamente fundamentada do processo descrito exige reconhecer que a formação do feudalismo corresponde à
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Q4352677 História
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Henrique IV em Canossa, Eduard Schwoiser, 1862

A chamada Reforma Gregoriana, associada ao papado de Gregório VII, representou um movimento de afirmação da autonomia da Igreja frente ao poder secular. Nesse contexto, a controvérsia das investiduras expressou a disputa pela autoridade de nomeação de bispos e abades, evidenciando o conflito entre a pretensão papal e a tradição imperial de controle sobre as estruturas eclesiásticas.

LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Tradução de José Rivair Macedo. Bauru: EDUSC, 2005. Adaptado.

A Penitência de Canossa, ocorrida em janeiro de 1077, inserese no contexto da Controvérsia das Investiduras, conflito que envolveu a definição das prerrogativas relativas à nomeação de autoridades eclesiásticas no Ocidente medieval.

A interpretação historiograficamente consistente desse episódio, à luz da Reforma Gregoriana, implica reconhecer
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Q4352679 História
A colonização brasileira deve ser compreendida a partir de seu sentido, isto é, da função que desempenha no conjunto da economia europeia. Trata-se de uma empresa voltada para fora, organizada para fornecer gêneros tropicais ao mercado externo, o que condiciona profundamente sua estrutura econômica e social.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. Adaptado.

As diferenças entre as formações coloniais europeias na América não se limitam à organização econômica, mas implicam padrões distintos de estrutura social e desenvolvimento histórico.

A característica estrutural que diferenciou parte das colônias inglesas de povoamento da América do Norte, especialmente as estabelecidas na Nova Inglaterra, em relação às colonizações ibéricas teve origem na
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Q4352680 História
No final do século XVIII, o problema agrário francês concentrava uma tensão estrutural decisiva: de um lado, os que cultivavam a terra; de outro, os que dela extraíam renda e privilégios. A crise do Feudalismo não se limitava, portanto, à esfera política, mas envolvia a permanência de direitos senhoriais, restrições corporativas e formas de dominação incompatíveis com a expansão de relações sociais fundadas na propriedade privada e na circulação mercantil.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.

Considerada um momento decisivo da constituição da ordem burguesa, a Revolução Francesa articula-se ao surgimento do capitalismo por ter
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Q4352681 História
A Revolução Industrial consolidou profundas transformações na Inglaterra, com a introdução de novas técnicas, a ampliação do uso de máquinas e a reorganização dos espaços produtivos. Esse processo esteve associado à concentração das atividades produtivas em unidades maiores, à intensificação do ritmo de trabalho e à crescente especialização das tarefas.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.

A interpretação da Revolução Industrial como um processo de transformação estrutural das relações sociais implica reconhecer que sua especificidade histórica não se reduz à inovação técnica, mas tem como fundamento principal a
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Q4352682 História
A Guerra Fria caracterizou-se por uma tensão permanente entre as superpotências, baseada na combinação de dissuasão nuclear, rivalidade ideológica e competição por zonas de influência. Esse sistema não eliminava os conflitos, mas os deslocava para formas indiretas de enfrentamento, evitando a guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

No interior da formulação estratégica da política externa dos Estados Unidos no início da Guerra Fria, a interpretação de que a expansão soviética deveria ser enfrentada por meio de um processo contínuo de limitação geopolítica, sem confronto direto, tornou-se um dos fundamentos da atuação norteamericana no cenário internacional.

A denominação historicamente consagrada dessa estratégia é
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Q4352684 História
As sociedades pré-colombianas da América desenvolveram formas complexas de organização social e política antes da conquista europeia. Civilizações como astecas e incas estruturaram sistemas de poder, baseados na articulação entre autoridade política, organização religiosa e controle da produção agrícola, com destaque para técnicas adaptadas a diferentes condições ambientais.

BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: Edusp, 2004. Adaptado.

A caracterização das sociedades pré-colombianas como formas sociais simples e homogêneas implica um erro de interpretação histórica ao desconsiderar a complexidade de suas estruturas de organização social, política e econômica, uma vez que essas sociedades
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Q4352685 História
A economia colonial brasileira integrou-se ao processo de expansão do capitalismo comercial europeu, articulando-se a circuitos mais amplos de produção e circulação. Essa inserção implicou formas específicas de organização econômica e social, nas quais diferentes níveis de determinação se combinavam na constituição da dinâmica colonial.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.

A compreensão da economia colonial exige distinguir, com precisão, o papel das determinações externas e das mediações internas na configuração de sua estrutura histórica. A formulação conceitualmente consistente dessa relação pressupõe reconhecer que o Brasil colonial
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Q4352687 História
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Guerrilha, Johann Moritz Rugendas. 1835

As formas de resistência protagonizadas por populações indígenas e africanas no contexto da colonização não se limitaram a rebeliões abertas, mas assumiram múltiplas expressões, que variavam desde confrontos armados até estratégias cotidianas de enfrentamento à dominação.

MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Anita Garibaldi, 1981. Adaptado.

A interpretação de representações visuais da violência colonial exige considerar que tais imagens não apenas retratam conflitos, mas também expressam modos de compreensão das relações sociais em seu tempo.

Tomando como referência o texto de Clóvis Moura e a obra Guerrilha (1835), as resistências indígenas e africanas representadas
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Q4352688 História
A Independência do Brasil não implicou uma revolução social clássica, mas um processo de reorganização política que preservou as estruturas econômicas e sociais herdadas da Colônia. A nova ordem nacional consolidouse mediante a conciliação entre as elites agrárias e os setores emergentes, permitindo a internalização do poder político sem ruptura com o padrão de dominação vigente.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.

A Independência do Brasil não configurou uma ruptura radical, sendo uma transição marcada pela conciliação entre uma nova burguesia e as antigas elites agrárias.

Considerando essa especificidade, as implicações socioeconômicas desse processo
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Q4352689 História
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CALIXTO, Benedito. Proclamação da República, 1893. Óleo sobre tela.

A crise do Império brasileiro, nas décadas finais do século XIX, esteve profundamente associada às transformações estruturais do sistema escravista e às tensões políticas decorrentes de sua desagregação. A abolição da escravidão, em 1888, ao mesmo tempo em que representou a ruptura formal com a base do trabalho cativo, produziu reconfigurações nas alianças políticas que sustentavam o regime monárquico.

CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto, na imagem que retrata o golpe militar de 1889 e nos conhecimentos sobre a crise do Império, a abolição da escravidão e a Proclamação da República são eventos estruturalmente conectados, porque
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Q4352690 História
A institucionalização do regime militar brasileiro não implicou a imediata supressão da ordem constitucional, mas a sua progressiva reconfiguração por meio de dispositivos de exceção. Nesse processo, os Atos Institucionais operaram como instrumentos jurídicos que ampliaram os poderes do Executivo e restringiram direitos políticos, preservando, ao mesmo tempo, formas institucionais que conferiam aparência de legalidade ao regime.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. Adaptado.

A partir do texto e dos conhecimentos sobre os Atos Institucionais durante o período militar no Brasil, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F, para as falsas.

( ) O Ato Institucional nº 1 instituiu mecanismos de cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos, ao mesmo tempo em que preservou formalmente o funcionamento do Congresso Nacional.
( ) O Ato Institucional nº 2 estabeleceu eleições indiretas para governadores e vice-governadores, reforçando a centralização política e reduzindo a autonomia dos estados no interior do regime.
( ) O Ato Institucional nº 3 extinguiu os partidos políticos existentes, instituiu o bipartidarismo e ampliou o controle do Executivo sobre o sistema político, mantendo formas restritas de competição institucional.
( ) O Ato Institucional nº 4, ao reorganizar a ordem constitucional por meio da Constituição de 1967, extinguiu formalmente a função legislativa do Parlamento, concentrando a produção normativa no Poder Executivo.
( ) O Ato Institucional nº 5 ampliou os poderes do Executivo, permitindo a suspensão de garantias individuais e a intervenção nos demais poderes, sem implicar a revogação formal da Constituição vigente.

A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
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Q4352691 História
A colonização não se contenta em impor sua lei ao presente e ao futuro do país dominado. Ela se ocupa igualmente em desfigurar, desvalorizar e destruir o passado do povo oprimido. Ao negar a historicidade das sociedades colonizadas, o colonialismo constrói uma narrativa que as apresenta como incapazes de produzir formas próprias de organização política, econômica e cultural, obscurecendo a complexidade de suas formações sociais anteriores à dominação europeia.

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. Adaptado.

A operação descrita no texto permite compreender que a construção historiográfica sobre as civilizações africanas pré-coloniais foi profundamente condicionada por uma lógica de deslegitimação que, ao negar sua historicidade, produziu interpretações que
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Q4352692 História
A ideia de humanidade construída pela modernidade estabelece uma separação entre sociedade e natureza, produzindo uma compreensão na qual o ser humano se percebe como exterior ao mundo natural. Essa dissociação permite que a natureza seja reduzida à condição de recurso, ao mesmo tempo em que desconsidera outras formas de existência que não se organizam a partir dessa distinção.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado.

No contexto das disputas contemporâneas pela terra envolvendo os povos originários no Brasil, as ações estatais entram em conflito com as formas indígenas de organização da vida, na medida em que
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: C
4: B
5: E
6: A
7: D
8: B
9: B
10: C
11: A
12: D
13: D
14: E
15: B
16: D
17: D
18: B
19: C